Avaliando caramujo gigante africano Manaus, Amazonas

Estude sobre o caramujo gigante africano. O Achatina fulica, popularmente chamado de acatina é uma espécie de molusco que ameaça o equilíbrio natural. "O caramujo gigante africano é vetor de doenças para os animais vertebrados, entre elas as causadas por vermes. Em humanos ainda são subdiagnosticadas, e podem levar ao óbito.

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Avaliando caramujo gigante africano

No Brasil, o caramujo gigante africano (Achatina fulica) é conhecido por diferentes nomes populares, como: acatina, caracol-africano, caracol-gigante, caracol-gigante-africano, caramujo-gigante, caramujo-gigante-africano e rainha-da-África. Ele é uma espécie de molusco altamente voraz, exótico, terrestre e tropical, originário do continente africano, trazido para o Brasil em 1988 como iguarias e, se transformou em um molusco invasor que ameaça seriamente o meio ambiente brasileiro. Por alguns empresários, embora seja vetor de doenças, esta espécie de caramujo é especulada como um ótimo agronegócio. Foi introduzido no Brasil com objetivo de ser cultivado para substituir o escargot (Helix ssp) nos restaurantes especializados em comidas exóticas. Como o objetivo não foi alcançado e, principalmente por falta de informação, criadores soltaram os caramujos no meio ambiente, o que gerou uma exponencial proliferação no território brasileiro. Esses moluscos têm comprovado sua ação nociva, pois estabelecem populações em vida livre e se tornam séria praga agrícola. São também considerados vilões juntamente com o desmatamento, na redução da biodiversidade do planeta. O Brasil possui um excelente ambiente para sua proliferação, além de ter poucos agentes biológicos que possam controlá-lo. Na região Amazônica a preocupação é maior, pois o caramujo africano pode competir com a fauna nativa e causar desequilíbrio ecológico. Recentes estudos registram que mais de 500 tipos de plantas são devoradas por este molusco, além disso, comem papelão, isopor e até sola de sapato. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS São parcialmente arborícolas e herbívoros generalistas, mas ainda podem praticar o canibalismo, devorando ovos e caramujos jovens da mesma espécie a fim de sobreviver em ambientes pobres em cálcio e alimentos. Também resistem às diferentes estações climáticas, sobrevivendo durante o ano todo. Seu tamanho pode atingir 15cm de comprimento por 8cm de largura, os adultos podem atingir de 5cm a 20cm de comprimento de concha e pesar ate 500g. Caramujos jovens são menores, mas possuem as mesmas características de concha dos adultos. Seu corpo tem coloração cinza-escuro e as suas conchas possuem formas cônicas e cor variável. Normalmente escondem-se durante o dia e saem para se alimentar e se reproduzirem à noite, sobretudo nos dias chuvosos. Esses caramujos são de reprodução extremamente rápida e preferem ocupar ambientes úmidos. O caramujo usa tijolos, telhas e plantas como criadouros. REPRODUÇÃO A principal preocupação com o caramujo africano é sua velocidade em se reproduzir e, sobretudo, sem grandes exigências de habitat. O caramujo africano alcança a maturidade sexual entre 4 e 5 meses. É uma espécie hermafrodita e pode realizar ate 5 posturas por ano, podendo atingir de 50 a 400 ovos cada postura e atingir cerca de 500 ovos por ano. Os ovos são de coloração branco-leitosa ou amarelada, com tamanho um pouco maior que uma semente de mamão. DOENÇAS TRANSMITIDAS O caramujo gigante africano é vetor de doenças para os vertebrados, entre elas as causadas pelos vermes (Angiostrongylus costaricensis e Angiostrongylus cantonensis), ainda subdiagnosticadas em humanos e que podem levar ao óbito, e verminoses aos animais domésticos e de criação. O verme Angiostrongylus costaricensis pode causar peritonites e meningites. Há casos descritos desse verme em Cuba, Porto Rico, Estados Unidos e, principalmente na Ásia, não havendo portanto, registro no Brasil. Já a espécie Agiostrongylus cantonesis é causadora de distúrbios neurológicos com fortes e constantes dores de cabeça. A identificação do verme em amostras de tecidos de necropsias ou biópsias é difícil, ovos do verme não aparecem nas fezes dos pacientes e a própria zoonose é desconhecida da maioria dos médicos sanitaristas e patologistas. A contaminação das doenças no homem ocorre, pelo consumo direto do caramujo, pelo consumo de vegetais contaminados e pela manipulação dos caramujos vivos. MÉTODOS DE CONTROLE Os especialistas na biologia do caramujo gigante africano recomendam os seguintes métodos para seu controle: 1- catação manual (com luvas descartáveis ou sacos plásticos) do caramujo e seus ovos, colocando-os em sacos plásticos com sal e depois de mortos sendo recolhidos pelo serviço de coleta de lixo ou enterrá-los em um buraco de aproximadamente 80cm com adição de cal; 2 - embalagens em sacos plásticos, colocar os caramujos em vasilhame com salmoura (5 colheres de sal para um litro de água) e depois de mortos, colocar para recolhimento pelo serviço de coleta de lixo em latões com adição de cal virgem ou enterrar em buraco de aproximadamente 80cm com a cal virgem em terrenos baldios. A cal evita a contaminação do solo e do lençol freático; 3 – incineração, macerar os caramujos e enterrá-los em um buraco de aproximadamente 80cm com adição de cal virgem ou com adição de cloro antes do enterramento. ALGUMAS RECOMENDAÇÕES ÀLGUMAS RECOMENDAÇÕES À POPULAÇÃO 1- Não utilizar os caramujos gigantes africanos como alimento ou isca para pescar; 2- Não tentar criá-los, pois há legislação proibindo; 3- Não utilizar agro-químicos para exterminá-los, pois pode provocar intoxicações nas pessoas e a contaminação do meio ambiente; 4- Não deixar crianças brincarem com os caramujos ou efetuar catação manual; 5- Não jogar os caramujos vivos no lixo, terrenos baldios ou qualquer outro local; 6- Efetuar a catação manual dos caramujos, protegendo as mãos com sacos plásticos ou luvas, evitando o contato da secreção do caramujo com a pele humana. Depois de efetuada a catação, os caramujos deverão ser sacrificados e descartados, conforme citado acima; 7- A catação deve ser feita manualmente nas áreas endêmicas, pois essa é a única técnica possível conhecida e segura e repetida com freqüência, pois esses animais se reproduzem com muita rapidez; 8- Em áreas endêmicas ao caramujo, desinfetar verduras, legumes e frutas em uma solução de água clorada (1 colher de sopa de água sanitária em 1 litro de água) deixando-as submersas por 30 minutos; 9- Manter o quintal e terrenos de sua propriedade em boas condições de limpeza retirando entulhos, vasilhames velhos, madeiras, matos e fezes dos animais domésticos, evitando assim a criação e infestações por caramujos; 10- Em locais sujeitos à infestação devem ser colocadas iscas das plantas preferidas ou iscas molusquicidas. As conseqüências da proliferação do caramujo gigante africano no território brasileiro ainda não são mensuráveis, mas os registros dos danos até o momento são extremamente preocupantes.Arlys Jerônimo de Oliveira Lima Lino Carneiro

Acadêmico do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas pela FFPNM-UPE e, Administração de Empresas pela FALUB.

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