Aperfeiçoando o feedback Boa Vista, Roraima

Este exercício foi criado para ajudar as pessoas a alcançar um estado no qual podem ouvir mais atentamente o feedback. Foi desenvolvido através da experiência de muitos, inclusive minhas, que tinhamos medo de feedback em treinamentos de PNL. Aprenda mais abaixo.

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Aperfeiçoando o feedback

por Birthe Jonasen

Este exercício foi criado para ajudar as pessoas a alcançar um estado no qual podem ouvir mais atentamente o feedback, mesmo quando é mais crítico do que é proposto neste exercício. Foi desenvolvido através da experiência de muitos, inclusive minhas, que tinhamos medo de feedback em treinamentos de PNL.

Para muitos é difícil até mesmo ouvir elogios sobre as coisas maravilhosas que fazem em exercícios, por causa do seu crítico interior, que iniciou sua própria competição. Estando ambos, o treinador e o assis-tente, em treinamentos diferentes, a necessidade de encontrar uma solução para melhorar o como rece-ber feeedback torna-se para mim um ponto óbvio.

O procedimento foi experimentado na Dinamarca várias vezes em grupos de estudo e o feedback recebido, foi o que criou uma relação segura entre os membros do grupo, de tal modo que algumas pessoas podem praticar os exercícios posteriormente com a sensação de estarem bem e seguros. Depois do exercício, o feedback é ouvido sem maiores comentários ou a necessidade de defender seu desempenho, mas com o sentimento de estarem sendo assistidos para melhorar suas habilidades e comportamentos.

Espero que a utilização deste exercício seja útil para melhorar a sensação de segurança nos treinamentos e aumentar o aprendizado num todo.

O EXERCÍCIO

Este exercício pode ajudá-lo a melhorar sua habilidade em receber e dar feedback. Você necessita um grupo de no mínimo 3 pessoas, se possível mais de 3. Uma pessoa ouve, enquanto os outros falam, um de cada vez.

1. A pessoa que vai escutar e a que vai falar primeiro devem ser escolhidas.

2. O ouvinte escuta em silêncio a pessoa que está falando. O ouvinte não deve fazer comentários ou dizer nada, a não ser “sim”, “OK”, “mmhmm” e “obrigado” àquilo que foi dito.

A pessoa que fala comenta sobre 3 aspectos:

(a) sobre o que ele/ela gosta no ouvinte. “Eu vejo/sinto… e eu gosto” (comentários a nível de identidade)

(b) coisas que o ouvinte pode melhorar (sentenças positivas) “Se você fez/disse… como eu vi/ouvi você fazer…eu sentiria…, e eu gostaria que você fizesse isto mais vezes.” (comentar o comportamento - nunca a identidade - baseado no sensorial, específico e orientado para o futuro) e,

(c) termina com uma pergunta, algo que a pessoa que está falando tenha pensado sobre o ouvinte, ou talvez queira que o ouvinte pense a respeito (baseado no sensorial, específico e orientado para o futuro). Faça uma pergunta com a qual encorajará novos pensamentos/idéias; algo que você gostaria de saber ou pensou sobre o ouvinte ou alguma coisa que ele/ela possa pensar a respeito (orientado para o futuro, em direção a, e coloque em positivo).

3. O ouvinte apenas diz “obrigado”, e escuta a próxima pessoa, que começa no passo 2 (a).

4. Quando todos tiverem completado o estágio 2, um novo ouvinte é escolhido e o processo repetido a partir do passo 2, sem discutir o conteúdo ou formular perguntas.

5.
Quando todos do grupo tiverem feito o papel de ouvinte, exercício termina sem comentários, perguntas ou discussões.

Esta atitude é tomada para que todos vivenciem a experiência de receber o feedback sem fazer nada, a não ser escutar e guardar para futuras considerações. O objetivo é o participante receber o feedback sem sentir a necessidade de explicar ou defender-se ou omitir depoimentos favoráveis.

Eis aqui alguns exemplos de possíveis comentários nas 3 categorias. Isto é apenas para sugerir o que pode ser dito, pois há várias maneiras para apreciar ou apoiar outras pessoas.

O exercício todo é baseado na intenção positiva de ajudar a pessoa a crescer com a sensação de segurança, aceitação e respeito.

1. Algo grande; a nível de identidade, algo que você realmente gosta sobre a outra pessoa, a maneira como é, como se expressa ou em que acredita.

” Eu vejo (ou sinto) o carinho com que você trata as outras pessoas e eu gosto disto.” “Eu sinto a profunda confiança que você tem na vida e eu gosto muito disso.”

“Eu vejo como você sabe encorajar a si mesmo, e isto é maravilhoso. Eu gosto muito disto.”

“Eu experimentei sua compreensão e aceitação das outras pessoas várias vezes, e isto é uma coisa que gostei muito.”

“Eu sinto um poder interior e gosto da maneira que você o usa.”

“Eu gosto de você como você é. Você é maravilhosa.”

2. Observação detalhada baseada no sensorial, de comportamentos, que você gostaria que a pessoa tivesse mais, seu próprio beneficio deste comportamento em particular, pode estar incluído no comentário. A idéia aqui é focar em algo positivo. Algo que você aprecie que a pessoa faz algumas vezes, e que você gostaria de ver/ouvir mais no futuro.

“Cada vez que você fala ou comenta alguma coisa do que está acontecendo, eu compreendo mais e mais claro, eu desejo que no futuro você faça isso cada vez mais.”

“A maneira que ouço você ressignificar o argumento entre X e Y me faz sentir mais segura em sua presença, e eu gostaria de experimentar mais isto no futuro.”

“Eu vi você apoiar X durante o exercício explicando as etapas de uma maneira clara e gentil, o que me fez sentir bem e aceito, e eu gostaria de ver mais isto no futuro.”

“Para mim seu feedback sobre a presentação foi muito específico, direto e fácil de entender, e eu gostaria que você fornecesse mais disso.”

As perguntas são formuladas para levar as pessoas a pensarem em outra direção que a usual, para despertar a parte criativa, pois novos caminhos podem ser abertos e talvez acendam luzes em áreas escuras de recursos não usados ainda, padrões de pensamentos e crenças sobre possibilidades.

As perguntas não têm necessariamente algo a ver com A ou B, mas podem ser sobre qualquer coisa que você pensou em relação à outra pessoa.

Algumas vezes é natural “C” dar continuidade a “B” na pergunta: “O que aconteceria se você fizesse mais…”, o que faz o ouvinte pensar sobre novas maneiras de fazer as coisas. E outras vezes a pergunta pode ser dirigida à identidade:

“Você lembra de cuidar-se, amar-se e presentear-se?”

“Você pensou no que aconteceria se você compar-tilhasse suas emoções e me/nos dissesse o que você quer?”

“Você pensou como seria não fazer nada durante meia hora em cada dia, exceto ser você?”

Meu objetivo é criar um ambiente seguro para mim e para os outros, onde todos podem realmente aprender o que querem, tanto através de pequenos milagres ou de muitos erros, recebendo feedback e melhorando para alcançar a maestria.

Birthe Jonasen trabalha com PNL e é Trainer na Dinamarca

Publicado na Revista Anchor Point, AGO/95
Traduzido por M. Luiza Figueras
Revisado por M.H.Lorentz
Publicado no Golfinho Impresso Nº 14 de NOV/95

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