Estude sobre as especiarias do oriente Parnamirim, Rio Grande do Norte

Conheça a origem dos temperos. O autor, André Mafra, conta a história das especiarias. "Nosso povo é formado pela mescla de nações e com as facilidades em importar mercadorias, temos a nossa disposição muita variedade de alimentos e temperos", ele destaca.

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Estude sobre as especiarias do oriente

As especiarias do oriente e o descobrimento do Brasil

(http://casadoyoga.com.br)

Atualmente nunca se comeu tanto de tudo. Vivendo em grandes metrópoles o ser humano é capaz de se deliciar com os requintes de grandes cozinhas internacionais. Pela manhã um desjejum com bolo inglês, no almoço uma pasta italiana e no jantar um combinado de legumes temperados com curry indiano.

Escolher entre as diversas opções de pratos e países é um verdadeiro dilema, as opções são muitas e os sabores tentadores.

Temos o hábito de cozinhar basicamente usando poucos temperos, em resumo alho, cebola e sal. Pouco a pouco caldos, especiarias e novos sabores invadem a mesa do brasileiro. O curioso é que fomos descobertos justamente por conta da batalha que se travou pelo comércio de especiarias durante o século XVI na Europa ocidental. Cada expedição daquele período consumia uma grande quantia em investimentos, meses de viagens extenuantes e a vida muitos e destemidos homens.

Não podemos abordar tal assunto sem antes fazer um breve relato do período histórico e a sua importância econômica para a época.

Um breve resumo histórico

Com a tomada de Constantinopla, atual Istambul, pelos turcos otomanos em maio de 1453 o comércio de especiarias na Europa sofreu um forte revés. As relações comerciais entre o ocidente e oriente foi extremamente dificultado, os únicos ainda a negociar com os turcos eram os Venezianos. Buscando uma alternativa, Portugal e Espanha através dos banqueiros de Genoveses e Florentinos, as expedições ultramarinas dos portugueses e posteriormente os espanhóis, franceses, ingleses e de outros que também se aventuraram.

Colombo durante muitos anos buscou apoio da França, Inglaterra e Portugal para financiar suas expedições, mas não obteve êxito. Finalmente em 1492, conseguiu na Espanha com o rei Fernando de Aragão e principalmente com a Rainha Isabel de Castela o apoio para realizar a primeira das quatro viagens dele pelo desconhecido Atlântico e assim ser o primeiro a descobrir o território que conhecemos como América em homenagem injusta a Américo Vespúcio.

Em 27 de maio de 1498, Vasco da Gama, bancado por um banqueiro florentino, chega à Índia pelo Atlântico contornando o continente Africano, cruza o oceano índico e assim traça a nova rota que levava a Europa ao reino dos sabores e riquezas. 

Sabendo desse fato, o rei de Portugal D. Manoel convoca Pedro Álvares Cabral para uma nova expedição. Em 9 de março de 1500, zarpam com mil e quinhentos homens de Lisboa dez naus que tinham como missão montar uma feitoria em Calicute, na Índia e obter assim, o monopólio do comércio da pimenta e da canela. Calicute na costa do Malabar, era um importante entreposto comercial que congregava judeus, gregos, hindus, árabes e cristãos, mas que na época seu comércio, para o ocidente estava monopolizado apenas nas mãos dos mercadores Venezianos.

Não se sabe ainda o real motivo, mas inesperadamente em 22 de abril de 1500, saindo da rota inicialmente proposta, o sul da atual Bahia recebe Cabral e seus homens. Oficialmente nossas terras foram descobertas e nossos habitantes batizados de índios.

Em 2 de maio, Cabral sai do Brasil e segue a sua jornada para leste em busca da Índia retorna de lá com três embarcações repletas de gengibre, noz moscada, pimenta, almíscar, açafrão, sândalo, âmbar, seda, porcelanas e pedras preciosas que renderam o dobro do investimento de todo o gasto com a expedição que acabou por descobrir a Terra de Vera Cruz.

Justamente as especiarias, motivo quase que direto do nosso descobrimento, são uma realidade distante do paladar do brasileiro. O interessante notar é que atualmente é fácil encontrar em qualquer bom supermercado ou feira livre uma grande quantidade de temperos, mas que ainda estão restritos a pequenos grupos que cultivam o hábito dos sabores.

Nosso povo é formado pela mescla de nações e com as facilidades em importar mercadorias, temos a nossa disposição muita variedade de alimentos e temperos. Busque variar e pesquisar mais sobre as especiarias. Crie! Brinque com sabores e cores dos alimentos! Além de enriquecer o sabor, os temperos enriquecem de saúde os nossos pratos e facilitam a digestão.

Lembre-se de que usar temperos não significa deixar a comida apimentada. A boa comida é a bem condimentada rica em nutrientes, colorida e principalmente saborosa.

Visite com mais atenção a seção de temperos dos supermercados e aproveite!

Artigo escrito por:
André Mafra -Instrutor e diretor da Uni-Yôga Brooklin em São Paulo
andré.mafra@uni-yoga.org.br
Bibliografia indicada: 
Bueno, Eduardo, A Viagem do descobrimento, coleção Terra Brasilis
Bueno, Eduardo, Náufragos, traficantes e degradados – coleção Terra Brasilis

Andre Mafra

André Mafra é editor do casadoyoga.com.br

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