Aprendendo a ser um bom líder Vitória, Espírito Santo

Analise quais são os perfis de líderes. Confira os comportamentos que motivam e aqueles que desanimam os empregados. Pondere qual prática contribui na conquista de metas e no bom clima organizacional.

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Aprendendo a ser um bom líder

QUE TIPO DE LÍDER VOCÊ DESEJA SER?

  Efraim da Silva Lima∗

Nutro a expectativa de que o título acima, na forma interrogativa, tenha despertado sua curiosidade e que você esteja disposto a refletir sobre este seu papel social de grande relevância.

Minha outra expectativa é que você somente leia este texto se isto for um ato que resulte de uma decisão consciente. Dizendo de outra forma, gostaria que você o lesse com atenção ou então se ocupasse de outra coisa que lhe fosse mais gratificante.

Se diante de um texto você tiver dificuldade de decidir pela continuidade ou interrupção da leitura, o que dizer de outras situações! Quantas são as situações que exigem de você um posicionamento? Quantas são as bifurcações ou as encruzilhadas na sua trajetória de líder? Pois bem, em cada uma delas você é chamado a se posicionar. Ao fazê-lo você corre o risco de errar. Por falar nisto, você é daqueles que não admitem erros? Que têm medo das críticas?

APRENDENDO COM OS PRÓPRIOS ERROS

Você pode decidir aprender com os próprios erros. Lembre-se que você é humano, falível, limitado, embora seja um líder. Diante deste fato é coerente e inteligente tirar proveito dos próprios erros. Sejamos práticos: anote agora em uma folha de papel os três erros mais recentes que você cometeu. Verifique qual deles você considera o mais grave em termos de conseqüências para terceiros, de sentimentos negativos que você sentiu e das críticas que você recebeu? Fez isso? - Parabéns! Na frente do erro mais grave anote o que você aprendeu com ele. Seja sincero. Se você de fato aprendeu alguma coisa, potencialmente você se transformou em um líder mais eficaz.

Qual foi a sua atitude com relação ao exercício acima proposto? - Você:

  • Não fez o exercício (porque o achou bobinho ou porque não tinha caneta e papel, ou porque ficou com preguiça).
  • Conseguiu relacionar os três erros, mas não conseguiu identificar o erro mais grave.
  • Conseguiu identificar o erro mais grave, mas não aprendeu nada com ele.
  • Conseguiu identificar os três erros e em seguida passou a justificá-los ou a culpar outras pessoas.

LOUCURA E SABEDORIA.

Desejar ser um líder que não cometa erros é escolher o caminho da loucura. Procurar aprender com os próprios erros (e, consequentemente reduzi-los) é escolher o caminho da sabedoria. Joelmir Beting nos ensina que "sabedoria é o conhecimento temperado com a prudência".

Não confunda prudência com experiência. Nem toda experiência conduz à prudência. Somente os experientes sensíveis estão próximos da sabedoria. Por isso dê à sua experiência o peso relativo que ela merece.

Quando você superestima a experiência, você age como se as situações de ontem se repetissem hoje e como se as de hoje fossem se repetir amanhã. Ainda quando os elementos que as compõem pareçam ser os mesmos, o arranjo e a força deles são diferentes. Por isso também considere relativa sua aprendizagem a partir dos erros cometidos. Se as situações são singulares, toda sua aprendizagem anterior é relativa. Ela tem a utilidade de um referencial que precisa ser concretizado aqui e agora.

Você não terá que jogar a experiência fora; no mínimo ela vai poupá-lo de repetir os erros anteriores, apesar de não garantir os acertos de hoje. Após milhares de tentativas que não deram certo, Thomas Edison se mostrava agradecido por estar mais perto do seu invento - a lâmpada elétrica. Os erros nos dizem de coisas que não funcionaram em determinadas circunstâncias; note: em determinadas circunstâncias! O medroso não acumula erros porque ele não tenta; com o audacioso é diferente. O que conta não é o saldo de seus erros e acertos, mas é a consciência que você tem deles e o que você faz com eles hoje.

LÍDER: POETA E PROFETA.

Estar consciente do hoje não basta nem é suficiente para o líder. O hoje é também referência. É passagem. O tempo do líder é o futuro. É no futuro que ele projeta sua visão. O líder tem um parentesco com o poeta e com o profeta. Ele é um construtor de utopias; vai tornando possível os impossíveis. Ele "vê as coisas que ainda não são com se já fossem".

Por causa desta sua visão e de seu agir coerente com ela, ele é seguido por tantos quantos sonham os mesmos sonhos, embora não tenham a clareza para explicitá-los. Sem receio de dizer o óbvio, Peter Drucker afirmou que "líder é aquele que tem seguidores".

O FENÔMENO DA CAMINHADA, O DESERTO.

Os sonhos, as visões e os projetos do líder encontram ressonância em seus seguidores, tanto quanto os dos seguidores provocam o mesmo efeito no líder. A liderança é o fenômeno do encontro, da caminhada, da trajetória, do ainda não.

Interessante, no contexto bíblico, a liderança vicejou no deserto, em busca da terra prometida. Por causa da terra, todas as dificuldades foram superadas. O modelo bíblico é emblemático e inclui um Egito (passado), um Deserto (a transição) e Canaã (o projeto, o futuro). O deserto é sem dúvida o solo fértil para a liderança. Sem sonhos, visão e projetos, você não vai agüentar o desconforto do calor e das intempéries.

A figura idealizada do líder, incluindo a postura, a indumentária, a impostação da voz, os gestos ora comedidos e benevolentes, ora autoritários e ainda um séquito de admiradores e bajuladores, nem sempre corresponde à realidade. Quando o líder é apenas isto, ele capitula à primeira pressão ou passa a batalhar por seus próprios interesses. Este é o líder de fachada que serve para alimentar o imaginário dos aspirantes ao poder, à fama e à gloria. Este líder é descartável, por isso prescindível.

Ninguém precisa de um líder para retroceder (voltar ao Egito) ou para simplesmente curtir o momento atual (beber água da rocha no Oásis). Daí porque muitos se tornam dispensáveis. Que tal fazer uma avaliação de sua atuação atual e da legitimação de seu desempenho por seus seguidores? Não se ufane se está recebendo o cetro de um ilustre antecessor (assim aconteceu com Josué em relação a Moisés); não se exalte se está na crista da onda ou não se desespere se o seu tempo passou (assim aconteceu com João Batista com relação a Cristo). A transição de uma fase à outra nem sempre é clara, por isso observe os sinais de mudança e sincronize-se com ela.

 LÍDER: CARACTERÍSTICAS MUITO HUMANAS

Se, enquanto exerce a liderança você tem estado atento aos anseios dos seguidores e não se tem descuidado de formar seus sucessores, os sonhos sobreviverão e se renovarão.

Esta atenção e este cuidado apontam para características muito humanas do líder, tais como o senso de finitude, a humildade em compartilhar, ceder e servir. Neste ponto nosso "papo" pode estar tendo um efeito de balde de água fria naqueles (você se inclui?) que concebem a liderança como um dom exclusivo e excludente. Nessa confraria é impossível admitir pessoas comuns, desprovidas dos "carismas" outorgados a uns poucos privilegiados.

O que se coloca aqui é algo diferente. É o exercício consciente e responsável que consiste em contribuir para que a comunidade (Empresa ou parte dela, Família, Associação, Igreja) torne explícitos seus alvos e caminhe em direção a eles. Este é um ponto comum a todos os líderes; você pode consultar a galeria que a História coloca à sua disposição.

Saiba que o seu grupo de referência (seguidores) pode não estar precisando de um herói, mas certamente ele espera que você seja um ser humano em permanente sintonia com os anseios dele.

A PERGUNTA INCOMODA?

Veja-se, portanto no contexto do seu grupo. Sintonize com as expectativas dele e as confira com as suas próprias. Este é o seu mundo. É neste contexto que a pergunta do título lhe está sendo dirigida: - Que tipo de líder você deseja ser? Guarde sua resposta. Ela é desafiadora, exeqüível e ética?

Se você conseguiu responder sim a todas as perguntas, vá em frente. Invista, lute e capacite-se. E, em sendo a causa deles (os seguidores) a sua causa, aja, brigue, permita-se errar e aprenda, quantas vezes forem necessárias, até que o alvo tenha sido alcançado ou que o seu próprio tempo tenha terminado. 

 ∗Efraim da Silva Lima

Sócio da "Excelência Desenvolvimento de Pessoas e Instituições"

 

 

Efraim da Silva Lima

Efraim da Silva Lima Profissional da área de treinamento e desenvolvimento. Trabalhou na COPASA de 1980 a 2002. Concebeu e ministrou vários programas de T&D. A partir de 2002, quando se aposentou, tem desenvolvido trabalhos de consultoria e instrutoria em programas comportamentais. É Pedagogo, Consultor Empresarial e Analista Transacional. Tem, entre outras, as seguintes especializações: Tecnologias de Programação de Treinamento, Treinamento e Desenvolvimento, Resolução Criativa de Desafios & Facilitação do processo criativo.

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