Ajuda a juventude conturbada Parnaíba, Piauí

Vivemos num país de jovens conturbados: jovens que tem problema para definir a si próprios, jovens que estão matando e mutilando uns aos outros em índices sem precedentes. A taxa de violência entre os jovens nos Estados Unidos é, muitas vezes a mais alta. Leia mais no artigo abaixo.

ADV6
(86) 3233-8583
RUA VEREADOR EDMUNDO OLIVEIRA 2981
TERESINA, Piauí
 
Time Propaganda
(86) 3221-0101
Rua Olavo Bilac, 1617 - Centro/s
Teresina, Piauí
 
Clínica Psiquiatria e Fisioterapia Parnaíba
(86) 322-4501
r São Bernardo, 131, Nossa Senhora Do Carmo
Parnaíba, Piauí
 
Anfrisio NL Castelo Branco
(86) 221-8245
r 7 de Setembro, 139, Norte
Teresina, Piauí
 
Carlos Fa Oliveira
(86) 230-1019
Shc Shopping SN LJ e SL, 20
Teresina, Piauí
 
Design & Software
(85) 3232-3232
Rua Primeiro de Maio, 45
Teresina, Piauí
 
Manuel M Abreu Fo
(86) 322-3073
Shc Tacilia Broder SN SL, 103
Parnaíba, Piauí
 
Yolete LS Silva
(86) 230-1021
Shopping SN LJ e SL, 21, shc
Teresina, Piauí
 
Milton Frainzilber
(89) 522-3033
av Euripedes de Aguiar, 464
Floriano, Piauí
 
José GF Soares
(86) 222-6817
r 24 de Janeiro, 611, sl 702
Teresina, Piauí
 

Ajuda a juventude conturbada

  • Parte 1
  • Parte 2
Parte 1

Encontrando a peça que falta no quebra-cabeças

Por Don A. Blackerby, Ph.D.

Introdução

Vivemos num país de jovens conturbados: jovens que tem problema para definir a si próprios, jovens que estão matando e mutilando uns aos outros em índices sem precedentes. A taxa de violência entre os jovens nos Estados Unidos é, muitas vezes, mais alta do que nos outros países. Por quê? Por que isso está ocorrendo neste momento de nossa história?

É devido à televisão? É culpa das gangues? Do declínio da moral e dos valores? Da desintegração da família? É culpa do nosso sistema educacional? Do nosso sistema penal? Do nosso sistema de bem-estar social? Nossas igrejas estão nos enfraquecendo? Isso tudo já foi apontado como causa.

As soluções propostas têm sido numerosas. Queremos que o governo corrija o sistema de assistência social, que mude o sistema penal, que coloque mais dinheiro na educação, que melhore os programas de televisão. Queremos que outras instituições (como as igrejas, famílias, escolas, etc.) transmitam mais moral e melhores valores. A lista continua. Por que essas soluções não funcionam?

Por que nossa juventude tem tantos problemas?

Qual é a razão pela qual nossa juventude tem tantos problemas? E por que nossos jovens, hoje, cometem mais violência? Acho que a resposta está numa combinação de fatores que aparecem juntos. Esses fatores são:

1. Até agora, temos pressuposto que os estudantes saibam como aprender, na aula, e realizar as tarefas acadêmicas que nós passamos para eles. Mas eles não sabem. Um grande número deles está traumatizado por sua incapacidade de vencer na escola.

2. A televisão e o cinema transmitem experiência sensorial diretamente para DENTRO de nós, enquanto que, quando lemos ou ouvimos alguma coisa, nossas respostas sensoriais precisam ser conectadas às nossas próprias experiências ou elaboradas. Portanto, é difícil para a maioria de nós imaginar uma experiência vívida daquilo que nunca experimentamos. Quando vemos filmes e assistimos TV, temos a oportunidade de experimentar diretamente novos pensamentos que são vívidos e ricos.

3. Porque a TV e o cinema proporcionam experiência sensorial visual, esta pode ser transmitida mais rapidamente (o velho adágio “uma imagem vale mais que mil palavras” serve muito bem aqui).

4. Devido à Internet, essas experiências sensoriais visuais vêm de todas as partes do mundo e são virtualmente instantâneas.

5. Em conseqüência dos fatores 2-4 acima, as mudanças ocorrem cada vez mais depressa. As mudanças estão ocorrendo mais rapidamente em todos os níveis: pessoal, familiar, comunitário, nacional e global.

6. A juventude já está traumatizada, por não ser capaz de manter-se na escola. Essas mudanças rápidas aumentam o trauma. Os jovens começam a sentir-se sobrecarregados e fora de controle.

7. As sensações de sobrecarga e descontrole, agravado pela falta de recursos para superar essa situação, gera frustração e raiva.

8. Quando os jovens vão ao cinema e assistem TV, eles freqüentemente observam ação em que os atores lidam com a frustração e a raiva e resolvem seus problemas com violência.

9. Os jovens se identificam com os filmes e aceitam a solução de violência, particularmente quando eles vêm ao seu redor, e na TV, mais e mais jovens com problemas usando de violência para lidar com suas frustrações e raiva.

Muitos adultos são afetados, também, por esses fatores. Uma vez que a maioria deles cresceu num mundo mais calmo, com modelos exercendo papéis mais definidos, eles tiveram oportunidade de aprender alguns valores que ajudaram a manter suas emoções sob controle. Contudo, existem muitos adultos hoje em dia que estão se sentindo cada vez mais sobrecarregados e raivosos. Eles também não possuem estratégias adequadas de aprendizado para acompanhar as mudanças rápidas, como a de ter que trocar de emprego e de carreira e aprender terminologias, tecnologias e procedimentos novos JÁ. Muitas vezes, suas antigas estratégias de aprendizado (que funcionavam dentro de salas de aula mais lentas em que os professores os alimentavam de colher) falham no ambiente acelerado de trabalho.

Às vezes, esses adultos liberam sua frustração e raiva sobre suas famílias. O resultado é um alto índice de divórcio e a ruptura da unidade familiar. Depois, isso aumenta a frustração e a raiva das crianças e destrói um dos últimos bastiões de estabilidade que restavam. Elas se voltam para os grupos e gangues que estão sentindo a mesma coisa, para terem a sensação de estabilidade e de que são membros de um grupo.

Muitos adultos se perguntam por que tudo é tão diferente para os jovens de hoje, na escola. Eles argumentam ter sido capazes de alcançar o sucesso, ou pelo menos de acompanhar a escola, e não conseguem entender porque seus filhos têm tantos problemas. Há várias razões para isso:

Em primeiro lugar, nós colocamos mais conteúdo para dentro de nossas escolas. Os estudantes de hoje estão aprendendo coisas que muitos adultos só aprenderam no curso colegial ou, até, mais tarde. Na verdade, algumas das informações que nossos filhos estão recebendo agora nem sequer existiam quando nós estávamos na escola.

Em segundo lugar, estamos no meio de uma explosão de informações provocadas por todos os fatores acima citados, juntamente com a sociedade high tech que está diminuindo as fronteiras do conhecimento de maneira incrivelmente rápida.

Em terceiro lugar, nossos sistemas de disseminação de informações estão cada vez mais rápidos: computadores, TV, Internet, comunicações via satélite, etc. Nós, os adultos, estamos sobrecarregados pela explosão de informações. Nossos filhos estão ainda mais sobrecarregados por todos esses fatores e porque não têm recursos para acompanhar tudo isso. O resultado é a frustração e a raiva crescentes que estamos presenciando em nossa juventude hoje em dia.

O Problema.

Quando os bebês nascem, nós ficamos admirados pela maneira como eles aprendem tudo tão rapidamente. À medida que eles crescem até os três anos, e ainda muito jovens, sua habilidade para aprender continua a surpreender-nos. A suposição não verbalizada, a pressuposição que assumimos, é de que as crianças podem aprender qualquer coisa fácil e rapidamente. Então, elas chegam à idade escolar. O ingresso na escola é ansiosamente esperado e desejado. É claro que existe alguma ansiedade, mas nós pensamos que a mesma será logo dissipada, assim que elas se acostumarem ao seu novo ambiente. Para muitas, a escola começa como uma experiência agradável, onde elas valorizam aprender coisas novas. Para outras crianças, a ansiedade gerada pelas atividades escolares e outros fatores se juntam para criar uma experiência ruim, que exerce grande efeito negativo sobre elas, pelo resto de suas vidas.

Uma das principais razões pela qual os estudantes de todas as idades têm problemas na escola é a pressuposição de que eles podem fácil e naturalmente aprender o que a escola ensina, sem que seja ensinado especificamente COMO aprender os assuntos acadêmicos. Nós lhes damos tarefas acadêmicas como ortografia ou matemática, e presumimos que eles podem e vão aprender da mesma maneira surpreendente como aprendiam antes da escola. O problema em relação a isso é que aprender na escola é MUITO diferente de aprender habilidades para as quais estamos geneticamente programadas – como andar, falar e adquirir as habilidades sociais. A palavra escrita é uma idéia ou habilidade criada pelo homem. Nós temos que aprender COMO lê-la e entendê-la.

Infelizmente, nós deixamos que a criatividade do estudante descubra a maneira de realizar essas tarefas acadêmicas. As estratégias de aprendizado que muitos estudantes usam são ineficazes, ineficientes e enfadonhas. Isso resulta em notas baixas nos testes e no trabalho escolar e em grave falta de motivação. Leva os estudantes, seus pais e seus professores a uma profunda frustração.

Até mais importante do que a frustração, porém, é o significado que o estudante, os pais, ou o professor dão às notas baixas ou à falta de motivação. Quando atribuímos significado a uma nota, nós podemos ligá-la a qualquer um dos “níveis lógicos.” Muitas vezes, esse significado torna-se parte da imagem psicológica e da personalidade do estudante, sob a forma de crença limitadora. Se a crença for negativa, ela terá um efeito limitante no progresso e desenvolvimento do estudante. Por exemplo, eu falei recentemente com uma mulher de 29 anos, que me contou a história de como ela teve dificuldade em aprender a tabuada do 7. Ela foi chamada de “burra” por sua irmã mais velha, ficou traumatizada e vem carregando esse estigma desde a 4a. série. Até hoje ela tem problemas com a matemática e ansiedade na realização dos testes, embora já tenha se formado na faculdade e seja muito inteligente.

Outra história típica é a de um homem de 40 anos, que era o encarregado da sala de reuniões onde eu estava ministrando um curso. Eu notei que ele ficava no fundo da sala ouvindo com muita atenção as estratégias de aprendizado que eu estava ensinando. Num intervalo, ele veio a mim e disse: “O que você está fazendo é muito importante. Se eu simplesmente soubesse escrever e ler melhor, eu poderia gerenciar este hotel ao invés de servir café e limpar a sala. Mas não sei escrever direito, por isso não posso redigir memorandos ou cartas. Sinto-me constrangido porque escrevo muitas palavras erradas. E, já que também não consigo ler muito bem, também não seria capaz de ler os memorandos ou cartas. Quando eu estava na escola, disseram-me que eu tinha uma incapacidade para a leitura, pois eu não conseguia acompanhar os outros. Eles me colocaram em classes especiais durante todo o tempo que passei na escola. E, ainda assim, eu não conseguia fazer as tarefas. Lembro-me de um dia, na 6a. série, em que eu estava no quadro resolvendo problemas com frações e não conseguia acertar. A professora xingou-me disse: “Volte para seu lugar. Você é um idiota e nunca será capaz de aprender”. Isso me aconteceu muitas vezes, e eu saí da escola na 10a. série, porque não adiantava mais ir para a escola. Depois, eu tive problemas e estive preso. Agora estou fora e tenho uma família, da qual estou tentando cuidar bem. Mas sou limitado, porque não posso escrever e nem ler muito bem”.

O curso que eu estava dando era baseado no meu livro Rediscover the Joy of Learning, e eu convidei aquele cavalheiro para contar sua história aos meus alunos. Meu comentário foi “É disso que estamos tratando. O que vocês estão aprendendo pode ajudar a evitar que isso aconteça em nossas escolas.” A notícia boa é que eu convidei esse homem para assistir o curso e alguns dos estudantes ensinaram-lhe estratégias de aprendizado. Ele foi capaz de aprendê-las rápida e facilmente e ficou muito entusiasmado com suas novas habilidades!

Clique aqui para ler este artigo na Sua Mente