Como podemos avaliar as situações de forma positivas Crato, Ceará

Nada é bom ou mau em si mesmo. Tudo depende da forma como avaliamos cada situação. Há pessoas para as quais um pequeno contratempo significa uma catástrofe. Entenda mais no artigo abaixo.

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Como podemos avaliar as situações de forma positivas

Nada é bom ou mau em si mesmo. Tudo depende da forma como avaliamos cada situação.

Há pessoas para as quais um pequeno contratempo significa uma catástrofe e outras que conseguem não se abalar em demasia diante de fatos realmente desagradáveis. A diferença entre ambas está na maneira pela qual representam as situações, no ”filme” que vêem em sua imaginação.

Imagine duas mães esperando seus filhos à noite. Eles estão atrasados e já é tarde. A primeira imagina o seguinte “filme”: Ela vê um acidente e o filho todo sujo de sangue, à morte. Ou então imagina que ele foi seqüestrado, o vê em poder de perigosos assaltantes, sendo torturado. Esta mãe então começa a ficar ansiosa e apavorada. Já a segunda mãe imagina o filho se divertindo com os amigos. Talvez ele esteja num cinema ou numa festa. Conseqüentemente, ela fica tranqüila até que o filho chegue (ou pelo menos não fica apavorada).

Perceba que nenhuma delas sabe o que realmente aconteceu ao filho e cada uma imagina um tipo diferente de ”filme”, que não é real, mas tem o poder de determinar como elas vão se sentir.
Assim também acontece conosco, no dia-a-dia. Se você está num estado interno ruim (se está ansioso, deprimido, etc. ), mude o “filme” que está vendo em sua imaginação e o seu estado interno também mudará.

Tudo pode ser visto e entendido sob vários ângulos. E então o leitor poderá se perguntar se isto não é o mesmo que se iludir, que negar os fatos, negar a realidade. Nós então lhe diríamos que também a realidade é um conceito relativo. Como saber se algo é de fato real?

Para exemplificar o que dissemos acima sobre realidade, citaremos os críticos de cinema. Quantas vezes você já não se surpreendeu achando horrível um filme que a crítica elogiou? O inverso também costuma ser freqüente: a crítica diz que aquele filme que você adorou é péssimo! E a pergunta que se faz então é. Quem está com a razão? O filme na realidade é bom ou ruim? A resposta seria:

Depende. Depende dos critérios e do ponto de vista adotados. Talvez sob o ângulo da originalidade, da direção, dos atores, o filme seja ruim, mas sob o ângulo da diversão que ele lhe proporcionou, das gargalhadas que ele provocou, ele seja excelente.
Realidade é algo sobre o que duas ou mais pessoas concordam. Desta forma, se algumas pessoas vêem no céu uma luz e concluem que se trata de um disco voador, isto é real para elas. Pode não ser real para você, que está presente no local da aparição e acredita que aquela luz no céu é apenas um avião.

Sempre que você ouvir alguém afirmar que algo é péssimo, bom, feliz, infeliz, real ou irreal, questione: Do ponto de vista de quem? Comparado com quê?
Os “filmes” que vemos em nossa imaginação têm ainda a característica de serem dirigidos por nós. Somos nós quem escolhemos as cenas que vão compô-lo. Numa situação difícil, é você quem escolhe se focaliza a dificuldade ou as possíveis saídas. Ou ainda, qual parte da situação é mais importante para você. Como a mãe que comenta com a filha sobre um pretendente desta: “Minha filha, ele é feio, mas é tão rico!” E a filha responde: “Sim, mamãe, ele é rico, mas é tão feio.”

As perguntas que você se faz determinam qual a parte da experiência que você vai focalizar e também como vai se sentir. Se você se pergunta “Por que comigo nada dá certo?” sua mente se esforçará para encontrar uma resposta, mesmo que precise “fabricar” uma. Agora, se você se perguntar “O que eu posso fazer para conseguir o resultado que desejo?” as respostas indicarão alternativas.
No próximo artigo ilustraremos com uma metáfora o que expusemos aqui.

(∗) Nelly Beatriz M. P. Penteado é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolingüística (PNL).

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