Gestão Pessoal - Equilíbrio Interno Santa Maria, Rio Grande do Sul

Quando submetidos à aplicação de força ou aplicando-a nós mesmos, a primeira coisa que sentimos é o impacto que ela exerce sobre nosso equilíbrio. Muitas vezes deixamos de acertar, pois nos focamos muito em nossos erros. Compreenda mais sobre equilibrio interno lendo este artigo.

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Gestão Pessoal - Equilíbrio Interno

"O milagre não é voar no ar
Ou andar sobre a água,
Mas andar na terra."
Provérbio chinês
Quando submetidos à aplicação de força ou aplicando-a nós mesmos, a primeira coisa que sentimos é o impacto que ela exerce sobre nosso equilíbrio. Tornamo-nos exponencialmente mais frágeis conforme o equilíbrio se esvai e o corpo experiência uma falha catastrófica, eventualmente ocasionando quedas ou desequilíbrio alarmante. A questão, então, se concentra em nossa reação a uma aplicação de força inesperada e como ela contribuirá para a manutenção do equilíbrio.

Fugir ou evitar às vezes pode ser confundido com harmonia. Na verdade, tomar qualquer dessas posturas não anula o problema, pois continua a atrair a força do oponente em nossa direção e converte nosso centro de equilíbrio de estático para movimento dinâmico, que se torna de difícil administração.

Por outro lado, a resistência diante da força também é uma das soluções populares. Ser mais pesado ou mais forte pode fazer com que essa tática pareça a mais adequada. Contudo, em uma situação empírica de combate, o agressor irá penetrar em sua posição defensiva, recobrar o equilíbrio (antes que você, atordoado pelo golpe, o faça) e continuar desferindo ataques. Não se pode desconsiderar o fato de que uma pessoa mais forte fisicamente possui maior resistência a golpes, porém, se não for dotado de nenhuma habilidade combativa, em algum momento a defesa irá se enfraquecer e a tática terá se mostrado em vão. Além do fato de que se a vítima for menor e mais fraca, esse elemento não pode nem mesmo ser considerado, pois o agressor poderá muito obviamente golpeá-lo enquanto ele cambaleia sem direção.

Se a reação e possibilidade de vitória se restringissem aos mais fortes e maiores, não haveria motivos para que existam ensinamentos de estratégia, redirecionamento de energia e tantos outros que servem justamente para aumentar a chance dos que não possuem muito músculos, mas que podem fazer uso de seu bem maior para vencer, o cérebro.

É importante observar a situação em que se encontra para que não se perca a direção e para que, mesmo se tomar um golpe, ainda se possa recobrar o equilíbrio e o raciocínio. Não é necessário ter grandes conhecimentos combativos para isso, basta utilizar a lógica.

Todos possuímos um centro de equilíbrio, uma linha que parte de nosso centro e nos conecta à terra, enquanto se possui equilíbrio, ela ainda se manifesta. Com concentração pode-se perceber essa linha, notando o ponto (ou os pontos) no chão que nos mantém equilibrados e onde eles convergem. O centro de equilíbrio dos bípedes é o mais alterado com o movimento, os animais quadrúpedes possuem pontos de apoio muito mais estáveis, enquanto os bípedes deslocam constantemente seu centro para mover-se. O andar de um bípede nada mais é que "quedas controladas," pois, por frações de segundo, a cada passo estamos em queda, porém ela é interrompida pelo toque do pé no chão e pelos movimentos das mãos que mantém o equilíbrio.

Sendo assim, cabe a cada um refletir. Quando uma força é aplicada pela frente, por exemplo, manter os pés em linha reta e justapostos não provém nenhum ponto de apoio contrário a força aplicada, o que significa que a pessoa certamente cairá se permanecer nessa posição. Porém, se tal pessoa deslocasse uma das pernas para trás, afastando-as e formando uma linha em diagonal, ela conseguiria um pivô para seu centro de gravidade e apresentaria resistência, encontrando o equilíbrio e uma posição mais confortável. Obviamente a perna que funciona como pivô sofrerá maior pressão, porém essa é a forma onde tal pressão é reduzida ao máximo e torna-se aceitável para a manutenção do equilíbrio.

Isso pode ser facilmente exemplificado pelas posturas contidas no bujutsu, os kamae. A maioria deles apresenta esse formato, as pernas afastadas e um pé posicionado na parte posterior, pois ao atestar em situações empíricas, pode ser comprovado que essa é a posição que confere maior estabilidade diante da aplicação de força dianteira.

Aprofundando ainda mais, todo ataque demanda energia. Energia esta que será aplicada em alguém, caso esse alguém decida realizar um contra-ataque, ele também demandará energia. Então e se, ao invés de sua própria, o contra-atacante pudesse fazer uso da energia de seu oponente para desferir o golpe? O agressor sofreria o dano, enquanto a vítima poderia distribuir o impacto e seu próprio peso adequadamente, apenas redirecionando o ataque de seu oponente de volta à seu ponto de origem. Esse conceito é amplamente utilizado nas artes marciais, saber controlar o fluxo de energia é uma conseqüência do treinamento do bujutsu e se mostra muito útil tanto para combates como para tarefas mais ordinárias.

Se as maçanetas das portas de localizassem em seu centro ou mais perto das dobradiças que as fixam na parede, seria muito mais difícil abri-las, não é mesmo? Isso porque ali ainda é muito próximo de seu ponto de equilíbrio e não permite que a energia seja deslocada com facilidade. Levantar algo muito pesado com as mãos é muito difícil, mas se usarmos uma alavanca o peso parece se reduzir. Tudo isso é deslocação e redirecionamento de energia, fazer isso de modo consciente consigo é uma grande vantagem.

Se pensarmos bem, todos os conceitos que as artes marciais sugerem atualmente têm sua origem em experimentação, em lógica e senso comum, afinal quando havia guerras, precisava-se de soluções eficazes. Obviamente todos esses conceitos foram refinados com o tempo e dominá-los exige grande capacidade, porém não há nenhuma impossibilidade contida nesses elementos.

Fontes: estudos em gouki shinryu, conversas com shihan claudio e estudos de ishikawa ry. www.heihou.com.brMariana frança

Sensei Mariana França, estudiosa das artes e filosofia japonesas, representante da Gouki Shinryu heihou, escola de bujutsu.www.heihou.com.br

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