História da Internet 2 Ji-Paraná, Rondônia

Estude sobre o surgimento da Internet. Compreenda o funcionamento da rede de alta velocidade. O autor também relata como a Internet modificou o ensino acadêmico.

eletronica criativa
(69) 3026-2112
r Dom Pedro Ii 1958 Porto Velho
Porto Velho, Rondônia

Dados Divulgados por
Eletromecfrio
(69) 3223-2192
av rio De Janeiro 2078 Areal
Porto Velho, Rondônia

Dados Divulgados por
rodlpho Succhy Neto
(69) 3223-0150
r Duque De Caxias 2800 Sao Cristovao
Porto Velho, Rondônia

Dados Divulgados por
Eletrolar Moveis e Eletrodomesticos
(69) 3221-4001
r Henrique Dias 334 Centro
Porto Velho, Rondônia

Dados Divulgados por
Eletro Seixas
(69) 3227-0990
av Jatuarana 4205 Nova Floresta
Porto Velho, Rondônia

Dados Divulgados por
Comercio de aparelhos eletronicos
(69) 3043-8075
r Joaquim Araujo Lima 2913 Porto Velho
Porto Velho, Rondônia

Dados Divulgados por
eletronica criativa
(69) 3026-2112
r Dom Pedro Ii 1958 Porto Velho
Porto Velho, Rondônia

Dados Divulgados por
eletronica audio tv e video
(69) 3026-1758
r Jatuarana 4792 Porto Velho
Porto Velho, Rondônia

Dados Divulgados por
eletronica criativa
(69) 3026-2112
r Dom Pedro Ii 1958 Porto Velho
Porto Velho, Rondônia

Dados Divulgados por
Novo Mundo
(69) 3221-3017
av rio De Janeiro 1796 Areal
Porto Velho, Rondônia

Dados Divulgados por
Dados Divulgados por

História da Internet 2

INTRODUÇÃO

O mundo atual vive usufruindo dosresultados de anos de estudos e conquistas na área tecnológica. Desde a primeira experiência de conexão entre computadores, na GuerraFria (União Soviética) e a criação da ARPA, pelos Estados Unidos, para finsmilitares, até seu crescente uso nos mais diversos serviços, a Internet tem semostrado como uma ferramenta especial de apoio ao desenvolvimento tecnológico,educacional e econômico dos países.

O Brasil veio conhecer a Internet nadécada de 1990, juntamente com países como Argentina, Bélgica, Espanha, Índia eSuíça, sendo que naquele ano (1990) o projeto ARPANET encerrava-se formalmente,nascendo a Internet. Em quatro anos de uso da Internet no Brasil, já seconstatavam dificuldades na viabilidade de certas aplicações de modointerativo, surgindo a necessidade de se aumentar a velocidade de conexão alémdo máximo de 64 Kbps. Por este motivo, iniciaram-se em 1996, estudos quepossibilitaram a montagem de uma infra-estrutura de backbone que tivesse mais velocidade que a outra.

Em 1995 a Internet foi aberta auso comercial, acabando com a restrição do backboneapenas para as instituições de pesquisa e acadêmicas. O número de pessoaspossuidoras de computadores em suas casas aumentou consideravelmente, entre osanos de 1999 a2006.

Nos últimos anos do século XX, aInternet sofreu consideráveis modificações, com implementações que aenriqueceram, transformando-a em um grande negócio. Foram criados inúmeroscursos para formação de profissionais, empresas especializadas em serviços daárea de informática e Internet, e novas tecnologias vêm sendo criadas desdeentão, como o áudio e o vídeo em tempo real, sistemas de telefonia, linguagensvoltadas para a construção de ambientes virtuais e para a criação de páginasanimadas e interativas.Estes avançoscontribuíram para que áreas como Educação e Medicina pudessem ser beneficiadas,através de aplicativos de ensino à distância e recursos de telemedicina. Noentanto, pela necessidade de melhor desempenho destas aplicações, surgiu oprojeto de criação da Internet 2, uma nova geração de Internet, com grandecapacidade de transmissão de dados, com o apoio de redes de alta velocidade.

INTERNET – Histórico

De acordo com Bogo, "a Internet é um conjunto de redesde computadores interligados que têm em comum um conjunto de protocolos eserviços, de forma que os usuários conectados possam usufruir os serviços deinformação e comunicação", em âmbito mundial. (BOGO, 2000).

A Internet funciona basicamente através datransferência de informações, utilizando uma "linguagem comum ou protocolo, quepossibilita aos usuários individuais interagir com qualquer outra rede ouusuário individual que seja também parte do sistema" (TERCEIRO, 2002). Estalinguagem comum é o protocolo IP.

A Internet é uma ferramenta que pode proporcionarrecursos e serviços básicos, como por exemplo: e-mail (ou correio eletrônico);listas de discussão; Programas de bate-papos virtuais (chats); WWW (World Wide Web).

Bogo afirma que a Internet nasceu praticamente semquerer, tendo sido desenvolvida no tempo da Guerra Fria com o nome de ARPANET,com o objetivo demanter a comunicaçãodas bases militares dos Estados Unidos, "mesmo que o Pentágono fosse riscado domapa por um ataque nuclear" (BOGO, 2000).A empresa ARPA (Advanced Researchand Projects Agency) foi responsável por seu desenvolvimento, no ano de1969, tendo como objetivo a conexão entre os departamentos de pesquisa, sendodenominada como ARPANET. Antes do início do projeto ARPANET, havia uma rede queconectava os departamentos responsáveis pelas pesquisas com as bases militares;no entanto, "os EUA estavam em plena Guerra Fria, e toda a comunicação desta rede passava por umcomputador central que se encontrava no Pentágono, e sua comunicação eraextremamente vulnerável" (BOGO, 2000).

O propósito da ARPANET foi o de evitar que os EUAperdessem as informações que estavam no Pentágono, caso houvesse o ataque pelaURSS. O uso do "backbone" que passavapor baixo da terra, (tornando o processo mais seguro, sendo mais difícil de serinterrompido), podia ligar os militares com os pesquisadores sem a necessidadede definir um centro ou mesmo uma rota única para as informações. (BOGO, 2000).

Depois que a ameaça da Guerra Fria passou, a ARPANETtornou-se obsoleta, "sendo que os militares já não a consideravam tãoimportante para mantê-la sob a sua guarda". Assim, o acesso foi dado "aoscientistas que, mais tarde, cederam a rede para as universidades, as quais,sucessivamente, passaram-na para as universidades de outros países" (BOGO,2000). As universidades "contempladas" foram as americanas Stanford, Berkley,da Califórnia e de Utah. "No final dos anos 1970, a ARPANET tinhacrescido tanto que o seu protocolo de comutação de pacotes original, chamado deNetwork Control Protocol (NCP),tornou-se inadequado". (BOGO, 2000). Porém, após a realização de algumaspesquisas, a ARPANET mudou do NCP para um novo protocolo chamado TCP/IP (Transfer Control Protocol/ Internet Protocol).A maior vantagem do novo protocolo era que "ele permitia o crescimentopraticamente ilimitado da rede, além de ser fácil de implementar em umavariedade de plataformas diferentes de hardware de computador, sendo esteprotocolo usado até hoje" (BOGO, 2000).

Em 1986, a NSFNET (NationalScience Foundation) e ARPANET se concentraram para formar o backbone da Internet. Um ano depois, osEUA liberaram a rede para uso comercial. No ano de 1992, surgiram as primeirasempresas americanas provedoras que possibilitaram o acesso comercial àInternet. À medida que o uso da Internet foi crescendo, no final dos anos 80 einício dos anos 90, logo passou a ser um "depósito" para milhões de arquivos,sendo que muitos desses permaneceram inacessíveis para a maioria dos usuários,simplesmente porque eles não sabiam de sua existência ou como acessá-los. Issomudou com a criação do WWW - World WideWeb.

Segundo Teixeira (2006:20), o WWW (World Wide Web)foi criado em 1993, pelo Centro Europeu de Investigação Nuclear. Trata-se de umsistema que localiza os arquivos e cria um ambiente onde cada informaçãoapresenta um endereço único, de modo que possa ser encontrada por qualquerusuário na rede, facilitando a localização de informações, fazendo com que essemeio seja enriquecido. Com isso, as informações que passam pela rede podem setornar mais "atraentes", podendo se apresentar em formas de arquivos, imagensou sons, estando armazenados diversos computadores distribuídos pelo mundo.

O grande marco da Internet ocorreu no final de abrilde 1993, em Genebra, quando o Centro Europeu de Investigação Nucleardisponibilizou a Internet para o acesso público, que atualmente atinge o mundointeiro. A Internet nunca parou de ser inovada, havendo uma dinâmica constantede criação, graças a uma enorme rede de desenvolvedores, contribuindo com novosaplicativos e aperfeiçoamentos, que facilitam e atraem o uso da rede. Nosúltimos anos, o mundo percebeu um grande crescimento no número de usuários daInternet, sendo tendência o crescimento de forma gradativa.

O uso cada vez mais crescente justifica-se peladisponibilidade de novos serviços de diretório, indexação e pesquisa, queajudam os usuários a descobrir as informações de que precisam dentro daInternet. Hoje, a Internet já é considerado o maior sistema de comunicaçãodesenvolvido pelo homem.

Internet no Brasil

De acordo com Bogo (2000), "a históriada Internet no Brasil começou bem mais tarde, só em 1991, com a RNP (RedeNacional de Pesquisa), uma operação acadêmica subordinada ao MCT (Ministério deCiência e Tecnologia)". Esta Rede Nacional de Pesquisa funciona como o backbone principal, envolvendoinstituições e centros de pesquisa como FAPESP, FAPEPJ, FAPEMIG, além deuniversidades e laboratórios (BOGO, 2000).

No final de 1994, a Empresa Brasileira de Telefonia,EMBRATEL, "lançou o serviço experimental a fim de conhecer melhor a Internet"(BOGO, 2000). Um ano depois, o Ministério das Telecomunicações, juntamente como Ministério da Ciência e Tecnologia, uniram forças para tornar conhecida aInternet além do âmbito educacional, de modo que as empresas passaram aexplorá-la. Assim, o Brasil obteve uma verdadeira expansão na utilização daInternet. A partir de então, a Rede Nacional de Pesquisa passou a terresponsabilidade sobre a "infra-estrutura básica de interconexão e informaçãoem nível nacional, tendo controle do backbone"(BOGO, 2000).

No ano de 1995, o Comitê Gestor da Internet no Brasil(CGIBr) foi criado com a junção dos dois Ministérios referidos anteriormente,com o objetivo de fomentar a participação da população em decisões queenvolviam a implantação, administração e o uso da Internet. A composição destecomitê foi de representantes do Governo Federal, de estudiosos e pesquisadoresdas áreas de Ciência e Tecnologia, e por pessoas da sociedade.

A INTERNET 2

De acordo com Dias, a Internet 2 "éuma iniciativa norte-americana, voltada para o desenvolvimento de tecnologias eaplicações avançadas de redes Internet para a comunidade acadêmica e depesquisa" (DIAS, 1999 p. 1). Segundo esta autora, o principal objetivo érealizar a "transferência, ao setor comercial, das tecnologias desenvolvidas etestadas ao longo da execução dos projetos".

Mazzeo, Pantoja & Ferreira(2000, p. 65), contam que a Internet 2 surgiu no ano de 1996, quando "34universidades americanas reuniram-se para formar o Comitê Geral de Trabalho daInternet 2".Em 1997 foi criada nos Estados Unidos, a UCAID (University Corporation for Advanced Internet Development), sendoesta uma "organização sem fins lucrativos cujo objetivo é orientar o avanço edesenvolvimento do projeto Internet 2"(DIAS, 1999, p. 1). De início, a UCAID foi composta de 3 Universidadesnorte-americanas que fomentavam a pesquisa e passaram a"orientar os estudos e descobertas relativasàs aplicações em todas as áreas do conhecimento, bem como em engenharia eferramentas para redes eletrônicas de alto desempenho". (DIAS, 1999 p. 1).

Percebeu-se com isso que asuniversidades queriam tomar de volta a liderança a respeito da Internet. Aunião destas universidades foi importante para organizar formalmente o projetoda Internet 2. (MAZZEO, PANTOJA & FERREIRA, 2000, p. 65). No Canadá, tambémem 1997, foi inaugurado um "acordo de cooperação internacional para aparticipação no Projeto I2", pela rede CANARIE (Canadian Network for Advanced ofResearch,IndustryandEducation).(DIAS, 1999, p. 1).

De acordo com Dias, na arquiteturada rede utilizada na Internet 2, é necessária a utilização de "pontos depresença com velocidade de tráfego da ordem de Gigabits", que são os GigaPOPs.Explica que "a funçãoprincipal doGigaPOP é o gerenciamentoda troca do tráfego Internet2 de acordo com especificações de velocidade equalidade de serviços previamente estabelecidos através da rede" (DIAS, 1999,pp. 1-2). CadaGigaPOP concentra eadministra o tráfego de dados originados e destinados a um conjunto deuniversidades e centros de pesquisa localizados em uma mesma região geográfica.

A permuta de dados realizada entreos GigaPOPs depende de uma rede que possua desempenho alto, o que é fornecidopela NSF (National Science Foundation).A referida rede é a vBNS, que possui velocidade de no máximo 622 Mbps (Megabitspor segundo). Conforme diz Dias (1999, p. 2), "pode-se dizer, então, que o focoprincipal da Internet2 reside no desenvolvimento de aplicações avançadas comuso intensivo de tecnologias multimídia em tempo real".

As principais aplicações que têmsido elaboradas com a utilização das redes de alto desempenho, são asBibliotecas digitais, que possuem "capacidade de reprodução de imagens de áudioe vídeo de alta fidelidade"; os Ambientes Colaborativos, que "englobamlaboratórios virtuais com instrumentação remota"; Trabalhos em grupo, com oenriquecimento das tecnologias que possibilitam a virtualização e imagenstridimensionais; Telemedicina, com a possibilidade de realizar diagnósticos eacompanhamento de pacientes de forma remota. (DIAS, 1999, p. 2).

AS REDES DE ALTAVELOCIDADE

Rede é um grupo interligado de nósou estações, conectados por canais de comunicação ou por meio de equipamentosde conexões, que seria um sistema de computadores e dispositivos periféricosconectados que podem compartilhar informações, programa, impressora, scanners,serviços de fac-símiles, CD-ROMs, correio eletrônico, etc (FONSECA, s/d). Hácinco tipos de redes: LAN (Rede Local de Área), WAN (Wide Área Network), MAN(Metropolitan Área Network), SAN (Storage Área Network) e VAN (Value Added Network ou Rede de ValorAgregado).

O crescimento das empresastelefônicas/ de telecomunicação, suscitou o surgimento das redes de altavelocidade. A migração de uma tecnologia analógica para a digital foinecessária para que elas pudessem oferecer melhores serviços de transmissão dedados por preços mais baixos.

A Internet2 baseia-se nas "tecnologias de alta velocidade, que pressupõem o suporte aaplicações multimídia e atendem aos requisitos de qualidade de serviço que lhesão inerentes". (RMAV-SP).

Na década de 1970, a ISO (International Organization for Standardization), que é aorganização que controla a normalização e padronização, em âmbito mundial,iniciou os estudos a respeito dos "problemas de interconexão de sistemasheterogêneos". Um ano depois, concluiu o "desenvolvimento e publicou o Modelode Referência de Arquitetura de Sistemas Abertos, estratificado em camadas, queservia de suporte ao desenvolvimento de protocolos-padrão". Este modelo sechamou "Modelo de Referência para Interconexão de Sistemas Abertos (Reference Model of Open SystemsInterconection, RM-OSI)". (CARVALHO, 2006, p. 40). O padrão de comunicaçãoOSI foi adotado por vários países, e no Brasil foi introduzido pela ABNT(Associação Brasileira de Normas Técnicas) a partir de 1988.

Macedo, Braga & Alves Jr. (1999) explicam que omodelo OSI (Open Systems Interconnection) é muito usado na modelagem da maioriados sistemas de comunicação. A tecnologia ATM também é modelada com a mesmaarquitetura hierárquica, entretanto somente as camadas mais baixas sãoutilizadas. "Assim como no modelo OSI/ISO, a tecnologia ATM também éestruturada em camadas, que substituem algumas ou uma parte das camadas dapilha original de protocolos". (MACEDO, BRAGA & ALVES JR., 1999, p. 12).

No modelo ATM, há 3 camadas: aCamada Física, caracteriza o transporte – a "transferência de células de um nópara outro"; a Camada ATM "viabiliza o chaveamento e roteamento das célulasATM" e a Camada de Adaptação ATM, "cuida dos diferentes tipos de tráfego"(MACEDO, BRAGA & ALVES JR., 1999, p. 13).

O desenvolvimento da tecnologia ATMfoi necessário devido à crescente flexibilização nos sistemas de comunicação,bem como o progresso na área de tecnologia e conceito dos sistemas. Aindaassim, surgiram outras tecnologias mais avançadas, como a Fast Ethernet e aGigabit Ethernet.

Segundo Fonseca (s/d), as redesEthernet são locais (LAN) e foram idealizadas pelo motivo de a velocidade ser"tão alta que as estações não conseguiriam gerar tráfego suficiente paraconsumir a banda de 10 Mbps". No entanto, após o lançamento do processadorPentium, isto já não seria mais motivo de preocupação. Aplicações que demandam"maior largura de banda", como "servidores de bancos de dados, editoraçãoeletrônica, operações financeiras, multimídia, backup", entre outras, foramincentivadas pela maior oferta de capacidade de banda.

APLICAÇÕESCOM INTERNET 2

AplicaçõesMultimídia: As aplicações multimídiaforam uma conquista e conseqüência do desenvolvimento que ocorreu na área daComputação, pelo qual pôde se perceber o considerável aumento na capacidade dosprocessadores, da capacidade de armazenagem de dados, a criação das mídiasdigitais (CD-ROM, DVD), melhor qualidade dos monitores (resolução) epopularização dos custos dos equipamentos (SILVEIRA, s/d).

As redes ATM também foramresponsáveis por estimular o desenvolvimento das aplicações multimídia deacesso remoto. No entanto, é necessário que se cumpram certos requisitos paraque a transmissão do "material multimídia" seja apresentado de forma eficaz narede:

- estrutura cliente/servidor: énecessário criar uma estrutura de forma que o servidor possa "armazenar, transmitire integrar todas as mídias envolvidas, e no cliente receber e reproduziradequadamente tais mídias de forma sincronizada" (SILVEIRA, s/d).

- especificar a relação do uso deprocessamento com a mídia escolhida (por exemplo, em áudio e vídeo, é necessárioa implementação do sistema em tempo real, pois os dados são transmitidos pordemanda. Podem ser utilizados neste caso, técnicas de compressão de arquivos.

- devem ser consideradas situaçõescomo "atraso total, devido a busca no servidor e a transmissão; variação doatraso; taxa de transmissão; taxa de erro de transmissão", pois, conformeaponta Silveira (s/d), "esses critérios de desempenho da rede influenciamfortemente a qualidade de um sistema de distribuição de vídeo".

- para transmissão de vídeo, "énecessário criar uma arquitetura hierárquica de servidores associado a sistemasde armazenamento de forma eficiente, levando-se em consideração váriosaspectos, que impõem desafios tecnológicos" (SILVEIRA, s/d). Muitos estudos jáforam feitos e há pesquisas publicadas no sentido de dar mais segurança aosdesenvolvedores quanto à otimização na transmissão de vídeos, com a criação demecanismos de gerenciamento do sistema.

Internet 2na Educação: A modernização dosprocessos em geral, conquistados pela globalização,fez suscitar a necessidade da áreaeducacional se adaptar às tecnologias, de modo que seja capaz de oferecer umaeducação continuada aos diferentes tipos de alunos, com custos menores e emmenor tempo.

A Internet proporciona hoje quase todos os tipos decursos, procurando atender aos diferentes grupos de alunos. Existem os cursosde graduação à distância, com aulas expositivas apresentadas de formainterativa. RMAV-SP cita a "OpenUniversity", "que chega a ter 50.000 alunos por curso", operando com "umaestrutura baseada em professores e monitores e empregando o correio tradicionalna comunicação entre alunos e escola".

Com a Internet 2, foi possível tornar as aulas maisagradáveis, através do sistema de videoconferência. Com a web, é possível acessaras disciplinas dos cursos e também pesquisar as bibliotecas. "Tais cursos podemconstituir-se de texto, animações, vídeo-clips, exercícios auto-corrigíveis,simuladores, laboratórios virtuais, dentre outros" (RMAV-SP).

No Brasil, tanto o governo como as universidades vêmproduzindo e veiculando o ensino a distância. Esta novafacilidade, proporciona à área de educação,por exemplo, visitas à bibliotecas e participação de aulas com professores devárias partes do mundo. "Entretanto, desenvolver o conteúdo educacional paraInternet 2 não é tarefa simples. As aplicações requerem ferramentassofisticadas, uma vez que envolvem dados, textos e voz" (RMAV-SP).

Internet 2na Medicina: A Internet 2possibilitou também o uso dos recursos computacionais na Medicina. Asatividades ligadas à Telemedicina contemplam a transmissão e visualização deimagens médicas em banda larga e a interação entre instituições de saúde,visando a troca de informações clínicas. Essas informações, na forma de sinais,imagens estáticas e dinâmicas, exames e laudos, podem atingir volumes da ordemde gigabytes por paciente, tornando inviável a transmissão pelas redesconvencionais.

Assim, tem se procurado realizar projetos no sentidode possibilitar transmissões "de imagens e informações clínicas em redes dealta velocidade"; integrar equipamentos que captam imagens médicas em rede;consolidar uma infra-estrutura para a comunicação entre hospitais, ambulatóriose clínicas; desenvolver "aplicações Internet / Intranet para recuperação evisualização de informações clínicas" e "utilizar padrões internacionais dealto nível (...) para troca de informações clínicas".

A Internet 2 possibilitou um verdadeiro avanço namedicina brasileira, pois com as aplicações multimídia, os médicos podem obterinformações de seus pacientes de forma mais completa, mais rapidamente e aindapode participar de um processo de diagnóstico de forma colaborativa, pois, comoafirma a Rede Metropolitana de Alta Velocidade de São Paulo: "Para conterdespesas, agilizar o tratamento, a cirurgia ou o que for recomendado, o médicoque requisitou o diagnóstico pode enviar o exame para especialistas, que vãoanalisar em conjunto o caso".

CONCLUSÃO

A Informática desenvolveu-se deforma grandiosa com o passar dos anos, de modo que o mundo atual viveusufruindo dos resultados de anos de estudos e conquistas na área tecnológica. AInternet demorou a chegar ao Brasil, mas, no entanto, logo no início do uso,constataram-se dificuldades na viabilidade de certas aplicações de modointerativo, surgindo a necessidade de se aumentar a velocidade de conexão alémdo máximo de 64 Kbps. Com a abertura da Internet para uso comercial, essanecessidade aumentou, fazendo com que fossem idealizados projetos variados nosentido de prover mais velocidade à rede, para que especialmente o campoacadêmico pudesse realizar aplicações que atendessem às necessidades da área.

Com a criação da Rede Nacional dePesquisa, foi possível organizar uma infra-estrutura para garantir aparticipação do Brasil no projeto Internet 2, que teve por objetivo realizarprojetos envolvendo redes de alta velocidade e as aplicações que estas poderiamreceber. Com isso, profissionais que estavam acostumados a concluírem suaformação em bancos de escola tiveram de se adaptar aos aplicativos ofertadospela web, como os de ensino à distância, e assim também são capazes decontinuarem se educando, realizando mini-cursos, oficinas, assistindo avideoconferências e palestras em seu próprio lar, através de seu computador.Médicos que estavam acostumados aos métodos tradicionais, passaram a contar como grande auxílio dos sistemas de telemedicina, com o qual pode obterinformações mais ágeis e completas de seus pacientes, e ainda contribuir e serauxiliado por seus colegas, num ambiente virtual colaborativo.

REFERÊNCIASBIBLIOGRÁFICAS

BOGO, Kellen Cristina. AHistória da Internet – Como Tudo Começou...Disponível em: Acesso em 02 jun. 2008.

COMITÊGESTOR DA INTERNET no BRASIL. Disponível em: Acessoem 3 jun. 2008.

DIAS,Cláudia. A Internet 2 – perspectivaspara os sistemas de informação. Disponível em: < www.geocities.com/claudiaad/internet2.pdf>Acesso em 28 mai. 2008.

FONSECA, Ijair M. Redes de Alta Velocidade. Disponível em: < http://www2.dem.inpe.br/ijar/RedesAltaVelocidade.htm>Acesso em 02 jun. 2008.

MAZZEO, Luzia Maria; PANTOJA, Sônia;FERREIRA, Rosângela. Evolução daInternet no Brasil e no Mundo. Artigo Científico. Ministério da Ciência e Tecnologia/Secretaria de Política de Informática e Automação. Assessoria SEPIN.Abr./2000 (80 págs.)

PEREIRA, Aisa. Aprenda a Internet Sozinho Agora – Futuro daInternet. Disponível em: Acesso em30 mai. 2008.

RMAV-SP (Rede Metropolitana de Alta Velocidade de São Paulo.Disponível em: Acesso em 4 jun. 2008.

TERCEIRO, Juvenal Vieira. Tributação na internet: a questão da comercialização dos softwares edos provedores de acesso. Disponível em: Acesso em 02 jun. 2008.

TEIXEIRA, Marcos Alessandro. ESTRATÉGIA DE IMPLANTAÇÃO DE E-COMMERCE NO VAREJO. Estudo de Caso.Faculdade de Apucarana. Apucarana, Paraná, 2006.


Clique aqui para ler este artigo na WebArtigos.com