Conheça a linguagem da programação neurolinguística Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro

A Programação Neurolingüística, como o próprio nome diz (Lingüística), estuda como a linguagem influencia nosso modo de perceber o mundo. Em outras palavras, ela nos mostra que de acordo com as palavras que usamos, perceberemos o mundo de uma outra forma. Saiba mais no artigo abaixo.

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Conheça a linguagem da programação neurolinguística

A Programação Neurolingüística, como o próprio nome diz (Lingüística), estuda como a linguagem influencia nosso modo de perceber o mundo. Em outras palavras, ela nos mostra que de acordo com as palavras que usamos, perceberemos o mundo de uma determinada forma, classificaremos as informações que nos chegam pelos cinco sentidos (Neuro) de uma determinada maneira.

Duas pessoas percebem um mesmo acontecimento de formas diferentes, pois cada uma delas usa um tipo de filtro (ou de lente) para observar o fato. Este filtro é constituído pelas palavras, pelo vocabulário.

Imaginando que o vocabulário é um imenso arquivo de pastas e que cada pasta é uma palavra, uma pessoa poderá arquivar a experiência “está chovendo agora” na pasta das alegrias, e uma outra pessoa poderá arquivá-la na pasta dos aborrecimentos. A chuva é a mesma, mas cada uma a percebe de uma forma. Para uma delas a chuva poderia ser classificada como uma tempestade e para a outra, como uma chuva fraca.

Através de uma análise das palavras e dos tipos de construção de frases mais usados por uma pessoa, é possível saber muito sobre ela, tal como num teste de personalidade.
E se uma pessoa modificar as palavras e frases que usa com mais freqüência, a partir de um questionamento das mesmas, modificará a maneira como vê o mundo, as pessoas, a maneira como se sente e se comporta.

Analisaremos hoje a palavra DEVERIA.

Quando alguém nos pede esmola na rua e nós não damos, às vezes ficamos pensando coisas como: “Eu DEVERIA ajudar o próximo”. Ou então quando alguém fica magoado com algo que dissemos, ficamos nos culpando com frases do tipo “Eu DEVERIA ter ficado calado”.

Na maioria das vezes a palavra DEVERIA está relacionada a culpas que nos foram incutidas desde quando éramos bem pequenos.

Quando você diz que DEVERIA (fazer, pensar, sentir) alguma coisa, é como se estivesse afirmando a si mesmo que você não DEVERIA ser você mesmo, que ser você mesmo é muito perigoso e que não deve jamais confiar em seus sentimentos, crenças e intenções. Que você DEVERIA ser uma outra pessoa, tal como quando se derruba uma casa para construir outra melhor em seu lugar.

Pessoas que utilizam com muita freqüência a palavra DEVERIA costumam dar muito valor à opinião que os outros têm dela. São capazes de passar por cima de si mesmas para não desagradarem as demais. O que os outros pensam e acham a respeito delas costuma ser mais importante do que aquilo que elas mesmas pensam a respeito de si próprias.

Entretanto, só se pode dar o que se tem. Você não oferece às visitas que vieram para o jantar uma bebida que você não tem em casa. Da mesma forma, você só pode ser verdadeiramente você mesmo com as demais pessoas.
Se você diz: “Ah! Mas eu DEVERIA ter ficado quieto, não DEVERIA ter dito aquilo…”, reflita que, provavelmente, se tivesse ficado quieto, não teria sido você. Talvez teria sido um ator e representado um papel.

Os tímidos costumam ter muitos deverias. Às vezes, são pessoas tão exigentes consigo mesmas a ponto de jamais admitirem errar. Então acabam ficando inseguros sobre a melhor forma de agir, que nunca é a deles mesmos. Estão sempre se esforçando ao máximo para serem melhores do que são. Não ficam à vontade nunca porque estão sempre estudando o que deveriam fazer. E têm concepções idealizadas e irreais sobre as características que procuram reproduzir, ou seja, têm objetivos tão altos que provavelmente são impossíveis de se alcançar.

A educação, recebida tanto em casa como na escola, igreja, etc., contribuiu para a disseminação dos deverias quando difundiu a crença de que as crianças são seres primitivos, quase como animais selvagens que precisam ser domesticados. Que emoções como raiva, ciúme, dentre outras, são “ruins”, e devem ser combatidas, dominadas e eliminadas. E em seu lugar, as pessoas deveriam se esforçar para ter apenas “sentimentos bons”. E principalmente, quando procurou uniformizar os comportamentos das pessoas, moldá-los de acordo com uma norma ou padrão.

Foi assim que aprendemos a lutar contra nós mesmos. Nos tornamos nosso próprio inimigo ou repressor. Aprendemos a ter força de vontade, o que em muitos casos significa ser capaz de vencer a si mesmo. Aprendemos a ser tão severos conosco como o foram talvez nossos professores, pais e familiares.

Mas como diz aquela frase, “Não importa o que fizeram de mim. Importa é o que eu vou fazer com o que fizeram de mim”. Temos escolha. Podemos mudar.
Em relação à palavra DEVERIA, podemos nos questionar a cada vez que a usamos. Como no exemplo, “Eu deveria ter ficado calado”, podemos nos perguntar: “O que aconteceria se eu ficasse calado?” Talvez a resposta seja algo como “A outra pessoa não teria ficado magoada, porém eu não teria sido espontâneo, verdadeiro”.

Podemos nos perguntar também: “Por que eu deveria ter ficado calado?” A resposta a um porquê geralmente é uma crença. E questionar nossas crenças é um processo de atualização, afinal, muitas delas foram adquiridas quando não tínhamos idade suficiente para entendê-las e julgá-las.

“Eu deveria ter ficado calado porque é errado uma pessoa dizer o que sente”. Podemos nos perguntar então: “É errado do ponto de vista de quem?” “De acordo com quem?”
Quando valorizamos aquilo que somos, quando nos apoiamos, quando gostamos de nós mesmos, criamos um ambiente positivo ao nosso redor, como se fosse um campo de energia positiva, que por sua vez atrai coisas positivas, bons relacionamentos, etc.

Da mesma forma, quando nos criticamos e nos reprimimos, criamos um ambiente negativo, e provavelmente atrairemos problemas e relacionamentos complicados.
Quando você se valoriza, você está valorizando seus próprios sentimentos, seu julgamento interno, sua “voz interior”, sua intuição. Você está centrado em si mesmo. Quando você se critica, o seu centro está fora de você, talvez esteja nas pessoas à sua volta.
Então você pergunta: “Mas se eu não me criticar, como vou melhorar como pessoa, como vou progredir?”

(∗) Nelly Beatriz M. P. Penteado é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolingüística (PNL).

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