Aprenda a escrever um livro Boa Vista, Roraima

Um escritor de livros sobre escrever disse que se algo é digno de ser vivido, é digno de ser escrito. Esse é um tema comum no campo da escrita. Veja mais abaixo.

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Aprenda a escrever um livro

por L. Michael Hall, Ph.D.

O Ato de Escrever

Nos últimos quatro anos, trabalhei pessoalmente com cerca de 20 indivíduos que “tinham um livro dentro de si” e queriam escrevê-lo. Meio caminho andado para eles realizarem seu sonho foi o treinamento básico Meta-Estados, Accessing Personal Genius (Acessando a Genialidade Pessoal). Na verdade, era esse o domínio ou o gênio que eles queriam acessar, cultivar, desenvolver, e usar. Foi nesse sentido que trabalhamos. Focalizamos a intencionalidade, a habilidade e a estratégia, o estado focalizado/fluente, e outros pré-requisitos da genialidade pessoal.

Inicialmente, quase todos tiveram que eliminar as coisas que atrapalhavam seu caminho: alguns constrangimentos da vida diária, o gerenciamento do tempo, como compreender o processo de escrever, seus estágios e habilidades, bem como algumas simples desculpas. Certamente, isso significava projetar os estados e estratégias para cada um deles, necessárias para o ato de escrever ou matar e/ou domar os dragões que surgem no caminho. Às vezes, foi preciso ,ressignificar ou retirar conceitos sobre o ato de escrever, ou seja: escrever, revisar, planejar, seqüenciar, formatar, revisar, editar, programar o tempo, pesquisar, documentar, indexar as fontes, etc.

O Ato de Escrever, como tal, é realmente muito simples e direto. Você tem que conceber uma idéia, uma boa idéia – uma idéia sólida, substancial e válida. Você precisa trabalhar essa idéia, procurar falsificá-la, pesquisar quem mais escreveu sobre ela, quais são alguns dos pensamentos atuais e importantes sobre ela. Comece a escrever livremente sobre ela, a formular como dizer, dialogue sobre ela com outras mentes, ensine-a ou treine-a, esquematize-a, crie algumas estruturas para ela, coloque-a no papel, revise-a uma meia dúzia de vezes, corrija-a, etc.

“Simplesmente colocar no Papel”.

Se você pode falar, você pode escrever. A menos que você tenha construído um dragão interior que diga que você precisa “escrever certo” já na primeira vez. Se você não puder colocar no papel, ou se você escreve suas idéias totalmente preparado para amassar o papel e jogá-lo fora a qualquer momento, então dificilmente você conseguirá começar o jogo de escrever. Isso não é bom.

O jogo que os escritores prolíferos jogam sempre envolve alguma forma de “simplesmente colocar no papel!” Se você tiver que gravar numa fita de áudio e pagar alguém para transcrever, faça o que tiver que fazer para colocar no papel. Os escritores prolíferos podem desligar seu editor interno no primeiro estágio da escrita, porque eles sabem muito bem que não há uma grande escrita, mas uma grande re-escrita, para citar meu amigo expert em marketing, Joe Vitale (1997).

Se você quiser entrar num estado em que você simplesmente abre a torneira e deixa correr, leia ou assista algo sobre o que se chama de “escrita criativa”. Os cursos sobre a assim chamada “escrita criativa” são mal nomeados porque dão a impressão de que alguma escrita não é criativa. Até mesmo a escrita técnica é criativa. E não-ficção – outro nome equivocado. Existe tanta ficção na não-ficção como na ficção; outras vezes, mais. Alguém precisa criar a forma, o estilo, as expressões. Naturalmente, é claro, também existe uma escrita “enfadonha”. Mas isso se deve ao escritor, que não está pessoalmente motivado pelo assunto e falha em escrever num estado de “idéia luminosa”.

O “Pensamento de Qualidade”.

A principal coisa sobre o ato básico de Escrever é a idéia. Aqueles que “escrevem escrevendo” fazem um jogo de sabotagem que, em última análise, não mostrará suas habilidades em escrever. Quando nós “escrevemos escrevendo” , desenvolvemos um foco que visa a impressionar, mais do que a expressar. Além disso, escrever bem não tem a ver com escrever. Se o escrito chama atenção para si mesmo, então a voz, ou o tom interior do texto aparece como cansado, apertado, e até egoísta. Escrever bem é como falar bem e treinar. Treinar não tem a ver com o treinador, apresentar não tem a ver com o apresentador. Não? Não! Tem a ver com os participantes, os ouvintes, o conteúdo, a mensagem.

Essa é a razão pela qual a boa escrita vem do bom pensamento. De fato, a qualidade do escrito flui diretamente, e expressa a qualidade de nosso pensamento. Aqui está o problema de muitas pessoas que realmente “têm um bom livro dentro delas.” À medida que elas pensam sobre seu livro, elas se tornam mais focalizadas em como dizer do que no que têm a dizer. E isso é um erro, um grande erro.

Em nosso Seminário sobre Escritores Prolíferos, eu objetivei o centro do bem escrever como sendo o pensar de boa qualidade, e a acuidade do pensamento como uma questão de viver com uma idéia até que ela se aposse de nós. Muitas pessoas têm uma idéia e saem correndo para escrevê-la, resultando no fato de que escrevem idéias inacabadas, não testadas nem experimentadas no cadinho de suas mentes.

O que significa viver com uma idéia? Significa focalizá-la intencionalmente e conhecê-la realmente. Significa apaixonar-se por essa idéia… olhar para ela de perspectivas múltiplas, virá-la de dentro para fora, explorar a história da idéia, penetrar nas mentes e corações de outros que dançaram com ela. Significa fazer viagens à biblioteca local e familiarizar-se com o campo dentro do qual essa idéia cresce e com as grandes mentes que a semearam. Significa, também, segurar essa idéia enquanto ela não tem uma forma, quando ainda é vaga, quando sua mente está vazia a respeito de como formulá-la. Significa viver com a ambigüidade, a confusão e a incerteza, por algum tempo.

Como um jovem apaixonado por uma mulher maravilhosa, focaliza-se intencionalmente sobre quem ela é, como se parece, suas melhores qualidades; também significa viver com essa idéia quando suas faltas e imperfeições vêm à tona. Esse é o Ato de Escrever que resulta num escrito melhor e, ao longo do tempo, em escrever de maneira prolífera. Isso permitiu que me tornasse muito mais produtivo.

Isso é válido especialmente ao longo do tempo. Nos últimos anos, venho escrevendo 3 livros por ano, dois ou três manuais de treinamento, e 30 a 35 artigos. Mais recentemente, eu notei o desenvolvimento de um padrão. É o padrão de qualidade e profundidade: quanto mais tempo, mais profundamente e mais intensamente eu vivo com um assunto, tanto mais idéias surgem, tanto mais ricas elas se tornam, e mais percepções aparecem.

“E Agora, Como Vou Dizer Isso?”

Em PNL , dizemos que se você tem apenas uma escolha, você está vivendo a vida excitante de um robô. Se você tem duas escolhas, você vive entre duas coisas igualmente desagradáveis entre as quais é preciso optar. É somente quando você tem pelo menos três escolhas que você realmente tem alguma opção. O mesmo aplica-se aos escritores.

Se você tiver uma boa idéia, arranje uma meia dúzia de maneiras para expressá-la. Para o escritor, isso significa aprender sobre uma grande variedade de dispositivos literários e estilos de apresentação. Até mesmo um artigo numa revista pode ser apresentado na forma de carta, lançamento de jornal, descrição de “como fazer”, argumentação de um ponto de vista, revisão de um livro ou treinamento, indução hipnótica, historieta, biografia, poesia, entrevista, notícia, etc.

Podemos, também, escrever a partir de muitas perspectivas, adotar muitos tons de voz, usar muitos padrões de linguagem, e evocar centenas de estados. Essa multidão de variáveis no escrever oferece-nos um meio para desenvolver uma enorme flexibilidade. E o uso combinado delas pode tornar a experiência de escrever um eterno desafio e desenvolvimento pessoal.

Jogos Prolíferos.

Um de meus principais companheiros em Neuro-Semântica, E. Keith Lester, formou um grupo especial na internet (prolificwriting@yahoo.com) para todos os participantes do treinamento. Alguns dias após retornar, enquanto um senhor estava escrevendo para o grupo, ele comentou que tinha adotado uma de minhas crenças de suporte. Li com mais intensidade. Qual era essa crença de suporte? Ele disse que era a estratégia direcionada para a crença: “Eu vejo em todos os momentos disponíveis uma oportunidade para escrever.”

Embora isso tenha tocado uma campainha dentro de minha mente, eu não estava consciente de ter comunicado isso. Primeiro, quis escrever isso e lembrá-lo! Com certeza, não tinha colocado essa sentença na primeira edição de meu manual de treinamento. No entanto, a reconheci como um dos meus recursos , e muitas de minhas histórias mostram isso. E, na verdade, raramente tenho que bater cabeça planejando: “Eu poderia ter um momento para escrever!” Eu mantenho um caderno sempre comigo, simplesmente para pensamentos que surgem em bancos e armazéns, enquanto dirijo, etc.

Quando estou em casa, sempre começo meu dia com duas ou três horas de leitura num café local. Sempre tenho um livro em banho-maria na minha mente. E leio um livro de cada vez. Para mim, é como ter uma conversa com o autor. Durante o café, nós conversamos. Na maior parte do tempo eu ouço, embora esteja sempre escrevendo notas nas margens, fazendo perguntas, imaginando, verificando referências, visitando bibliotecas, argumentando, indexando os pontos e linhas de arrazoado do autor, e fazendo filmes mentais em minha cabeça.

Eu escrevo principalmente para aprender, para descobrir, para compreender, e para experimentar. Se eu puder escrever de forma a passar idéias e estados para os outros, eu imagino que conheço bem o assunto. Meu jogo é, principalmente, “Escrever para mim mesmo”. Isso me ajuda a esquecer a preocupação de “escrever escrevendo.” Eu escrevo para compreender mais plenamente, para desenvolver minhas próprias habilidades e competências. Muitas coisas que agora são livros, (i.e., The Spirit of NLP, Becoming a Ferocious Presenter, Meta-States), eu as escrevi inicialmente só para meus próprios olhos, simplesmente como anotações.

Neste sentido, eu não posso não escrever. Eu sinto tanto prazer em fazer isso que, se um dia isso se tornasse ilegal ou um grave delito contra o estado, eu iria para baixo da terra para escrever. Brincar com as idéias, encontrar maneiras novas de expressar uma compreensão emocionante, explorar o que não sei, descobrir o que faço – esses são os prazeres físicos e semânticos de escrever.

Um escritor de livros sobre escrever disse que se algo é digno de ser vivido, é digno de ser escrito. Esse é um tema comum no campo da escrita. Escreva sobre aquilo que você está experimentando todos os dias. Acorde e veja, veja realmente, as pessoas, os eventos, as experiências, as palavras, a cultura, as oportunidades.

Há outro lado nessa história. Escrever é viver. Escrever nos desperta de uma maneira maravilhosa. Força-nos a notar, ver, ouvir, sentir, desenvolver a consciência sensorial. Escrever acorda-nos para nossas idéias, nossas estruturas mentais superiores, nossos estados neuro-semânticos. De fato, a qualidade de nossas vidas afeta a qualidade de nossos escritos e vice-versa. Escrever convida-nos gentilmente a tornar-nos mais autênticos, e mais conhecidos para nós mesmos.

Se você escreve ou não suas experiências de vida e pensamentos, a vida que você vive – a vida da qual você é “autor” relaciona-se com as palavras de sua autoria. E ser autor de uma vida, um livro, um poema, uma história, etc., é descrever, em parte, a maneira como desenvolvemos nossa autoridade pessoal para falar e escrever sobre aquilo que aprendemos, experimentamos, esperamos, desejamos e sabemos. Temos vivido com uma idéia e essa idéia tem influenciado nossa mente, emoções, e vida. Ela tem sido a autoria de muitas facetas de quem somos. Não é de admirar que sejamos, então, capazes de escrever com mais autoridade.

E há, também, a maravilha da co-autoria. Quando você se compromete a trabalhar em co-autoria com alguém, num artigo, livro, manual de treinamento, peça de publicidade, narrativa, biografia, etc., você entra em outra dimensão de escrita. Se você estabeleceu as estruturas que lhe permitem navegar efetivamente nos estágios e processos, então você tem um sócio para suas explorações – outra mente com a qual afiar a sua. Escrever em co-autoria também ajuda a se tornar mais prolífero.

E depois vem o crescimento.

Além do crescimento interior que no torna mais ricos em mente e palavras, o ato de escrever nos proporciona um grande crescimento externo. Desde a criação de produtos que podem deixar um legado, transmitir conhecimento para a próxima geração ( “ligação com o tempo” para citar Korzybski), escrever pode aumentar sua credibilidade pessoal, abrir portas de oportunidades, fazer algum dinheiro, e tocar as vidas de pessoas que você jamais viu sobre a face da terra

L. Michael Hall, Ph.D., é pesquisador e modelador, treinador internacional e empreendedor, e mora em Grand Jct.CO. É co-fundador da Society of NeuroSemantics (P.O.Box 9231: Grand Jct. . 81501, USA; 970 523-7877.
Web site: www.neurosemantics.com

Publicado na Anchor Point de Abril de 2001
Trad. Hélia Cadore
Artigo publicado no Golfinho Impresso Nº83 de Dezembro/2001

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