Aprenda a educar seu filho Abaetetuba, Pará

Na primeira parte deste artigo, analisamos a maneira como os pais podem ajudar seus filhos, reconhecendo suas tristezas, ressignificando seus problemas para transformá-los em desafios úteis. A seguir, vamos analisar de que maneira podemos responder a situações em que os pais estão... Veja mais no artigo abaixo.

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Aprenda a educar seu filho

  • Parte 1
  • Parte 2
Parte 1

Por Richard Bolstad e Margot Hamblett

Na primeira parte deste artigo, analisamos a maneira como os pais podem ajudar seus filhos, reconhecendo suas tristezas, ressignificando seus problemas para transformá-los em desafios úteis, e levando-os a encontrar suas próprias soluções. A seguir, vamos analisar de que maneira podemos responder a situações em que os pais estão preocupados com o comportamento de seus filhos.

Diferentes habilidades para situações diferentes

Nossa experiência, bem como a pesquisa realizada por educadores especializados em relacionamentos familiares, como Thomas Gordon (1970, 1989), mostram que nas situações em que meus resultados básicos não são alcançados, as diferentes respostas verbais são bem sucedidas, sendo úteis na medida em que os resultados de outra pessoa (como meu filho) também não são alcançados. Isso enfatiza a importância de descobrir, em primeiro lugar, quem tem qual objetivo.

Crianças ansiosas, preocupadas, ressentidas, frustradas, iradas, medrosas ou infelizes de qualquer maneira (temporária, específica, situacional) têm dificuldade em alcançar seus objetivos. As habilidades próprias para um pai usar nessa situação são aquelas que abrangem o rapport (enquadrar-se no comportamento da criança, reconhecer suas preocupações, e ouvir). Incluem, também, habilidades verbais que ajudam a criança a esclarecer qual é o seu objetivo e a criar suas próprias soluções com segurança. Conselho, crítica, sermão, interrogatório, reafirmação e outras “habilidades paternas”, que podem ser seguras em situações em que todos estão felizes com seus resultados, não são respostas apropriadas quando a outra pessoa dá sinais de que “tem um problema”. As duas habilidades verbais mais eficazes nesta situação são: fazer um questionamento que leve ao esclarecimento do problema (ex.: “Isso realmente dói!” “Então o problema que você está enfrentando é… ” “Você quer…”) e fazer perguntas focalizadas nas soluções (ex.: “O que significa, para você, solucionar esse problema?” “Vamos descobrir o que precisa ser feito de maneira diferente aqui?”).

Por outro lado, quando nós, como pais, estamos irritados, preocupados, ressentidos, frustrados, irados, com medo, ou de qualquer forma não atingindo nossos objetivos básicos, nós também “temos um problema”. Isso não significa que seja “nossa culpa”- mas simplesmente que quem tem de mudar alguma coisa somos nós. Quando meu problema é com algum assunto não relacionado com outros membros da família, eu uso minhas próprias habilidades de geração de soluções para resolvê-lo. Mas quando meu problema é relacionado a um comportamento de um filho, é claro que devo comunicá-lo a ele, de alguma maneira. Conselhos, crítica colocando a culpa nele, sermão, interrogatório e habilidades semelhantes não são, mais uma vez, eficazes. A habilidade verbal mais útil, quando o problema é meu, consiste em descrevê-lo claramente. Fazendo isso, transmito à criança informações sobre o comportamento sensorial específico que gerou o problema, mais do que minha teoria sobre suas intenções internas ou meu julgamento sobre tal comportamento. Ao invés de dizer: “Você não cumpriu nosso trato”, digamos algo mais específico, como: “Esta manhã, você acordou meia hora depois do horário que tínhamos combinado.” Podemos também falar-lhe sobre o efeito concreto que esse comportamento tem sobre nós, e sobre a natureza do estado indesejável em que nos encontramos. Nesse caso, a comunicação será uma mensagem do “eu”, usando uma forma como: “Eu tenho um problema, e gostaria que me ajudasse. Quando… o efeito sobre mim é / foi… e eu sinto / senti…” (Por exemplo, “Eu tenho um problema, e gostaria que me ajudasse. Quando você se levantou meia hora mais tarde, esta manhã, eu tive que fazer uma porção de coisas a mais para que você não se atrasasse na escola. Eu não gosto dessa sensação de correria.”).

Esta maneira de pensar sobre os eventos termina com a idéia de que as crianças se comportam mal. Dizer que as ações de uma criança são um ‘mau comportamento’ é simplesmente uma maneira de dizer que ela não atende os objetivos de seus pais. Essa é uma avaliação que fala dos objetivos dos pais, mas nem sequer menciona os objetivos dos filhos. Quando os pais começam a pensar em termos das necessidades básicas dos outros, de seus problemas, ou de seus objetivos, eles ficam menos interessados em avaliar as ações das crianças como “boas” ou “más”, e mais interessados em encontrar soluções que sirvam tanto para os pais como para os filhos.

Dois passos

Na vida real, os problemas estão ora com uma pessoa, ora com outra. Ao ajudar uma criança a resolver seu problema de montagem de blocos, eu posso descobrir que ela tem valores e atitudes em relação à minha tarefa de cozinhar, dos quais eu me ressinto profundamente. Eu preciso monitorar a situação, para identificar a hora de passar do ouvir para o falar, para transmitir minha mensagem de “eu”.

Certamente, se eu der uma mensagem “eu”, a criança que a recebe poderá sentir-se desconfortável com isso; pode até experimentar raiva, humilhação, ou insulto. Portanto, antes de enviar ou de explicar novamente minha mensagem “eu”, é necessário que eu responda a esse novo problema da criança (ex.: seu embaraço diante de minha mensagem “eu”), ouvindo o que ela tem a dizer. Faço isso até que a criança indique que se sente compreendida (geralmente fazendo que sim com a cabeça). Então, estaremos novamente em rapport, para que eu possa dar um mensagem “eu” revisada. O resultado é uma espécie de “dança” de “dois passos”. Exemplo:

Mãe: “Eu quero falar sobre uma coisa, Johnny. Eu notei que você foi deitar-se uma hora mais tarde ontem à noite, e levantou-se meia hora atrasado esta manhã. Isso provocou uma correria hoje, a fim de que você não se atrasasse para a escola. Eu não gosto dessa sensação de correria.” (A mãe descreve seu problema com uma mensagem “eu”).

Filho: “Eu acho que não me atrasei muito hoje de manhã. Eu ainda consegui tomar meu café.” (A criança indica que tem uma problema, agora, por ouvir a mensagem “eu”).

Mãe: “Você acha que fez tudo. Você não sabia que isso foi um problema?” (audição reflexiva).

Filho: Faz que sim com a cabeça (sente-se compreendido e volta ao rapport).

Mãe: “Bem, mas isso fez diferença para mim. Eu tive que fazer coisas como arrumar sua cama e aprontar seu café, e isso dentro de pouco tempo. Foi um trabalho duro.”( enviando novamente uma mensagem “eu” modificada).

Filho: “Ah, eu simplesmente me esqueci da hora ontem a noite. Eu estava cansado hoje de manhã. Da próxima vez, vou ter mais cuidado.” (problema resolvido. Os objetivos de ambos foram alcançados.)

Neste caso, o resultado dos Dois Passos é a concordância da criança em mudar. Muitos problemas de pais com seus filhos podem ser solucionados dessa maneira simples. No entanto, como os pais sabem, pode haver outro tipo de situação. Uma é que a criança pode ter algum problema de maior prioridade para ela, que a leva a ter esse comportamento que os pais desejam mudar. Isso cria um conflito de necessidades e objetivos, que exige uma procura de solução satisfatória para ambos. Exemplo:

Mãe: “Eu quero falar sobre uma coisa, Johnny. Eu notei que você foi deitar-se uma hora mais tarde ontem à noite, e levantou-se meia hora atrasado esta manhã. Isso provocou uma correria hoje, a fim de que você não se atrasasse para a escola. Eu não gosto dessa sensação de correria.” (A mãe descreve seu problema com uma mensagem “eu”).

Filho: “Eu acho que não me atrasei muito hoje de manhã. Eu ainda consegui tomar meu café.” (A criança indica que tem uma problema, agora, por ouvir a mensagem “eu”).

Mãe: “Você acha que fez tudo. Você não sabia que isso foi um problema?” (audição reflexiva).

Filho: Faz que sim com a cabeça (sente-se compreendido e volta ao rapport).

Mãe: “Bem, mas isso fez diferença para mim. Eu tive que fazer coisas como arrumar sua cama e aprontar seu café, e isso dentro de pouco tempo. Foi um trabalho duro.”( enviando novamente uma mensagem “eu” modificada).

Filho: “Ah… eu simplesmente me esqueci da hora ontem à noite. O filme estava tão bom! Eu adoro ver esses filmes.”

Mãe: “Bem, a correria de manhã é um problema. Eu gostaria de encontrar uma maneira de tornar isso mais fácil para mim e, ao mesmo tempo, garantir que você veja esses bons filmes.” (enviando uma mensagem “eu” modificada).

Filho: “Por que nós não … ” (procura uma solução ganha-ganha).

Um terceiro resultado possível dos Dois Passos é a criança não acreditar que seu comportamento afeta concretamente sua mãe. Neste caso, a criança perceberá a mãe como tentando coagi-lo a seguir seus próprios valores e características pessoais. Trata-se de um conflito de valores. Por exemplo:

Mãe: “Eu quero falar sobre uma coisa, Johnny. Eu notei que você foi deitar-se uma hora mais tarde ontem à noite, e levantou-se meia hora atrasado esta manhã. Isso provocou uma correria hoje, a fim de que você não se atrasasse para a escola. Eu não gosto dessa sensação de correria.” (A mãe descreve seu problema com uma mensagem “eu”).

Filho: “Eu acho que não me atrasei muito hoje de manhã. Eu ainda consegui tomar meu café.” (A criança indica que tem uma problema, agora, por ouvir a mensagem “eu”).

Mãe: “Você acha que fez tudo. Você não sabia que isso foi um problema?” (audição reflexiva).

Filho: Faz que sim com a cabeça (sente-se compreendido e volta ao rapport).

Mãe: “Bem, mas isso fez diferença para mim. Eu tive que fazer coisas como arrumar sua cama e aprontar seu café, e isso dentro de pouco tempo. Foi um trabalho duro.”( enviando novamente uma mensagem “eu” modificada).

Filho: “Prá que fazer minha cama? E por que tenho que tomar café? Eu não sinto fome! O pai nem sempre toma café.”

Mãe: “Bem, eu tenho uma opinião diferente sobre o que pode acontecer se você não tomar café. Podemos falar sobre isso agora?” (enviando novamente uma mensagem “eu” e pedindo permissão para influenciar os valores do filho).

Filho: “Acho que sim. Quero dizer, eu não sinto fome antes do almoço. E o café é chato! …”(mãe e filho estão num processo de influência mútua de valores).

O processo ganha-ganha.

Quando um pai e um filho têm objetivos básicos conflitantes, o uso da mensagem “eu” e a audição reflexiva ajudam a esclarecer isso sem culpa. O pai pode, então, conduzir a resolução do problema para encontrar uma solução que atenda às expectativas mútuas. Pode-se pensar sobre isso como um processo de sete passos:

Coloque a situação como um problema a ser resolvido em cooperação.

Defina a necessidade ou objetivo básico de cada pessoa (aquilo que impulsiona suas ações).

Fazendo um brainstorming, busque soluções que atendam os objetivos básicos de cada um.

Avalie essas soluções para descobrir se elas atendem bem tais objetivos.

Escolha as melhores soluções.

Planeje e aja sobre as soluções escolhidas.

Verifique como essas soluções funcionam.

Definir o problema em termos de necessidades ou objetivos básicos é extremamente importante para este trabalho. Como pais, nossa tentação é de adivinhar os objetivos dos filhos. Estando sob pressão, podemos até presumir que o objetivo básico deles é o de contrariar-nos ou de forçar-nos a fazer o que eles querem. Contudo, em termos de PNL, sabemos que todo comportamento resulta da tentativa da pessoa de criar um estado mais positivo para si própria. Uma vez que entendamos como ela está tentando alcançar esse estado positivo, fica fácil descobrir maneiras de ajudá-la, ao mesmo tempo em que nós alcançamos os nossos próprios objetivos. Através da técnica de ouvir reflexivamente, podemos ajudar os filhos (e outras pessoas) a esclarecer suas necessidades mais fundamentais, ao invés de simplesmente adotar a primeira solução que eles apresentem, como meio para atingi-las.

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