Apresente suas idéias com clareza Brasília, DF

"É fundamental buscar o equilíbrio entre os diversos elementos da comunicação oral". A autora destaca que, o ritmo, a intensidade, conteúdo, emoção, articulação e outros fatores são essenciais na expressão das idéias. Uma boa apresentação assegura o retorno dos objetivos programados. Aprenda a falar bem e persuadir.

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Apresente suas idéias com clareza

A fala deve soar como a boa música: o ajuste entre as partes e a força da mensagem une-se à afinação do som e à harmonia melódica. É fundamental buscar o equilíbrio entre os diversos elementos da comunicação oral, como o ritmo, a intensidade, a flexão, o conteúdo, a emoção, a tonalidade, a articulação, a velocidade, o timbre, a flexibilidade vocal e a pronúncia para traduzir as nuanças da mensagem.

Além disso, é preciso unir a técnica à naturalidade para uma transmissão mais autêntica e construtiva.

Habilidades Técnicas

1. Comece falando vigorosamente, com entusiasmo, demonstrando o prazer pela oportunidade de estar fazendo isso. Esteja presente por inteiro.

2. Articule bem as palavras, mas não exagere nos movimentos do rosto e músculos da face.

3. Fale sem esforço, mas para ser ouvido por toda a platéia.

4. Neutralize as barreiras verbais evitando falar muito baixo ou muito alto; muito depressa ou devagar; devagar; pronunciar errado termos estrangeiros; usar vícios de linguagem: “tá?”, “né?”, “Ok?”, “certo?”, “entendeu?”, “percebe?”, “é isso aí!”, “tipo assim...”, “a gente ...”, “acho que...”; falar como um robô; cometer erros gramaticais; comer os “esses” e “erres”; expressar-se sem objetividade e clareza; usar termos técnicos para público leigo; não levar em conta o momento, o local e o meio mais oportuno para transmitir a mensagem; baixar a voz no final das palavras e das frases; não enfatizar as idéias principais.

5. Se possível utilize os verbos na voz ativa.

6. Evite os superlativos.

7. Prefira os substantivos. Os adjetivos em excesso enfraquecem a frase.

8. A sua fala deve despertar imagens visuais para um efeito mais marcante.

9. Seja sincero e tenha convicção no que diz.

10. Desperte o interesse da platéia com bons argumentos, bom vocabulário e boas figuras de linguagem.

11. Faça com que suas palavras penetrem fundo nos ouvidos, na mente e no coração do público.

12. Não fique divagando; evite que a platéia se pergunte “e daí? O que eu tenho a ver com essa história? Não tenho motivos para prestar atenção em você”. Para manter o interesse do público, apresente argumentos interessantes, motivadores, seja criativo.

13. Demonstre autoridade em relação ao assunto. Seja senhor daquilo que fala, proprietário do conhecimento.

14. Evite detalhes em excesso. A apresentação tem um corpo estrutural. Não faça dos atalhos os personagens principais sob risco de perder de vista o eixo das idéias.

15. Seja um presente motivador para a platéia.

16. Fale com a platéia e não para a platéia, buscando a sintonia com as pessoas.

17. A expressão do seu rosto deve ser a mais leve possível.

Habilidades Comportamentais

1. Não tenha medo do silêncio, das pausas. Ele é importante para enfatizar o assunto e dar espaço à platéia para refletir. A pausa não é ausência de texto. Ela serve para valorizar o que veio antes e preparar o interlocutor para o que virá a seguir.

2. Se a informação for muito complexa, fale mais devagar; se for mais simples, fale mais rápido. A velocidade da apresentação deve atender às necessidades do texto. Se você acelerar, a platéia perderá o interesse se não entender a mensagem. E se você se arrastar por demais, falar muito devagar, os ouvintes poderão sentir sono e desinteresse. Varie o ritmo da sua apresentação.

3. Procure ter a platéia como companheira. Dê-lhe motivos para sentir-se bem com o que ouve, vê, experimenta e sente.

4. Se você perceber na cara dos espectadores um ponto de interrogação e desconforto físico, resuma os pontos principais abordados até então e abra espaço para perguntas.

O Poder Revelador da Linguagem Corporal

Nós não temos um corpo, nós somos um corpo. Um corpo vibrante que respira, sente e se enternece, um corpo vivo que reflete o que somos.

Toda nossa vida está gravada na memória do corpo. É ele que conta toda a verdade de nossa história, dos nossos sentimentos mais imperceptíveis. É um pergaminho no qual estão gravadas as marcas do tempo, importantes senhas da individualidade humana, e a assinatura intransferível da nossa imagem corporal.

Para entender a importância desse pergaminho e promover as mudanças necessárias, é preciso ter coragem para ir se despindo gradativamente das couraças do passado e abrir canais que favoreçam os movimentos mais livres e expressivos.

Ele capta tudo, de todas as maneiras. Aponta a mentira da palavra, desnuda as falsas convicções, arranca máscaras e expõe as verdades inconscientes através da linguagem expressiva. A postura, as expressões faciais, os movimentos dos olhos, do rosto, das pernas, das mãos, enfim, qualquer gesto, por mínimo que seja, traduz o que as palavras muitas vezes não conseguem expressar.

Os movimentos do corpo têm a mesma importância que a palavra no que se refere à comunicação humana. Esses recursos expressivos riquíssimos favorecem a ligação entre as pessoas e fortalecem a magia da interação social.

A Importância da Linguagem Corporal nas Comunicações

Enquanto estiver planejando a sua apresentação, nunca perca de vista a intenção dos gestos e a movimentação que acompanharão a mensagem oral. O domínio corporal facilita a transmissão da mensagem para a platéia e propicia a comunicação. Os gestos e as expressões faciais, a postura e a movimentação corporal servem para:

1. Descrever, complementar e reforçar as idéias

2. Embelezar a fala

3. Substituir palavras

4. Dar mais dinamismo à comunicação

5. Contradizer a fala

6. Expressar sentimentos

7. Favorecer o entendimento

8. Promover a interação com a platéia

9. Facilitar a transmissão das mensagens

Para que se cumpram estes objetivos, a linguagem corporal deve ser natural, clara, expressiva, pertinente e harmoniosa.

Auto-análise Corporal

A análise da própria linguagem corporal permite identificar os pontos fortes e fracos da nossa comunicação. Daí a importância de se responder às questões:

1. Como eu me vejo fisicamente? Aceito, aprecio e valorizo este corpo que sou eu? O que acho mais bonito nele? O que rejeito em mim mesmo?

2. Quais as qualidades que mais aprecio mais em mim?

3. O que quero mudar em mim, física e psicologicamente?

4. Os sinais que emito em meus gestos, na mímica facial, no olhar, na postura, na respiração e na maneira como uso o espaço revelam o ser humano que penso ser?

5. Qual a primeira impressão que as pessoas têm de mim?

6. Quando as relações interpessoais se aprofundam, o que muda daquela primeira impressão?

7. Eu gosto de olhar-me no espelho? Gosto da imagem refletida e do que ela transmite?

8. Busco o feedback da imagem que transmito?

9. Quando vou começar o meu processo de mudança?

10. O que farei para mudar?

Essa auto-análise ajuda a avaliar o atual estágio do comunicador e fornece os pré-requisitos para estimular desenvolvimento da linguagem corporal.

Aprimorando a Linguagem Corporal e Habilidades técnicas

Para minimizar as barreiras não-verbais nas apresentações em público:

1. Deixe o cenário da apresentação livre para não correr o risco de tropeçar e poder ser mais natural. Estude o espaço com antecedência.

2. Estabeleça uma zona de conforto na sua área de atuação para se movimentar com tranqüilidade.

3. Não enfie as mãos nos bolsos nem as cruze na frente ou nas costas.

4. Mentalmente, divida a platéia em A, B, C e D. Primeiro, olhe para o público como um todo, depois para cada setor; todos, indistintamente, deverão receber sua atenção visual.

5. Fique atento para que os seus estejam alicerçados numa idéia que os fortaleçam e ganhem significado na transmissão da mensagem. O gesto precisa ter um objetivo, um motivo, para dar forma ao conteúdo. Faça gestos que convidem a uma receptividade da platéia.

6. Evite ficar de costas para a platéia. Mantenha a cabeça erguida e olhe sempre para ela. Não fique olhando para o teto e muito menos para o chão.

7. Evite sentar-se durante a exposição. Em pé, a energia está mais concentrada e a linguagem corporal é mais evidente. Apóie-se sobre as duas pernas, que devem estar paralelas. Os peso da estrutura corporal ficará igualmente distribuído sobre os dois pés.

8. Imagine o seu corpo sendo puxado por dentro, por um fio que vai do chão ao teto. É um fio flexível e elástico que alonga o corpo numa postura elegante e natural. Mantenha as pernas levemente flexionadas.

9. Ande naturalmente pela sua área de atuação, mas sempre ligado à platéia, que acompanha todos os seus movimentos. Por isso faça movimentos harmoniosos e delicados, mas energéticos.

10. Deixe o gesto fluir naturalmente. É a mensagem que requisita o movimento gestual.

11. Sintonize o gesto com a palavra, buscando um equilíbrio. O movimento deve complementar e reforçar a palavra.

12. Os gestos jamais substituirão a falta de conhecimento sobre o assunto. A movimentação gestual pode acentuar, dar mais vida à mensagem, mas não substituir o discurso propriamente dito.

13. Evite erguer os braços acima da cabeça e movimentar as mãos além da altura do peito, a não ser que esteja num espaço muito amplo.

14. Atenção para os gestos repetitivos. O excesso deles pode transformar-se numa barreira visual.

15. Lembre-se de que as expressões faciais e as mãos são grandes facilitadores da sua comunicação.

Habilidades Comportamentais

1. O movimento corporal do comunicador incita os movimentos da platéia. Paixão gera paixão, vitalidade gera vitalidade, apatia gera apatia, entusiasmo gera entusiasmo.

2. Cuidado com os gestos contraditórios. Se o objetivo é reforçar o espírito de união, a linguagem gestual deve dar forma, cor, textura e consistência a essa idéia.

3. Procure seguir os elementos reguladores da gesticulação:

Não basta que o corpo se expresse, é preciso que ele se comunique de forma eficaz. Alcançaremos esse objetivo se tivermos coragem de fazer uma análise objetiva da força e da agilidade da nossa comunicação não verbal.

Se o momento, o local, o meio e tipo de mensagem permitirem, tenha sempre um sorriso sincero nos lábios e no olhar.

1. A expressão corporal acentua o magnetismo pessoal do comunicador. Aprender a valorizar a mensagem para cumprir uma função primordial nas comunicações, que é torná-las multidimensionais.

2. Se você é uma pessoa serena, sua movimentação externa tenderá a refletir isso. Se você é mais energético e extrovertido, a sua linguagem corporal também refletirá isso. Observe se a sua movimentação gestual está de acordo com os traços específicos de sua personalidade, se há um equilíbrio entre gesto e fala e se a comunicação corporal atende as necessidades da platéia.

3. Evite a postura de subserviente: os ombros caídos, o olhar baixo, as costas curvadas e uma expressão de desamparado não contribuem para uma comunicação efetiva. Em contrapartida, um nariz empinado, olhos ameaçadores, queixo erguido e ar de superioridade costumam criar um distanciamento da platéia e certa animosidade.

Falar em público apresenta três problemas fundamentais: um probleminha, um problema e um problemão. O probleminha consiste em ir até a frente e encarar o auditório; o problema em falar ao público; o problemão é saber a hora de parar de falar. (Marques Oliveira)

Sandra Regina da Luz Inácio

•PhD em Administração de Empresas pela Flórida Christian University (EUA)
•PhD em Psicologia Clínica pela Flórida Christian University (EUA)
•Psicanalista e Diretora de Assessoria Geral da Sociedade de Psicanálise Transcendental.
•Mestre em Administração de Empresas, Especialista em Estratégias de Marketing em Turismo e Hotelaria, MBA em Gestão de Pessoas e Especialista em Informática Gerencial.
•Psicanalista voluntária na Casa de Apoio à Criança Carente com Câncer e na Universidade da Terceira Idade.
•Professora da FGV do Rio de Janeiro e de mais 03 universidades.
•Empresária no ramo moveleiro
•Responsável e Membro do Conselho Editorial da Revista Empresa Familiar.
•Coordenadora do grupo de Excelência de Empresa Familiar do Conselho Regional de Administração de São Paulo - CRA.
•Diretora da DS Consultoria S/S Ltda, especializada em Empresas Familiares.
•Conciliadora, Mediadora e Árbitra Empresarial.
•Membro do Conselho Editorial e responsável pela Revista Empresa Familiar.
•Autora do livro O Perfil do Empreendedor e co-autora do livro Empresa Familiar: Conflitos e Soluções, juntamente com Domingos Ricca, Roberto Gonzalez e José Bernardo Enéas Oliveira.
•Vários artigos publicados na área de Administração e Psicanálise em revistas especializadas.
e-mail:sandra@empresafamiliar.com.br

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