Como eliminar o medo de falar em público Natal, Rio Grande do Norte

Parte do seu trabalho consistia em falar em público para grupos de pessoas. Mesmo sendo capaz de fazê-lo, ela sentia um profundo desconforto. Quando chegava a sua vez de falar, ficava tensa, sentia um aperto na garganta e sua voz subia de tom. Leia mais no artigo abaixo.

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Como eliminar o medo de falar em público

  • Parte 1
  • Parte 2
Parte 1

Joan era assessora de campanha de um deputado estadual. Parte do seu trabalho consistia em falar em público para grupos de pessoas. Mesmo sendo capaz de fazê-lo, ela sentia um profundo desconforto. Quando chegava a sua vez de falar, ficava tensa, sentia um aperto na garganta e sua voz subia de tom. Ela dizia sentir-se “desligada” das pessoas para quem falava. Entretanto, gostava de conversar com pequenos grupos após
a conferência. “Nesse momento, sinto-me ligada a elas como pessoas, e fica mais fácil me comunicar. Gosto muito desta parte do meu trabalho.”

Como o pensamento de Joan criou o medo de falar em público Quando perguntei a Joan se sabia como criava sua tensão e seu desconforto, ela respondeu que não. Já que a informação de que eu precisava era “inconsciente”, pedi-lhe que se visse de novo na situação problemática para ver o que podia descobrir.

“Pense em uma das situações em que o problema ocorreu e veja-se antes de se levantar para tomar a palavra. Veja o que via então, sinta a cadeira em que está sentada e ouça os sons ao seu redor. Faça um sinal quando tiver conseguido…”Quando ela deu o sinal, continuei: “Agora, veja-se levantando e caminhando para o local de onde falará. Ao fazer isso, observe o que cria a tensão…”

Ela tentou, e pude observar que seus ombros se ergueram e seu tórax ficou tenso. Quando começou a falar, sua voz ficou mais alta e aguda e pude verificar que estava revivendo a situação problemática. Ao comentar a experiência, Joan descreveu sua sensação de tensão e desconforto detalhadamente, porém ainda sem saber como a tinha
criado. Ela precisava de mais ajuda.

“Feche os olhos e volte à situação de estar diante de um público. Ao ficar de pé, observe o que poderia estar dizendo a si mesma, ou imagens que poderia estar criando internamente. (…) Tente olhar para o grupo e observe se há algo incomum nos olhos ou nos rostos das pessoas.” Como já havia trabalhado com o medo de falar em público anteriormente, sei que geralmente ele aparece porque a pessoa pensa que está sendo observada, julgada ou rejeitada pelo público, o que se torna mais claro quando observamos os olhos ou o rosto das pessoas na platéia.

Alguns minutos depois, Joan mexeu levemente o corpo e disse: “Os olhos parecem de desenho animado! Todos esses olhos vazios estão me olhando sem expressão!”

Se nos imaginarmos no lugar de Joan, olhando para pessoas que têm olhos de desenho animado, é fácil perceber por que ela ficava tensa e “desligada” do grupo!

Agora que sabia como ela criava o problema, o próximo passo era criar a solução.

Como criar uma sensação de conforto

“De pé diante do público, olhe através dos olhos sem expressão e veja os verdadeiros olhos das pessoas que ali se encontram. Comece com uma pessoa e, quando puder enxergar seus olhos, passe para outro rosto. Continue olhando direto nos olhos das pessoas, seguindo seu próprio ritmo, e diga-me que mudanças percebe em si própria…”

Assim que começou, seus ombros e seu tórax ficaram mais relaxados, e ela começou a sorrir. Meio minuto depois, falou com uma voz próxima à sua voz normal:

“Sinto-me melhor agora. Posso ver as pessoas e sinto-me mais relaxada. Mas ainda
estou desligada delas”.

Quando lhe perguntei como criava essa sensação de desligamento que ainda restava, ela disse vagarosa e pensativamente: “Acho que tem a ver com o fato de estar fisicamente acima delas. Mesmo não estando no tablado, continuo de pé, enquanto as pessoas estão sentadas, de forma que continuo acima delas. Não gosto de olhar de cima para baixo. Não existe contato direto com os olhos”.

Já que nas situações vindouras ela continuaria de pé, ficando mais alta do que a platéia, eu precisava encontrar uma maneira de fazê-la sentir que, mesmo havendo uma diferença de altura, estava olhando diretamente para as pessoas. Um primeiro passo seria convencê-la de que isso era possível.

“Joan, já esteve em uma palestra na qual sentisse que o orador estava falando diretamente para você, como se só houvesse vocês dois, mesmo ele estando falando de
cima do tablado?”

Joan pensou e respondeu: “Sim, já estive”.

“Ótimo, então sabe que isso é possível. Quero que feche os olhos e lembre-se dessa palestra. Observe o que o orador fazia para estabelecer uma relação pessoal com
você, mesmo estando mais alto.”

Algum tempo depois,, Joan abriu os olhos, sorriu e disse: “Ele olhava o público e sorria, e algumas pessoas sorriam de volta. (…) Sempre que falo em público, fico apavorada e meu rosto fica tão tenso e rígido, que é difícil sorrir”.

“Muito bem. Agora que já se sente mais à vontade diante de um grande público, fica mais fácil sorrir, não acha? Vamos experimentar. Feche os olhos e imagine-se preparando-se para falar em público. Antes de começar, tente sorrir para as pessoas e observe quem sorri também. Algumas pessoas sorrirão, outras não. De qualquer forma, este será o primeiro passo da sua interação com o grupo.”

Alguns minutos depois Joan deu um amplo sorriso e disse: “Funciona. Algumas pessoas sorriram de volta e isto me fez sentir-me ligada a elas. Como pode ser tão simples?” O importante não foi fazer Joan sorrir, mas descobrir o que a faria sentir a ligação pessoal que desejava.

Esta sessão durou cerca de quinze minutos. Algumas semanas depois, Joan contou-nos que nas últimas palestras se sentira mais à vontade, relaxada e ligada ao público.

Outras maneiras de sentir medo de falar em público

Poucas pessoas criam um medo de falar em público da mesma forma que Joan, mas todas fazem algo internamente que cria o desconforto. Algumas imaginam que não conseguirão falar. Outras receiam que o público comece a reclamar e vá embora. Outras
ainda lembram-se de uma ocasião em que se sentiram humilhadas por terem preparado
mal uma palestra.

Assim que se compreende como essa pessoa cria o problema, sua reação sempre terá sentido. Nossas reações não são aleatórias; são simples conseqüências do funcionamento de nossas mentes. Pouco importa o que cada um de nós faz para criarum problema. Assim que a pessoa descubra o que faz, poderá adotar uma atitude mais útil.

No caso de Joan, mudamos diretamente alguns elementos da sua experiência interna. Pode-se obter o mesmo resultado observando o que a pessoa pressupõe e usando intervenções verbais para mudar a forma como ela pensa, como no exemplo a seguir.

O medo de falar em público de Betty

Betty também queria vencer seu medo de falar em público. “Quero me sentir à vontade durante uma palestra ou um seminário”, foi o que pediu.

“O que a impede de se sentir automaticamente à vontade durante uma palestra?”,
perguntei.

“É que as pessoas sabem mais do que eu.”

“Elas sabem mais do que você?” repeti. “Como pode saber tanto, a ponto de saber disso?”, perguntei com um sorriso. Aqui, tentei usar o raciocínio de Betty para fazê-la reconhecer que sua queixa resulta vá do seu conhecimento, e não do conhecimento dos
outros. Mas a experiência de Betty não se modificou.

“Não sei”, respondeu.

“Então você imagina que elas sabem mais do que você”, eu disse. Agora Betty estava diante de um problema interessante. Ou aceitava que sabia o suficiente para saber o que os outros estavam pensando ou admitia que não conhecia a extensão do conhecimento dos outros. Em qualquer uma das possibilidades, sua pressuposição de que os outros sabem mais do que ela passa a ser um pouco menos verdadeira. “Isso mesmo. E tudo já foi dito e apresentado antes”, disse Betty.

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