Aprenda o marketing turístico Ji-Paraná, Rondônia

"O trabalho de marketing turístico deve voltar a tenção para a adoção de estratégias que visem a melhoria da cidade como um todo", afirma o bacharel em turismo Fernando Reis. Ele ensina algumas ações de marketing voltadas para o turismo. Saiba sobre a execução de eventos e propaganda turística.

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Aprenda o marketing turístico

Marketing Turístico: Destaque-se por meio dos eventos

A globalização é um processo irreversível. O mundo está cada vez mais conectado. Com relação aos sistemas de comunicações e também de transportes, a cada ano são superados novas barreiras e quebrados novos recordes. Economicamente, países antes isolados, ou subestimados, agora dão novo fôlego ao mercado mundial. Embora ainda haja muita desigualdade, todos, de uma forma ou de outra, podem competir naquilo que consideram sua “vocação natural”.

Dentro dessa nova ordem global o turismo se destaca como uma das atividades mais promissoras, como um mercado em rica expansão. Segundo Mário Carlos Beni: “As últimas análises apontam o turismo como o setor mais globalizado, perdendo apenas para o setor de serviços financeiros” (BENI,2004, p.19). Essa visibilidade advinda do processo de globalização trás em si oportunidades e desafios. Oportunidades devido ao crescimento do mercado em potencial. O turismo começa a deixar de ser privilégio de uma elite econômica e passa pouco a pouco a atingir outras camadas sociais. Por outro lado, o crescimento do mercado consumidor é acompanhado por uma acirrada, às vezes desleal, competição dentro do mercado receptor.

Dentro dá imensa variedade de atrações e destinos, torna-se ainda mais difícil alcançar uma posição de destaque. Como forma de superar a concorrência e alcançar esse destaque, muitas localidades tem procurado o investimento maciço em marketing. Para Carlos Meira Trigueiro: “Num mercado cada vez mais globalizado e altamente competitivo, deixar de planejar e administrar estratégias de marketing torna-se suicídio para as organizações envolvidas no turismo (TRIGUEIRO,2001,p.38)”. Nesse contexto o “Marketing Turístico” possui um campo amplo para crescer. Contudo, esse somente tem relevância prática quando governantes e sociedade em geral trabalham juntos para promover e desenvolver o município ou região.

 Vale ressaltar que “promover” a localidade através do marketing turístico não se refere apenas ao ato de se fazer propaganda. É nesse ponto que se encontra o diferencial dessa teoria. O velho método de propaganda que obteve tanto sucesso em décadas anteriores já não alcança os mesmos resultados. Para Seth Godin “O fato de você ter dinheiro para gastar não significa ser possível comprar a atenção do público por meio da propaganda. Os consumidores já aprenderam a ignorá-la (GODIN,2004,p.14)”. A ação agora se inicia com o envolvimento da população, seguido de um minucioso trabalho de diagnóstico acerca dos setores onde o município pode vir a ter destaque e das suas deficiências. Somente depois de munido dessas ferramentas é possível que o trabalho possa ser realizado com boas expectativas de sucesso.

O trabalho de marketing turístico deve voltar a tenção para a adoção de estratégias que visem a melhoria da cidade como um todo. O investimento deve ser voltado para melhorar o produto, no caso a localidade, afim de que todos os problemas estruturais sejam resolvidos e as necessidades do público (população local e turística) sejam satisfeitas. Desse modo entende-se que “(...) O produto é o marketing (GODIN,2004,p-118)”.

Esse não é um projeto fácil como se pode supor. Encontra-se ao longo do processo muita resistência e na maioria das vezes acaba-se entrando em áreas que teoricamente não são da incumbência de um “departamento de marketing”. Para tanto o projeto não deve se restringir a esse ou aquele departamento, deve ser um projeto de todos.

Algumas localidades encontraram modos eficazes e altamente lucrativos de consolidar esse processo, por meio de eventos. Marcus Figueiredo cita alguns exemplos: “Eventos de impacto, como a festa do Peão de Barretos (SP) ou o Festival de Cinema de Gramado (RS), contribuem para que o desenvolvimento se sustente ao longo do tempo” (FIGUEIREDO,1998,p.36). Adotando-se ou não, por parte da localidade, o conceito de marketing turístico, é inegável o poder de divulgação que os grandes eventos possuem. Dentro desses grandes eventos vale destacar os festivos como o São João de Campina Grande (PB) e os carnavais do Rio de Janeiro (RJ) e de Salvador (BA). Dentre os esportivos a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas. A Copa do Mundo de Futebol de 1998 foi de extrema importância para a ascensão da França como principal destino turístico mundial. Assim também se espera que a Copa de 2014 no Brasil tenha grande impacto para o desenvolvimento do país como destino de destaque no turismo internacional.

Segundo Mario Carlos Beni, no Brasil, o setor de eventos, somente em 2001, havia gerado uma renda de aproximadamente US$ 37 milhões, e criado 777.624 mil empregos diretos ou terceirizados, e aproximadamente outros três indiretos para cada um destes (BENI,2004,p.52).

Os gestores, por sua vez, devem trabalhar para que os benefícios econômicos advindos dessas atividades possam alcançar a sociedade como um todo. Caso sejam negligenciados os investimentos em infraestrutura básica como pavimentação, iluminação pública, saneamento, saúde ou se esses só sejam promovidos em época de alta temporada. Os gestores perdem o seu principal parceiro que é a população local. Sem a ajuda desta e sem os investimentos na melhoria de infraestrutura, o marketing turístico se torna ineficaz. Como conseqüência os eventos, mesmo mantendo um público considerável, passam a ser divulgadores das deficiências da localidade. Resultado: Marketing Negativo. A fidelidade ao conceito e proposta de um plano de marketing responsável garante a maximização dos resultados positivos dados por meio dos eventos. Ajudando a promover uma imagem favorável da localidade. Uma imagem de destaque.

Referências:

BENI, Mario Carlos. Globalização do Turismo: megatendências do setor e a realidade brasileira. 2 ed. São Paulo. Aleph, 2004.

FIGUEIREDO, Marcus. A cidade na vitrine. Cidade, São Paulo, ano 03, nº19, fev 1998.

GODIN, Seth. Brinde! Grátis ! Aproveite!: a sua próxima grande idéia de marketing. Tradução de Ricardo Bastos Vieira.- Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

TRIGUEIRO, Carlos Meira. Marketing & Turismo: como planejar e administrar o marketing turístico para uma localidade- 1 ed- Rio de Janeiro. Qualitymark, 2001.

Fernando Rezende

Fernando Regis Rezende/Bacharelando em Turismo /UNESP.fernandmenor@yahoo.com.br

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