Analise as origens da astronomia e astrologia Rio Verde, Goiás

Entenda porque a astrologia não é considerada ciência. Um estudo relata a eficiência das previsões astrológicas. Compreenda também, quais são os principios científicos da astronomia.

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Analise as origens da astronomia e astrologia

Introdução

Acredita-se que a curiosidade de observação do céu surgiu na antiga mesopotâmia. As raízes da astrologia foram concebidas há milênios, quando os povos começaram a perceber as diferentes luzes no céu noturno. Sem dúvida, nessa época ainda se conhecia muito pouco sobre a natureza dos objetos celestes. Portanto, é de se esperar que a interpretação dada a seus fenômenos físicos seja bastante figurativa. As constelações, por exemplo, surgiram através de projeções de figuras familiares, como o escorpião, o leão, ou até mesmo de lendas e mitologias, em ligações imaginárias entre estrelas.

Outras interpretações atribuíam aos astros e estrelas um caráter divino. Num período dominado por crenças em magia e superstição, as pessoas passaram a buscar nos astros respostas para seus medos e anseios, procurando perceber ou encontrar uma mensagem que indicaria qual a vontade ou satisfação dos deuses para consigo. Os primeiros astrólogos, então, eram pessoas capazes de dar tais respostas que alguém estava procurando. A astrologia foi trazida para o ocidente pelos gregos, influenciados pelos babilônios.

A observação primordial do céu ainda trouxe a informação de que as mudanças que nele ocorriam não eram totalmente aleatórias, ou seja, havia certa regularidade nessas mudanças. Não demorou muito para perceberem que esta regularidade poderia estar associada a períodos de maior intensidade solar ou de maior frequência de chuvas, por exemplo, levando à conclusão de que haviam períodos no ano em que as condições do tempo eram mais promissoras para o plantio e colheita. Logo, o conhecimento do céu era de extrema importância para estas sociedades antigas e esta necessidade de conhecimento da posição dos planetas deu início à Astronomia.

Embora o surgimento das bases de ambos os conceitos, a astronomia e a astrologia assumiram posições de estudo totalmente diferentes no período contemporâneo, onde a credibilidade científica é conferida apenas aos estudos da astronomia. Este artigo apresenta, na visão dos astrônomos, porque a astrologia deve ser vista com cuidado pelas pessoas e porque ela não é uma ciência, mas sim uma crença.

Os propósitos da Astronomia e Astrologia

Astronomia e astrologia são palavras de origem grega. “Astronomia” é composta de astron e nomia, que significam, respectivamente, astro e regra, ou lei. A Astronomia é uma ciência que estuda a composição, movimento e os processos físicos que ocorrem nos astros. Atualmente, a astronomia não é uma ciência isolada, mas utiliza cada vez mais recursos e conhecimento de outras ciências, como a física, computação, química e biologia. A palavra “astrologia” é composta por astron e logos, que significa estudo. A astrologia, portanto, trata do estudo da influência dos astros sobre o comportamento e destino da vida das pessoas.

Porque a astronomia é considerada uma ciência e a astrologia não

Uma das características fundamentais da Ciência é descrever o comportamento da natureza baseando-se na observação e experimentação. A astronomia é uma ciência baseada em leis conhecidas e consolidadas da física. Os resultados obtidos pelo exercício da ciência – onde se inclui a astronomia – com base nestas leis, são únicos, ou seja, podem ser reproduzidos por qualquer pessoa que conheça essas leis e a metodologia empregada.

A astrologia, por sua vez, baseia-se em um mecanismo conhecido por horóscopo, que é uma carta onde se mostra a posição dos planetas no céu no instante do nascimento da pessoa e sua relação com os signos do Zodíaco, que é apenas um conjunto de constelações por onde, aparentemente, o Sol e os astros se movimentam. Também pode ser baseada no signo solar, que é o elemento em que o Sol está posicionado no momento do nascimento da pessoa. A astrologia assume ainda que a Terra está no centro do Universo, rodeada pelo Zodíaco, e a definição dos signos ignora a precessão do eixo de rotação da Terra. Devido à precessão dos equinócios, o Sol atualmente cruza Áries de 18 de abril a 12 de maio, Touro de 13 de maio a 20 de junho, Gêmeos de 21 de junho a 19 de julho, Câncer de 20 de julho a 9 de agosto, Leão de 10 de agosto a 15 de setembro, Virgem de 16 de setembro a 30 de outubro, Libra de 31 de outubro a 22 de novembro, Escorpião de 23 de novembro a 28 de novembro, Ofiúco de 29 de novembro a 16 de dezembro, Sagitário de 17 de dezembro a 18 de janeiro, Capricórnio de 19 de janeiro a 15 de fevereiro, Aquário de 16 de fevereiro a 11 de março e Peixes de 12 de março a 17 de abril. Desta maneira, determina-se o signo regente de uma pessoa com base no enquadramento de sua data de nascimento em algum destes intervalos.

A comunidade astronômica levanta uma série de questões que colocam em xeque a teoria astrológica. Alguns críticos a consideram apenas uma superstição, pois, até o momento, não foi capaz de demonstrar, segundo os preceitos científicos, os resultados que afirmam obter.

CAMPOS (2009) mostra um exemplo interessante: Pretende-se analisar o movimento do planeta Marte. Para os astrônomos, interessa registrar o seu movimento de translação, por exemplo, a fim de construir um modelo matemático que permita explicar esse movimento. Esse modelo é testado, através da previsão de suas posições futuras. Este mecanismo foi importante, por exemplo, para se planejar o melhor momento – quando Marte estaria mais próximo da Terra – para se mandar uma sonda espacial até Marte. Já a astrologia se preocupa em identificar a posição deste planeta na faixa do Zodíaco em um determinado momento, como o nascimento de uma pessoa. Este mecanismo, por sua vez, pretende, com base nas características mitológicas do planeta Marte e do signo do Zodíaco, prever alguma característica que essa pessoa venha a desenvolver no futuro. Mitologicamente, o planeta Marte está associado à agressividade, logo, a pessoa tende a ser agressiva. Entretanto, esta hipótese nunca é testada ou foi comprovada.

Este exemplo, portanto, ilustra o fato de que a astrologia não se enquadra dentro do paradigma científico, segundo os astrônomos.

Diversos cientistas apresentaram inúmeras dificuldades em relação à confiabilidade estatística das previsões alicerçadas pela astrologia. Por exemplo, alguns jornais trazem consigo uma coluna que apresenta previsões diárias, de acordo com o signo da pessoa. Tomando como base o número de signos (12, pois a constelação de Ofiúco não é reconhecida pela astrologia), qual seria a probabilidade de que 1/12 da população mundial (cerca de 400 milhões de pessoas) estejam sujeitos à ocorrência dos mesmos eventos?

Outra dificuldade bastante enunciada pelos cientistas é a influência, ou efeito, dos objetos celestes sobre as pessoas. Segundo a teoria da gravidade de Isaac Newton e posteriores estudos de Albert Einstein sobre a gravidade mostram que a força gravitacional de corpos na própria Terra sobre as pessoas é maior do que o efeito dos astros, devido à enorme distância entre eles e a massa desprezível do homem em relação a um planeta, por exemplo. Se a previsão é independente da distância dos objetos, qual seria então o tipo de força que age sobre nós, nunca detectada por nenhum experimento laboratorial, seja na Terra ou no espaço. Por fim, os cientistas colocam ainda que a astrologia, então, passa a desconsiderar totalmente todos os outros sistemas do Universo – estrelas, exoplanetas, galáxias, etc.

Os testes científicos sobre as previsões astrológicas

A fim de dar consistência a seus argumentos, os próprios cientistas se encarregaram de testar as previsões da astrologia e estudar estatisticamente seus resultados, com base em diversos experimentos realizados.

Bernard Silverman, psicólogo da Michigan State University (Estados Unidos), comparou as previsões de compatibilidade (ou incompatibilidade) do horóscopo de 2.978 casais e 478 divórciados. Ele mostrou que pessoas julgadas “compatíveis” pelas previsões casam-se e divorciam-se com a mesma frequência das consideradas incompatíveis. Portanto, não houve nenhuma relação entre o horóscopo e a suposta compatibilidade.

Os astrônomos Roger Culver, da Colorado State University (Estados Unidos) e Philip Ianna, da Universidade de Virgínia (Estados Unidos) registraram mais de 3 mil previsões específicas (para políticos, atores famosos, dentre outros) publicadas por astrólogos e organizações astrológicas, num período de 5 anos. Verificaram que somente 10 % delas estavam certas.

O físico John McGervey, da Case Western University, estudou a biografia e datas de nascimento de 6.000 políticos e 17.000 cientistas, onde não encontraram qualquer correlação entre a data de nascimento, ou o signo, e a profissão prevista pela astrologia. Nesta mesma metodologia de teste, Peter Hartmann, Martin Router e Helmut Nyborg examinaram a relação entre a data de nascimento (ou o signo) e as características individuais de 15 mil pessoas. Neste estudo, os pesquisadores também mostraram que não houve nenhuma relação entre o signo zodiacal e as características individuais das pessoas (este estudo foi publicado no periódico Personality and Individual Differences, v. 40, p. 1.349).

Considerações finais

Segundo a visão da astronomia, compartilhada pelos cientistas em geral, a astrologia é uma pseudociência, ou seja, um conjunto de teorias que se intitula como ciência, porém não possui o embasamento científico e não manifesta seus resultados por meio da metodologia científica.

Muito da popularidade da astrologia se deve ao fato de que ela é carregada de superstições, com base em crenças, talvez em algumas sociedades, bastante enraizadas no pensamento coletivo. Mesmo que diversas pesquisas mostrem que a fase da Lua não tem relação direta com o crescimento de plantas ou no crescimento do cabelo, cada pessoa é livre para crer no que quiser, é claro. Porém, o que os cientistas alertam é para a utilização da pseudociência para iludir e usurpar dinheiro da população e, não menos importante, a construção de novas gerações livres de preceitos antigos e responsáveis pelo contínuo desenvolvimento do pensamento científico da nossa nação.

Referências Bibliográficas

WUENSCHE, Carlos Alexandre. Astronomia versus Astrologia: O movimento dos astros influencia nosso dia-a-dia? Ciência Hoje, Vol. 43, p. 24 – 29. Janeiro/Fevereiro de 2009.

FILHO, Kepler de Souza Oliveira. Astrologia não é ciência. In: Página do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Disponível emhttp://astro.if.ufrgs.br/astrologia.htm .

BRAGA, João e WUENSCHE, Carlos Alexandre. Seu guia de defesa contra a astrologia. In: Boletim da Sociedade Astronômica Brasileira, 2000. Disponível emhttp://www.das.inpe.br/~alex/Divulgacao/astrology.pdf

DAVOUST, Emmanuel. The purpose of Astronomy. Vistas in Astronomy, vol. 39, Issue 3, pp.315-322. Disponível em http://adsabs.harvard.edu/abs/1995astro.ph..6122D

CAMPOS, Ana Carla. Astronomia versus Astrologia: Uma oportunidade de aprender o que é a Ciência. Gazeta de Física. P. 10 – 13. Disponível em nautilus.fis.uc.pt/gazeta/revistas/27_3/artigo2.pdf

Souza, V. A.

Natural de São José dos Campos - SP. Formado em Ciência da Computação no ano de 2008.

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