Narcotogados Juriscidas: Vícios, Doenças, Vidas. Ji-Paraná, Rondônia

Cronica sobre a conduta comportamental dos juizes (magistrados) ate a aposentadoria. Uma breve definicao do que representa o juiz. Veja mais neste artigo.

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Narcotogados Juriscidas: Vícios, Doenças, Vidas.

Não há como iniciar esta crônica estória sem uma definição: juiz é aquela pessoa que se submete a um concurso público para exercer o direito/dever de resolver os problemas dos outros.

[talvez resida aí a razão para que os juízes sejam chamados Excelências, pois, num mundo escancaradamente egoísta em que vivemos, é uma tarefa enaltecedora, sem dúvida, todavia, é útil lembrar que, em muitos casos, já registrados na historiografia judicante, não passam mesmo de reles O t i m ê n c i a s !]

Retomando a objetividade: assim que começam a solucionar lides, dando cumprimento à sagrada missão para a qual são convocados (resolver os problemas dos outros), os juízes adoecem e padecem, porque não conseguem mais lidar com os seus próprios.

Logo após a aprovação no concurso, nomeados e empossados, alojados em seus gabinetes, sentem (e consentem) a exagerada reverência no tratamento a eles dedicada e são atingidos por efeitos colaterais inevitáveis; os juízes passam a sofrer com uma das doenças mais freqüentes entre magistrados iniciantes: a juizite aguda.

[uma severa inflamação do ego, que ataca, especialmente, juízes novos e inexperientes, apresentando sintomas óbvios de aumento excessivo da auto-estima, com invulgar potencialização, sem causa aparente ou conhecida, da aparência em detrimento da essência, com recorrentes espasmos de ilusão, em forma de contagiosa fantasia, revelada em freqüentes transtornos de percepção, notadamente na diferenciação entre o que pensam que são e o que realmente ainda são!]

Todavia, sempre inteligentes e sagazes, os juízes percebem que as pessoas à sua volta também percebem que estão (aco)metidos e buscam uma saída; tentam debelar aquela aguda inflamação do ego empreendendo uma fuga, que os leva ao primeiro vício: o consumo da magistroconha.

[um estupefaciente estúpido mesmo, pois quem faz uso/abuso deste alucinógeno, fica tão inebriado, mas tão inebriado, achando que levita e que paira acima de tudo e de todos, além de exalar um insuportável odor de falsa superioridade, um cheiro forte e comprometedor!]

Mas o tempo voa, os autos se avolumam, as comarcas crescem, não são mais de um único juiz, as comparações surgem e a ervinha não dá mais conta do recado, necessita de algo mais forte, bem mais forte; muda o vício, radicaliza e entra de corpo e alma na judicaína.

(um dos principais efeitos de uma única dose de judicaína é o de levar o seu experimentador a cheirar pó de ouro e arrotar banalidades, com recorrentes síndromes de arrogância - abstinência de humildade!)

Anos e anos se passam, evolui de experimentador para usuário, culminando por transformar-se em narcotogado crônico, dependente de judicaína.

Antes de encerrarem suas ‘carreiras’, já estão enredados no derradeiro vício de suas vidas: o LSD.

um ácido perigosíssimo, pois cria uma dependência com os poderosos, deixando seus usuários sempre envolvidos com a Lei (essa eterna mentirosa), com o Sistema (ao lado dos economicamente fortes e/ou politicamente dominantes) e Dogmas (“bed trips” – pois “é a autoridade, não a verdade, que faz a lei.”(Hobbes)]

Cansados, indagam: há cura?

Sim - árdua e penosa!

Talvez a solução se encontre na aposentadoria, entretanto, não se pode esquecer que aposentado é aquele ser que sai de casa com a certeza absoluta de que não tem nada para fazer, mas volta convencido de que deixou de fazer alguma coisa!]

Muitos temem a aposentadoria, com certa razão. De qualquer modo, chega uma hora em que ela é inevitável, em alguns casos, até obrigatória. Tomados de coragem, requerem-na e acabam por descobrir que, em verdade, foram verdadeiros juriscidas.

[aqueles que estrangularam a justiça e mataram o direito, por contribuir muito pouco com a celeridade na solução das lides, por usar e abusar da forma, dos formalismos e das formalidades, por reinventar ritos, procedimentos, criando algumas (quase) litúrgicos - os famosos despachos caninos (au promotor/ au defensor/ au contador/ au escrivão/ au arquivo) – por valorar, teimosamente, questões menores, transformando-as em obstáculos paraolímpicos, colocados entre a instrução e a decisão]

“Last but not least”, a grande preocupação dos jubilados tem de ser a de não permanecerem jubilosos numa IGNORELAND.

 

Ricardo Lopes Sampaio

Graduado em Direito pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas - RJ (1970). Advogado (OAB/RJ 19.247) 1972/1974; Delegado de Polícia RJ (1974/1978); Juiz de Direito PR (1978/1996); Advogado (OAB/PR 24.096) 1996/2009; Professor Academia de Polícia do RJ, Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Escola da Magistratura de Londrina e de Curitiba, Escola Superior de Advocacia de Londrina, Universidade do Paraná (Umuarama), Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Faculdade Paranaense (FACCAR) e Pontifícia Universidade Católica de Londrina (PUC) (1975/2004).http://lattes.cnpq.br/9078551994187818

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