Analise a ocupação irracional das cidades Rio Verde, Goiás

Conheça como funciona a dinâmica das cidades. Estude sobre a ocupação e infra-estrutura das metrópoles. "Será que é racional aglomerar tamanha população em um espaço territorial tão pequeno?", questiona o administrador de empresas Daniel Souza.

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CURSO DE MODELAGEM DE ROUPAS OFICINA DA MODA ONILDA FER
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Analise a ocupação irracional das cidades

Atualmente existem grandes cidades em todos os cantos do globo. De Los Angeles à Lagos, passando por Paris e Beijing, os aglomeramentos humanos superiores a 1 milhão de habitantes são inúmeros. Países ricos e pobres ostentam seus grandes centros como referências sócio-geográficas regionais, como polos de serviços e “hubs” de transporte. Mas serão essas metrópoles realmente algo racional do ponto de vista econômico, ambiental e social? A resposta provavelmente é: não!

Vamos a alguns fatos:

Pela ótica econômica:

- Centros urbanos com população superior a um milhão de habitantes tendem a ser um fácil alvo para a especulação imobiliária, sobretudo em períodos de crescimento econômico prolongado. Imóveis centrais, próximos ao transporte público e a centros populares de compra, atingem valores exorbitantes em curto período de tempo.

- Exemplo atual e crítico desse fenômeno pode ser observado nas principais capitais européias (principalmente Paris), onde um apartamento minúsculo e simples pode ser encontrado para aluguel por mais de um mil Euros/mês. Esse fato afugenta os moradores mais jovens e desestimula a existência de famílias com mais de um filho, o que certamente trará um impacto negativo para a economia da micro-região desses imóveis no médio/longo prazo.

- Outra face disso é o enfraquecimento do comércio nas cidades-satélite desses grandes centros. As cidades menores, que orbitam em torno das metrópoles, muitas vezes vêm a presenciar seu comércio local ser engolido pelos grandes centros de compra (shoppings, hipermercados etc.) disponíveis no grande centro vizinho. O desenvolvimento dessas cidades pequenas e médias é sufocado. Acabam por se tornar cidades-dormitório, focos de desemprego e desorganização. Exemplos disso podem ser encontrados em todas as regiões metropolitanas do Brasil.

- No caso brasileiro, grandes cidades são, ainda, sinônimos de “hubs” de transporte. Algo mais irracional? Impossível. Uma grande cidade já possuí naturalmente problemas com seu trânsito “doméstico”, que se agrava ainda mais pela concentração de carga e passageiros em seus portos, aeroportos, rodovias e armazéns. Exemplo bizarro disso: toda a produção industrial do interior de São Paulo (que é enorme) precisa transitar pelas vias da capital para chegar ao porto de Santos, de onde será exportada. O gasto em horas e combustível é tremendo, na ordem de milhões ou bilhões de Reais/ano. E ainda estamos esperando pela conclusão do Rodoanel viário - obra que foi iniciada com, pelo menos, vinte anos de atraso.

Pela ótica ambiental:

- Megalópoles são sinônimo de problemas ambientais: lixo em excesso, poluição do ar, visual e sonora, escassez de água, doenças facilmente proliferáveis, e por aí vai.

- Recentemente, dirigi por aproximadamente 1 hora no centro de uma grande cidade brasileira. Tantos eram os estímulos áudio-visuais que até fiquei tonto; quase saí de lá com dor de cabeça. Nós não fomos feitos para esse tipo de ambiente. Ele gera em nós stress físico e mental. Gastam-se horas para um percurso de poucos quilômetros. E esse percurso ainda é cheio de “aventuras”, como o risco de assaltos, enchentes, colisões automobilísticas etc. Não há ser humano que agüente! Pelo menos sem ter de pagar essa fatura com sua própria saúde.

Pela ótica social:

- A moral e a ética são facilmente deturpadas em um espaço de grande concentração populacional. É fácil se esconder no meio de uma multidão. A ordem social é claramente inversa à existente em uma cidade menor, onde as pessoas se conhecem, as famílias se conhecem, a polícia conhece as pessoas e as escolas e igrejas são partes atuantes da comunidade. Em um grande centro, a inimizade é estimulada pelo ambiente hostil - seja no trabalho, no trânsito ou mesmo no supermercado. Ninguém me conhece? Então posso dar escândalo, furar a fila e mentir!

- Metrópoles são oásis para a criminalidade. A favelização dessas cidades, idem. Quanto maior for a cidade, maior o público consumidor potencial para os traficantes. Como dito no tópico acima, é muito mais fácil esconder-se, sendo um usuário ou um traficante, em uma cidade com muitas pessoas. Os pontos de comercialização de droga podem se capilarizar. Dos morros ao Leblon, cada bairro pode ter sua “filial”. O trabalho de repressão por parte da polícia se torna muito mais difícil. Da mesma forma, torna-se mais difícil aos pais conhecerem as companhias de seus filhos. As escolas, esquecidas pela sociedade, são muito bem “aparelhadas” pelos traficantes - seja nas portas, seja nos pátios. É algo estatístico: maior a concentração de pessoas em um mesmo espaço (densidade demográfica), maior a criminalidade. Claro que existem exceções, mas essa é a regra.

Em resumo: cidades menores, melhor qualidade de vida. Espaço comum bem aproveitado e planejado, mais racionalidade no uso dos recursos. Relacionamentos humanos estruturados e de confiança, resultam em menos violência.

É óbvio que as cidades maiores são necessárias e muitas vezes trazem grandes benefícios, mas será que precisamos de tantas delas? Será que é racional aglomerar tamanha população em um espaço territorial tão pequeno (em um país de tamanhas proporções)? A violência na América Latina não estará também associada a esse grande inchaço das metrópoles? E no primeiro mundo, até quando o modelo baseado em um alto custo de vida e poucos filhos será sustentável? Ficam as perguntas para esse debate, que, cedo ou tarde, teremos que fazer.

Daniel P. S. M. Souza

Administrador de Empresas, é editor do site Vigilância Democrática (VIDE).

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