Examine o consumo infantil Ji-Paraná, Rondônia

A cultura do marketing compete com os valores familiares. Analise como os meios de comunicação influenciam na educação infantil. "Os pais lutam pelo melhor aos seus filhos, porém enquanto eles estão tentando estabelecer limites, os executivos do marketing trabalham dia e noite para acabar com sua autoridade", destaca o autor.

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Examine o consumo infantil

  Um dos grandes desafios dos educadores (pais e professores) na atualidade é a competição entre os valores familiares e a forte propaganda destinada as crianças. Susan Linn[1], no livro Infância Roubada, descreve como sua missão "trabalhar com a mídia a fim de promover a saúde e o bem estar das crianças e abrandar os efeitos negativos da mídia". Mesmo que os pais sejam considerados responsáveis pelo comportamento dos filhos, as propagandas exercem mais influências que os conselhos ou atitudes dos pais de forma que a vida da criança é afetada negativamente pelo marketing. Com ajuda de psicólogos, as empresas elaboram slogans que irão afetar o emocional das pessoas e não o intelecto. Como as crianças não são capazes de julgar o que é propaganda, elas são mais vulneráveis ao consumo. As grandes corporações controlam e ditam o que as crianças vestem, comem, lêem, ouvem e brincam. Uma conseqüência prática dos efeitos disso tudo se deu numa pesquisa em que Linn coloca que antes (quando a mídia não era tão massificada) era perguntado às crianças como elas viam seu futuro. As respostas eram sobre profissões que seguiriam. Hoje elas falam de coisas que querem possuir. A conclusão que podemos ter é que a essência está sendo cada vez mais substituída pela aparência.

Sem dúvida, isto é preocupante, pois as pessoas que valorizam bem materiais em demasia tendem a ser infelizes e frustradas, uma vez que é impossível estar satisfeito ao conseguir a posse de um produto, pois a cada segundo um novo produto, mais sofisticado,  está sendo lançado. O marketing não define somente os produtos que a criança irá consumir, mas também os valores que ela irá adotar, como por exemplo, "O que é felicidade?" e "O que é vida?".

No segundo capítulo do livro, Linn discute o "fator amolação". Alguns acreditam que a culpa é dos pais por não saberem dizer não! A autora discorda, por dois motivos principais:

1. A sociedade toda influencia na educação da criança e;

2. A cultura do marketing compete com os valores familiares.

Por mais desumano que seja, há estudos que visam como ampliar as amolações dos filhos. A saúde da criança nunca é levada em consideração. Para a autora, os pais lutam sim pelo melhor de seus filhos, mas o problema é que enquanto estão tentando estabelecer limites, os executivos do marketing trabalham dia e noite para acabar com sua autoridade. Algumas empresas defendem que os pais é que são os responsáveis pelo excessivo consumo infantil, pois não têm tempo para os filhos... Mas Linn retruca afirmando que isso não lhes dá o direito de tirar vantagem (lucro) em cima da vida das crianças. E as corporações respondem: "Se é ético não sei, mas nosso papel é promover produtos".

No que se refere ao marketing dentro das escolas, apesar de não ser uma realidade tão presente em nosso país, nos EUA é extremamente comum e forte. A partir dos anos 90 a publicidade nas escolas aumentou seriamente nos EUA. Empresas patrocinam materiais educativos, porém não se justificam com base filosófica ou política, nem sugere o que é bom para a criança; para eles tudo se resume a dinheiro. O problema da propaganda nas escolas é que há uma mensagem implícita aos alunos nos produtos anunciados nas escolas. E seja qual for o sentimento da criança em relação a escola, ela irá acreditar que é bom pra ela, porque de qualquer forma a escola é vista como o lugar do conhecimento verdadeiro.

Linn faz também uma crítica ao Channel One, um programa que transmite notícias (muito superficiais) e durante os intervalos comerciais bombardeiam aos alunos com propagandas. Um estudo concluiu que os espectadores do programa concordam que dinheiro é tudo, um carro legal é mais importante que escola e que pessoas ricas são mais felizes que as pobres. Uma outra crítica que a autora faz é ao marketing de alimentos e bebidas nada saudáveis para as crianças dentro da escola, uma das causa da obesidade infantil nos EUA. Enfim, os investimentos do governo em escola públicos vêm diminuindo e as empresas estão dispostas a assumir essa responsabilidade...por um preço nada barato para a vida das crianças. A criança é um importante alvo para grandes empresas. O investimento no marketing infantil é bastante generoso, "No entanto, a publicidade não se dirige às crianças apenas para vender produtos infantis. Elas são assediadas pelo mercado como eficientes promotoras de vendas de produtos direcionados também aos adultos" (Instituto Alana), por exemplo, o comercial do produto de limpeza Pato Purific, com personagem infantilizado e transmissão durante intervalo de desenho infantil, ou seja, em horário em que muitas crianças assistem.

Os educadores devem estar conscientes desta problemática e agir em benefício das crianças e, conseqüentemente da sociedade em geral. O trabalho com arte no processo de ensino e aprendizagem é um exemplo de que é possível utilizar as manifestações artísticas como meio de expressão diante da realidade que nos cerca. Por meio da arte visual podemos enxergar e também expressar criticamente o mundo em todos os seus ângulos. Enfim, o professor como responsável pela educação do país poderá, por meio da arte, fazer com que o aluno tenha uma visão crítica dos fatos e não apenas reproduza a sociedade como é. Muitos trabalhos como o de Susan Linn tem-se realizado, no entanto, é fundamental que sejam bastante divulgados e compreendidos pela sociedade. Ou seja, é fundamental que a desalienação social aconteça para que os efeitos negativos do consumo em excesso não só psicológicos, mas também ambientais, como a escassez de recursos naturais, não alcancem o seu ápice.

Referências

LINN, Susan. Introdução: O turbilhão de marketing; Um consumista na família; o Fator Amolação e Outros Pesadelos; Alunos à venda: Quem Lucra com o Marketing nas Escolas. In: Crianças do Consumo: A Infância Roubada. São Paulo: Instituto Alana, 2006. p. 21-32; p. 55-65; p. 105-125.

Projeto Criança e Consumo. Instituto Alana. Disponível em:

http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Projeto.aspx , visitado em 15 de março de 2009.

[1] Americana, mãe e psicóloga preocupada com o marketing destinado às crianças.

Dih Duarte

Estudante de Pedagogia, pela UNESP/IBILCE.

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