Analise a passagem rápida do tempo Formosa, Goiás

A globalização contribuiu para o aumento de tarefas diárias. O autor examina as consequências da falta de tempo para concluir as demandas. Ele comenta também sobre o modelo Europeu de redução de atividades e relaxamento.

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Analise a passagem rápida do tempo

Apesar do tempo real, medido pelas horas, dias, semanas, anos, etc., não sofrer mudanças, acredita-se que cada vez menos tempo se tem para realizar as muitas atividades diárias, independentemente do tempo disponível, o que nos faz chegar à seguinte conclusão: as pessoas em todo o mundo estão sempre correndo e com muita pressa.

Realmente, este tem sido um assunto muito comentado atualmente, sendo até mesmo considerado por estudiosos, e muitos escritores têm contribuído de alguma forma na dissipação dele através de vários artigos de opinião.

  Mas, por que então a teórica falta de tempo tem se mostrado tão importante hoje em dia? Por vários motivos. Um deles tem a ver com uma das possíveis causas das doenças do século – estresse e depressão. Sim, observando os muitos casos que vem ocorrendo, percebe-se que as pessoas pela necessidade de fazer ou realizar as coisas com rapidez – exigido pelo próprio sistema – passam a não ter condições de executar suas atividades com qualidade no tempo solicitado. E quando absorvem muita carga de trabalho e necessitam de realizá-las com eficiência e qualidade o resultado é o chamado estresse que segundo sua definição é o “conjunto de reações do organismo a agressões de ordem física, psíquica, infecciosa, e outras, capazes de perturbar-lhe a homeostase (equilíbrio interno)”. Ao mesmo tempo quando o objetivo não é alcançado, talvez sinta a condição de frustração, incapacidade, fraqueza, o que poderá levá-la à depressão.

Outro motivo tem a ver com a globalização, a qual vem contribuindo para essa correria, pois, tudo tem que ser feito com rapidez e a concorrência pressiona a todos individualmente. Esta correria tem sido vista no nosso dia-a-dia, quer nas ruas, nos locais de trabalho e também nas escolas, onde até nossas crianças estão pagando um preço alto por isso. Infelizmente, isto tem contribuído para valorizar ainda mais a pressa, fazendo com que as pessoas tenham um desgaste maior principalmente quando estas precisam de reconhecimento.

Enquanto se dedicam a uma busca infinita por mais tempo, paga-se um preço alto por isso. O prejuízo é bem visível, e os prejudicados neste intere são muitos. Entre eles a família, os colegas, os amigos e muitos outros.

Este prejuízo fez com que a Europa iniciasse uma campanha chamada de desaceleração e pessoas em muitos países fora deste continente tem aproveitado a idéia e incentivado outros fazer o mesmo. De que se trata? È sugestão considerada muito simples. Concentra-se na redução da quantidade de tarefas diárias, na tentativa de relaxar mais, manter uma aproximação maior com as pessoas - que podem diretamente afetar sua vida favoravelmente – e ter melhor qualidade de vida com bons hábitos alimentares e exercícios físicos modulares. Isso parecer ser muito interessante, visto que, não somente nosso corpo vai agradecer, mas também nossas relações ficarão mais estáveis, onde não mais valorizaremos a pressa, antes daremos muito mais valor ao tempo que dedicaremos às pessoas que nos cercam.

Claro que a conscientização neste aspecto é muito mais do que simplesmente ler um artigo ou a opinião de outros, todos precisam pensar e agir em prol dessa necessidade. Contudo, além da família, os educadores, e também a chefia podem muito contribuir para que isto se torne cada vez mais uma realidade como já foi no passado, onde se dedicava tempo e às vezes, muito tempo nas conversas familiares, nos detalhes do ensino e na valorização do tempo dedicado ao negócio pelo trabalhador.

Realmente o tempo parece sempre estar contra nós, e muitos ainda se queixarão de falta de tempo, mas, nossa dedicação juntamente com bom planejamento poderá fazer a diferença neste respeito, e poderemos sim desfrutar de todo tempo necessário para nos deliciarmos da nossa vida tão preciosa. Talvez no futuro em vez de dizermos não tenho tempo para nada, diremos, tenho todo o tempo do mundo.

Daniel Carvalho Nunes

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