Análise Da Educação Três Lagoas, Mato Grosso do Sul

O presente artigo faz uma breve analise sobre as experiências exitosas na avaliação educacional. A avaliação é um processo significativo para a reflexão sobre a prática social, a prática escolar e a interação entre estes âmbitos. Leia mais no artigo abaixo.

Auto Escola Estilo Elite
(67) 3325-3360
r 7 Setembro, 784, Centro
Campo Grande, Mato Grosso do Sul

Dados Divulgados por
Auto Escola 2000 Ltda
(67) 3026-7184
av Afonso Pena, 1649, Bairro Amambaí
Campo Grande, Mato Grosso do Sul

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Auto Escola Autorama
(67) 3324-7263
r Maracaju, 759, Centro
Campo Grande, Mato Grosso do Sul

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Auto Escola Dom Aquino Ltda ME
(67) 3382-2744
r 7 Setembro, 434, Centro
Campo Grande, Mato Grosso do Sul

Dados Divulgados por
Auto Escola Fittipaldi
(67) 3324-5400
r Maracaju, 218, Centro
Campo Grande, Mato Grosso do Sul

Dados Divulgados por
Auto Escola Futura
(67) 3325-4232
r 7 Setembro, 605, Centro
Campo Grande, Mato Grosso do Sul

Dados Divulgados por
Auto Escola Central Sul
(67) 3321-1854
av Mato Grosso, 1313, Vila Ilgenfritz
Campo Grande, Mato Grosso do Sul

Dados Divulgados por
Auto Escola Águia
(67) 3351-4516
av Cel Antonino, 749, Coronel Antonino
Campo Grande, Mato Grosso do Sul

Dados Divulgados por
Auto Escola e Despachante Luiz Ltda
(67) 3324-1303
av Afonso Pena, 593, Chácara Cachoeira
Campo Grande, Mato Grosso do Sul

Dados Divulgados por
Auto Escola CFC Aliança
(67) 3321-0596
r 26 Agosto, 60, Centro
Campo Grande, Mato Grosso do Sul

Dados Divulgados por
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Análise Da Educação

JUSTIFICATIVA

Sempre tive a concepção que avaliar ia além das simples competências e habilidades de elabora um instrumental de avaliação, que a mesma deveria ocorrer de forma processual, contínua e diária para que os nossos resultados fossem mais fidedignos e condizentes como nosso processo de ensino e aprendizagem.

Como afirma Libâneo:

A avaliação é um processo significativo para a reflexão sobre a prática social, a prática escolar e a interação entre estes âmbitos (...) A avaliação como ato de reconstrução se constitui em um processo formativo para as professoras, articulando dialeticamente reflexão e ação; teoria e prática; contexto escolar e contexto social; ensino e aprendizagem; processo e produto; singularidade e multiplicidade; saber e não saber; dilemas e perspectivas. (1994, p.128)

Quando nos referimos ao ato de verificar a aprendizagem dos nossos alunos temos que ter consciência que avaliar consiste em criar um instrumental de crescimento e reflexão para professores e alunos, onde nós na condição de educadores temos que medir a nossa capacidade de transmitir os saberes ministrados em sala de aula e que quando aplicamos um instrumental estamos de forma direta avaliando a nossa metodologia, a nossa didática, a nossa capacidade de transmitir os conteúdos.

 Só conseguiremos criar uma avaliação fidedigna quando tivermos consciência de que ao avaliar estamos verificando as nossas competências e habilidades como educadores, e que estamos criando um instrumental de avaliação que seja reflexiva e formativa, onde essa prática não seja difundida como um instrumento de punição ou de reprovação, mas que esse instrumental seja difundido como um instrumento de reflexão e crescimento para professores e alunos.

Diante dessas observações que transitam em torna de avaliação educacional surgiram as seguintes problematizações: Como criar um instrumental que realmente avaliem as competências e habilidades dos alunos de forma global? Como transformar a avaliação em um instrumento de conscientização, crescimento e reflexão para professores e alunos? Como trabalhar a avaliação de uma forma processual, contínua e formadora?

Com a problematização definida, surgiu à necessidade de criar estratégias e metodologias que possibilitassem a avaliação ser um instrumental mais didático, voltado para a aprendizagem dos alunos, onde a avaliação não fosse um instrumental constituído de apenas perguntas e respostas, mas que fosse um instrumental voltado à aquisição de conhecimentos, reflexões sobre o processo de aquisição e acomodação de novas aprendizagens. Pois, a avaliação é parte do processo ensino aprendizagem que tem por fim, garantir a qualidade, verificar a fidelidade da execução dos pressupostos pedagógicos e dos objetivos que determinam à proposta metodológica que deve ter como finalidade o sucesso da aprendizagem, assim, verifica o conhecimento que está sendo produzido e assimilado pelo aluno, na sua intensidade e na maneira que isso ocorre.

Para que a avaliação propicie um diagnóstico do processo, e transcenda a ação de medir e classificar, é preciso que seja continua e diversificada, assim como entendemos que um livro é um dos instrumentos nesse processo, também a escola é um dos lugares onde ele ocorre. Por isso acreditamos ser necessária a complementaridade, valendo-se de outras fontes (jornais, vídeos, pesquisas, resoluções de atividades, participação em debates dirigidos etc.) e de outros lugares (eventos culturais, empresas, laboratórios, bibliotecas etc.)

Quando os resultados da avaliação forem insatisfatórios, cabe ao professor buscar as causas desse fracasso, corrigindo as possíveis falhas e distorções observadas ao longo do processo. Diante disso, não podemos avaliar por uma simples prova escrita, limitando seus meios e estratégias de demonstrar o conhecimento.

Em nossas escolas, a avaliação ainda é usada por muitos professores como uma arma contra o aluno, com poderes de aprovar e reprovar, de premiar ou punir, de justificar, julgar e selecionar, dentro de uma escala de notas ou conceitos, os mais capazes e os menos capazes. Função da avaliação como recurso pedagógico é infinitamente mais rica e mais nobre, pois permite melhorar a qualidade do ensino e das diferentes aprendizagens, possibilitando até diminuir os autos índices de aprovação e evasão escolar.

O aluno desinteressado, muitas vezes bagunceiro, costuma ser também um habitual ganhador de zeros (sem contar que, nas provas, é o mais preparado para colar). Entretanto, o desinteresse, a indisciplina e a cola são comportamentos que acontecem por acaso nas escolas, e é preciso estamos abertos para entender suas raízes. Falemos, primeiro, do desinteresse, da falta de motivação para o estudo, tomando como exemplo uma aula sobre o verbos anômalos.

Em geral, o aluno é obrigado a ouvir do professor, a anotar no caderno e no livro didático uma serie de informações sobre o tema, muitas vezes abordados de forma monótona, totalmente desvinculada da sua realidade. Os alunos não são levados a fazer a ligação entre o que estão aprendendo sobre verbos anômalos e o seu cotidiano na escola, em casa, com os amigos, isto é, o conhecimento que a escola está transmitindo não leva em conta sua interferência na vida pessoal do aluno. Resultado: muitos de nossos alunos têm serias dificuldades em aprender português, matemática, ciências entre outras disciplinas, porque não conseguem dar um significado a certos conceitos. A resposta do professor? Muitas vezes a nota baixa e, consequentemente, a reprovação.

Diante dessa análise desenvolvida sobre a avaliação da aprendizagem resolvi desenvolver uma experiência em uma sala de aula do 3º ano B, sala composta com 42 alunos da Escola de Ensino Fundamental e médio Frei Policarpo, onde o ato de avaliar seria um ato desenvolvido de forma diária, processual e contínua, onde a avaliação ganharia um caráter analítico e reflexivo.

METODOLOGIA

 

O que descreverei agora é resultado das minhas inquietações como educador diante da avaliação da aprendizagem no Ensino Médio, principalmente na turma do 3º ano B, em uma sala com 42 alunos. Com a concepção que avaliar ia além de elaborar um mero instrumental de avaliação decidi transformar a avaliação em um processo contínuo que seria desenvolvido no dia-a-dia das atividades escolares.

Ao iniciar o mês de agosto de 2008, falei para os alunos a importância da avaliação no nosso cotidiano, na nossa vida e dentro da sala de aula, pois diariamente estamos refletindo e avaliando nossas ações. Podemos verificar que na vida temos metas e objetivos que sempre estamos avaliando para chegarmos aos nossos objetivos e ao avaliarmos estamos refletindo sobre que metas conseguimos alcançar e que metas devem ser revistas.

Ao disseminar a importância da avaliação para a vida e dentro da escola, dei inicio a um processo de avaliação de forma diversificada, onde os alunos eram avaliados pela participação na resolução das atividades, na correção no quadro, a participação em pesquisas, apresentação de trabalhos, apresentações de sinopse de obras literárias era alguns dos quesitos de fundamental importância para a avaliação diária, processual e contínua.

A correção do caderno era critério determinante para a avaliação, pois considero o exercício extra-classe de fundamental importância para a fixação da aprendizagem, onde os alunos têm que tentar resolver todas as atividades, sem medo de errar, pois aprendemos com os erros. Como afirma Esteban “O erro, muitas vezes mais do que o acerto, revela o que a criança “sabe”, colocando este saber numa perspectiva processual, indicando também aquilo que ela “ainda não sabe”, indicando, portanto, o que pode “vir a saber “. ( 2001, p. 45), pois quando erramos e temos consciência disso esse momento passa ser o primeiro passo para a aquisição de novas aprendizagens, pois como educadores precisamos provocar os nossos alunos a construir o processo de ensino-aprendizado. Como afirma Freire “o homem deve ser o sujeito de sua própria educação.” (1994, p. 28)

Desse mês em diante passei a anotar todas as ações que ocorreram em sala de aula, adotei um caderno de doze matérias para todos os dias fazer os relatos das aulas, do como tinha sido a participação dos alunos, que alunos participaram dos debates e questionamentos da disciplina e o que deveria fazer para que todos os alunos conseguissem participar das aulas, principalmente das atividades em que envolvem os debates dirigidos, pois se os alunos conseguem discutir assuntos relacionados com as disciplinas, com certeza ele está conseguindo desenvolver os seus aspectos cognitivos e adquirindo de forma significativa novos conhecimentos.

A correção das atividades no caderno, popularmente conhecida como o visto, passou a ser uma prática muito cobrada, pois os alunos estavam sendo provocados para resolver as atividades, questionar as atividades quando elas não fossem explicadas de forma clara e precisa, o visto é uma forma de cobrar a resolução das atividades e se os alunos conseguem resolver as atividades de forma significativa ele com certeza está desenvolvendo os seus aspectos cognitivos e a aprendizagem estará fluindo de forma significativa, e consequentemente a avaliação deve ocorrer dentro da própria resolução da atividade, onde cabe ao professor identificar quais alunos não conseguiram desenvolvera a atividade de forma significativa e desenvolver intervenções pedagógicas a cada dia para garantir uma aprendizagem real dos conteúdos.

No primeiro mês os alunos estranharam muito a nova forma de avaliar, na verdade eles tinham medo de tirar notas baixas na avaliação já que agora ela era diária, processual e contínua, porém gostaria de afirmar que a prova mensal ainda era utilizada, mas não somente como único instrumento de avaliação.

A correção de atividades na lousa passou a seu uma importante forma de avaliação, onde os alunos resolviam as atividades no caderno, logo após, corrijo as atividades no caderno e em seguida os alunos eram chamados a corrigir os itens da atividade na lousa, geralmente a maioria dos alunos conseguiam resolver os itens na hora da correção, porém sempre há os que não conseguem resolver algum item e pedem o auxilio do professor ou de outro colega.

Com a correção das atividades feitas na lousa pelos alunos, consegui que eles se esforçassem mais na resolução das atividades e prestassem mais atenção nas explicações e no desenvolvimento dos debates dirigidos.

As interações entre aluno X aluno e professor X alunos, aumentou de forma significativa e quando alguém não conseguia entender o conteúdo ele procurava um aluno que tivesse entendido o assunto para tirar suas dúvidas ou então ele solicitava a ajudada professor para tirar dúvidas ou pedir para que ele explicasse novamente o conteúdo, o interesse da sala aumentou de forma significativa e como conseqüência disto o aprendizado também.

No mês setembro observei que os alunos já tinham se habitados a concepção de que a avaliação é um instrumento processual, continuo, diário e reflexivo, no entanto a sala participava das atividades de forma muito mais dinâmica e prazerosa, a concepção negativa de avaliação era considerada agora um arcaísmo, pois ela ganhava a característica de que todos os dias e momentos os alunos estavam sendo avaliados, como conseqüência, a participação aumentou bastante e os índices de aprendizagem comprovaram na avaliação bimestral, que quando a avaliação é trabalhada de forma processual, contínua e formativa contribui de forma significativa para o desenvolvimento da aprendizagem.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

A sala de aula é um espaço de crescimento, aquisição de novas aprendizagens, aplicação de novas metodologias, desenvolvimento de novas estratégias de ensino, porém a avaliação da aprendizagem deve ser um instrumento de verificação da aprendizagem utilizada em todas as fazes do processo e que avalie professor e aluno cada um dentro de suas competências e habilidades.

A avaliação durante muito tempo foi vista como um instrumental utilizado contra os alunos, onde o professor a utilizava para punir alunos considerados indisciplinados, onde era utilizada com fim de um processo em que o professor transmitia os conhecimentos e os alunos assimilavam de forma passiva.

Atualmente, vários estudos estão sendo desenvolvidos sobre o real papel da avaliação educacional, onde esse instrumental deixa de ser um simples método de verificação da aprendizagem e passa a ser parte integrante do processo de provocação da construção de novas aprendizagens. 

Portanto, podemos concluir que a avaliação quando trabalhada de forma processual, contínua e formativa constitui um importante recurso motivacional para a participação, pesquisa, estudos, desenvolvimento da leitura, apresentação de trabalhos, resolução de exercícios entre outros, comprovando que a avaliação é um importante recurso pedagógico e de fundamental importância para o desenvolvimento cognitivo do aluno e para o processo de ensino-aprendizagem.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

ESTEBAN. Maria Tereza. O que sabe quem erra?. Rio de Janeiro: DP& A, 2001.

FREIRE. Paulo. Educação e Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1994.

LIBÂNEO. José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.

 

Walderclaudio Nascimento Santos

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