Administrando o estresse: mais tempo para o AGORA Manaus, Amazonas

O presente artigo fala a respeito de como cada um de nos devemos administrar o nosso estresse de forma que nos sobrem mais tempo para o agora. O passado é tudo que aconteceu até agora e o futuro é tudo aquilo que vai acontecer depois do agora. Entenda mais no artigo abaixo.

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Administrando o estresse: mais tempo para o AGORA

Judith E. Pearson, Ph.D.

Cada um de nós tem um passado e um futuro. O passado é tudo que aconteceu até agora e o futuro é tudo aquilo que vai acontecer depois do agora. “Agora” é tudo que acontece no meio dos dois. Na PNL aprendemos muitos métodos para ajudar as pessoas a mudarem as suas representações do passado e do futuro. Nós fazemos isso baseados na hipótese de que a maneira que as pessoas “codificam” o tempo cria os seus estados e dá forma ao significado que elas tem sobre o tempo. Nós temos métodos para curar as memórias dolorosas do passado e mudar as crenças limitantes associadas com tais memórias. Nós temos métodos para ajudar as pessoas a criarem um futuro atraente ensinando como planejar objetivos viáveis e desenvolver estratégias que permitam alcançar estes objetivos. Como Practitioner de PNL, trabalhei muitas vezes com as representações do passado e do futuro dos meus clientes. Porém nunca me ocorreu, até recentemente, também trabalhar com o “agora” deles.

A idéia me ocorreu quando estava lendo “Timeshifting” de Stephan Rechtschaffen, M.D. (1996). O livro conta como as pessoas podem reduzir o estresse ficando inteiramente abertas ao momento presente, algo que as pessoas estressadas raramente fazem. Ao contrário, elas tentam realizar tanto quanto possível no menor tempo possível, concentrando-se mais em conseguir as coisas feitas do que no fazer em si. O sentido delas do presente fica confundido com o sentido do fazer. Num esforço para alcançar a eficiência, as pessoas começam a reduzir os seus momentos presentes. Rechtschaffen escreveu:

Se nós estamos conscientes do agora, se nós o experimentamos, nós estamos no fluxo do tempo. A sobrecarga do passado e a pressão do futuro … são abandonados. Só existe o presente, só existe o que está à mão. Quando percebemos que existe somente o que está perto, nós também percebemos que o tempo não anda nas nossas costas ou nos arrasta. O tempo simplesmente é. O tempo é esse momento, o agora: a média dos nossos próprios ritmos e dos ritmos do universo - nada mais. (p.5)

A solução do estresse causado pela pressão do tempo e do esforço para constantemente fazer mais, diz Rechtschaffen, é “expandir o momento” e estar “no momento.” Para ajudar as pessoas a desenvolverem mais a consciência do momento presente ele recomenda a meditação, a paz da solidão, os passatempos, os relacionamentos significativos e a percepção clara dos valores e das prioridades. Como Practitioner de PNL, eu me pergunto se não há alguma maneira de expandir o significado do presente de alguém trabalhando com as submodalidades da linha do tempo dele. Visto que a linha do tempo é uma representação visual (normalmente linear) do futuro, do passado e do presente, não poderíamos “expandir” o segmento da linha do tempo representando o “presente” e com isso reduzir o estresse?

Eu visualizei a minha própria linha do tempo (como eu tenho o metaprograma através do tempo, eu represento a minha linha do tempo na minha frente e fora do meu corpo), e descobri que o meu presente estava metaforicamente “à mão.” O meu “agora” parecia estar a cerca de 20 centímetros de distância, na minha frente. Parecia pequeno - com cerca de 20 centímetros de extensão. “Como eu posso estar no momento,” me pergunto, “quando ele é tão pequeno?” Então coloquei as duas mãos em torno do espaço do “agora” na linha do tempo e afastando as mãos, “expandi” o segmento do “agora”. A mudança pareceu aliviar a pressão do tempo que eu sentia. Com um “agora” mais extenso, eu me sentia menos arrasada pelas atividades diárias. Engraçado pois até agora eu nunca tinha pensado muito sobre como eu representava o “agora.” Eu gostei de ter um “agora” mais amplo na minha linha do tempo. Algumas vezes, para me recompor quando me sinto estressada, respiro profundamente por alguns momentos e mentalmente dou suficientes “agora” para a minha linha do tempo.

Todos vivemos dentro de um contexto onde a medida do tempo é consensual (isto é, nós concordamos que o dia tem 24 horas, a hora tem 60 minutos, etc.). Todos temos a mesma divisão do tempo (cada um tem o mesmo número de horas num dia, semana, mês, etc.). Porém as nossas experiências individuais do tempo são subjetivas e únicas e, até certo ponto, as nossas representações do tempo são maleáveis. Dado o que a PNL nos ensina sobre os nossos mapas do tempo - as nossas linhas do tempo, faz sentido assumir que é variável o quanto de “agora” as pessoas experimentam. Eu comecei a me perguntar como as outras pessoas experimentavam o “agora,” e quanto de “agora” é suficiente para fazer uma diferença entre se sentir com recursos e se sentir estressado. Me pergunto: “Quando a representação do “agora” de alguém se torna problemática?”

Comecei então, na minha prática, a explorar os efeitos da mudança das representações do “agora” dos clientes no manejo do estresse como uma intervenção que altera a linha do tempo. Nesse artigo, apresento dois estudos de caso e um modelo para dar mais “agora” para alguém ou para você mesmo.

Estudo de caso 1:

S - presa entre um penhasco (o passado) e um local desagradável (o futuro)

S respirava com dificuldade. Os olhos dela se moviam de um lado para outro sem se focarem em algo. O corpo dela estava rígido e trêmulo. Ela estava a beira de outro ataque de pânico. Ela tinha vindo para conseguir ajuda, e pela primeira vez, eu vi a extensão das suas dificuldades. “Eu quero que você me hipnotize porque assim eu vou conseguir relaxar,” exigiu ela. “Eu só quero um pouco de paz.”

Recentemente S havia sofrido vários eventos traumáticos. Ela era professora aposentada e tinha ficado viúva a pouco tempo. Logo após a morte do marido, um acidente de carro a deixou parcialmente incapacitada. Enquanto se recuperava, desenvolveu uma pneumonia que lhe trouxe problemas nos pulmões, tornando difícil sua respiração. Ela só conseguia respirar com a ajuda de um balão de oxigênio. Estava tão frágil que era necessário ter uma enfermeira a sua disposição 24 horas por dia.

Eu tentei diversas intervenções para acalmá-la. Respiração profunda estava fora de cogitação em função dos problemas no pulmão. Tentei interrupção de compassamento e de padrões, movimento dos olhos e distrações; tudo em vão. “Quando você vai me hipnotizar?” disse com irritação. “Eu vou lhe hipnotizar,” lhe respondi com firmeza, “quando você prestar mais atenção em mim do que no que está ocorrendo na sua cabeça.” Com isto, ela parou de movimentar os olhos de um lado para outro da sala e me olhou. Seus movimentos se tornaram mais lentos e ela começou a respirar mais uniformemente. “O que você pode fazer por mim?” perguntou com tristeza.

“Eu ainda não sei.” Pensando que eu podia ajudá-la a acessar um estado de recursos, perguntei se ela podia se lembrar de uma memória de paz e de relaxamento.

“Não,” foi a resposta.

“S, você viveu uma vida longa, produtiva. Não consegue se lembrar de uma experiência agradável?”

“Não,” de novo.

Eu gesticulei para o lado esquerdo dela e pedi que “rememorasse os eventos do passado” e me dizer o que ela via. “Eu vivia com um marido alcoólatra. Quando ele morreu eu fiquei doente. Não tenho nenhuma memória agradável.” Ela disse isso com firmeza e resignação.

“São nestas memórias que você pensa quando fica em pânico?” perguntei, pensando que ela podia estar tendo flashbacks pós-traumáticos.

“Não. Eu não penso no passado. Não gosto de fazer isso. Eu só me preocupo com o que vai acontecer comigo. E se eu acabar numa cadeira de rodas? E se eu tiver que me mudar para uma clínica de repouso? São estes os meus pensamentos.”

“Então você mesma se alarma com os pensamentos sobre o futuro,” eu disse. Ela concordou. A nossa primeira sessão terminou e eu a convidei a voltar na próxima semana. Neste intervalo, pensei sobre a descrição que ela tinha feito sobre a linha do tempo. Era uma representação deprimente, onde parecia faltar um “agora.”

Na semana seguinte, S retornou menos agitada. Quando ela se sentou na minha frente, eu peguei nas mãos dela. Eu mantive as palmas das mãos juntas e, conforme eu falava, ela concordava com cabeça. Eu comecei compassando a representação da linha do tempo dela. “S, olhe para a sua esquerda e imagine que você está olhando para o seu passado. Qualquer coisa boa que possa ter acontecido lá trás não está disponível para você. Tudo que você consegue se lembrar são as coisas ruins, porque você mesma se emparedou desses pensamentos. Olhe para a sua direita e veja o seu futuro. Lá existem algumas possibilidades assustadoras, as quais podem acontecer ou não. O que resta, você segura nas suas mãos, e isto é o ‘agora.’ Nenhuma das coisas ruins está acontecendo AGORA. Já que o AGORA é tudo que você tem, você deve dar a você mesma todo o AGORA que precisa para se sentir confortável. Agora olhe para o espaço entre as suas mãos enquanto você se dá bastante AGORA.” Então, vagarosamente puxei as duas mãos dela, separando-as. Assim que se abriu um espaço entre elas, a respiração dela ficou normal, apareceu cor no rosto dela, ela baixou os ombros e eu pude sentir os músculos das mãos e dos braços se soltarem. Ela visivelmente relaxou. Eu continuei: “Mantenha-se fitando o espaço do AGORA enquanto você relaxa no momento do AGORA.” Quando os músculos do rosto dela relaxaram, eu disse: “Agora juntas podemos fazer um pouco de hipnose.” E foi exatamente isso que fizemos nas duas sessões seguintes. Na última sessão, eu fiz uma fita de relaxamento que ela levou para casa. Ela me telefonou alguns dias depois, reclamando: “A fita não é suficientemente longa.” Eu mandei uma mais longa para ela.

Estudo de caso 2:

K - uma mulher de negócios muita ocupada

K, uma executiva muito ocupada disse: “Meu trabalho está me estressando.” O objetivo dela era “Estar plenamente no presente.” Quando lhe perguntei o que a impedia de fazer isso, respondeu: “Bem, sempre que eu completo uma tarefa, imediatamente eu a coloco para trás, sem nem mesmo ter tempo para desfrutar da gratificação ou do prazer da conclusão. Quando estou terminando um projeto, já estou planejando o próximo.” Enquanto dizia isso, ela moveu rapidamente as suas mãos para a sua esquerda, e em seguida, com firmeza, as levou para a sua direita. Parecia que estava trabalhando numa linha de montagem imaginária onde as tarefas se moviam mecanicamente como se estivessem numa correia transportadora.

Eu eliciei a linha do tempo dela. Ela visualizou o passado como uma linha reta horizontal se estendendo para a sua esquerda, com marcações, como numa régua, mostrando as principais realizações. O futuro dela era uma linha reta horizontal se estendendo para a direita, sem marcações. Então lhe perguntei: “Aonde está o agora?” Ela pensou por um tempo e aí o rosto se contraiu numa carranca e ela ficou toda encurvada na cadeira. A respiração se tornou agitada. Então colocou as duas mãos com as palmas voltadas uma para a outra e distantes cerca de 10 centímetros, e disse: “Isso é o agora.”

“Não me admira que você não tenha o sentido do presente,” comentei. “O seu agora parece um espaço muito restrito e pequeno. O que acontece quando você o expande e dá a você mesma bastante espaço para enquadrá-lo?” Muito devagar, K começou a afastar as mãos. O aspecto dela mudou. Com cuidado, ela se endireitou na cadeira e os músculos do rosto relaxaram. Ela sorriu e fez uma respiração profunda. As mãos pararam de se movimentar quando estavam a cerca de 50 centímetros uma da outra. “Uau! Eu consigo respirar!” Ela olhava fixamente para o espaço entre as mãos, enquanto mantinha o novo “agora.” Ela movimentou as mãos como se o espaço tivesse as dimensões de uma bola de praia. “Eu sinto que poderia dançar com isso agora, como se fosse uma bola de energia”. Claramente, ter mais “agora” fazia uma grande diferença para ela. Ela estava aprendendo como era se sentir estar “plenamente no presente.”

A estratégia do “agora expandido”

Abaixo está um modelo de como dar mais “agora” para alguém ou para você mesmo. A intervenção pode ser apropriada quando alguém expressar angústia, medo ou ansiedade sobre não ter tempo suficiente ou quando o tempo se movimenta muito ligeiro. Observe os gestos e os padrões das pistas de acesso ocular que indiquem uma ênfase problemática tanto no passado como no futuro ou um sentido reduzido do presente. Use-o especialmente quando o objetivo do cliente é similar a “estar mais no presente.”

De acordo com Bodenhamer e Hall em “Time Lining” (1997), as pessoas com metaprograma através do tempo (isto é, a linha de tempo está fora e na frente do corpo) normalmente têm dificuldades para viver no agora, ao passo que pessoas com metaprograma no tempo (isto é, a linha do tempo passa através ou por trás do corpo) tendem a “ficar perdidas no eterno agora.” Provavelmente é por isso que o processo de prover um “agora” mais extenso pode ser mais benéfico para as pessoas através do tempo do que para as pessoas no tempo. Tomando a orientação de Bodenhamer e Hall, eu descrevo a seguinte intervenção para as pessoas através do tempo.

1. Obtenha a correspondente concordância do cliente para fazer a mudança e participar do processo de visualização que irá reduzir o estresse ao aumentar o sentido do presente.

2. Elicie a linha do tempo do cliente para o passado e o futuro. Então pergunte “Onde está o AGORA?” Se o cliente não lhe mostrar o tamanho e a localização do “agora” com as mãos, peça para que ele faça isso.

3. Peça ao cliente para segurar o “AGORA” nas mãos e olhar o “AGORA” em relação ao passado e futuro. Se o “agora” tiver somente alguns centímetros de extensão, e se a expressão facial e a postura do cliente parecem transmitir desconforto ou tensão, sugira que ele pode se beneficiar do sentido do “agora” expandido. Diga: “Segure o seu ‘agora’ nas mãos e afaste-as devagar, expandindo o seu ‘agora.’ Enquanto isso olhe com atenção para o espaço entre as suas mãos e tome consciência das suas emoções enquanto faz isso.” Para alguns clientes, esse processo pode induzir a um transe, e você pode usar essa reação como uma oportunidade para sugestões terapêuticas adicionais como relaxamento, recursos de acesso e a execução dos objetivos desejados. Diga ao cliente para parar de expandir o tamanho do “agora” quando tiver a impressão de que ele está do “tamanho certo.”

Nota: Para os clientes a quem ensinei essa estratégia, o tamanho certo do “agora” parecia ter exatamente a largura dos ombros. Se o “agora” do cliente já é do tamanho dos ombros, então esta intervenção pode ser desnecessária. Se o “agora” expandido resulta em desconforto, diga ao cliente para “recolocá-lo da maneira que estava.” Pode ser que mais “agora” não seja, neste momento, a melhor intervenção para o cliente. Pare a intervenção e trabalhe com outros métodos de gerenciamento do estresse tais como ressignificação, treinamento de relaxamentos, recursos de âncoras, mudança de crenças, etc.

1. Observe mudanças na expressão facial, na postura e na respiração que indiquem uma mudança interna nas sensações e/ou nas percepções. Pergunte pelas reações internas do cliente. Se a mudança é positiva, pergunte se ele gostaria de ter, disponível no futuro, o sentido do agora expandido. Se a resposta for sim, então instale uma âncora para o “agora” expandido.

2. Peça que o cliente visualize dois ou três contextos futuros onde ele quer ter o sentido do “agora” expandido como um estado de recursos. Guie o cliente através de repetições futuras, com a âncora no local. Complete a intervenção com uma verificação ecológica.

Perguntas

A maioria de nós vive em ambientes altamente estimulados e com sobrecarga de informações, onde o tempo parece se mover sempre muito ligeiro. Parece muito interessante que quanto mais atividades tentamos carregar para o agora, mais o tempo parece diminuir. Nós reduzimos o nosso “agora” num esforço para enfrentar ou para alcançar mais com menos tempo. Isso resulta em estresse e tensão. Ter um sentido mais adequado do “agora” pode ajudar a nos relacionar de uma maneira mais positiva com as pressões do tempo.

A possibilidade de que “mais agora” ou de um presente expandido reduz o estresse faz aparecer muitas perguntas intrigantes que justificam a nossa atenção:

- Um “agora” reduzido é um sintoma comum do estresse e da ansiedade?

- Expandir o “agora” de alguém é somente uma atividade para se “sentir bem” ou isso resulta num estresse menor, embora mantenha a eficiência e a produtividade?

- Será que existem pessoas cujos “agora” são tão largos que disso resultam freqüentes distrações, procrastinações e inércia? Se for assim, diminuir o tamanho destes “agora” exagerados iria ajudar essas pessoas a desenvolverem um sentido mais claro do propósito para alcançar metas importantes?

- É proveitoso ensinar as pessoas a desenvolverem flexibilidade com o seu sentido do presente, para que elas possam expandir e reduzir os seus “agora” de acordo com o contexto? Sendo assim, quais contextos são mais apropriados para um “agora” expandido ou para um “agora” reduzido? Por exemplo, me parece que um senso expandido do “agora” poderia facilitar a meditação - ou talvez a meditação seja o que expande o “agora.” Talvez ambientes de alta produtividade exijam um “agora” reduzido, e as pessoas podiam usar um “agora’” expandido quando mudam para outro ambiente, menos exigente.

Intervenções na linha do tempo são valiosas estratégias da PNL para aconselhamento, coaching e ensino. Os Practitioners de PNL começaram a entender a interação entre o tempo consciente e a personalidade/comportamento e a explorar os possíveis usos da linha do tempo para diagnoses, terapias e crescimento pessoal. Exploração e pesquisas sobre modificações nas linhas do tempo irão favorecer o nosso conhecimento sobre intervenções na linha do tempo.

Pensamentos finais

Apesar de que esse artigo enfatiza o “agora,” vale a pena ajudar os nossos clientes, e a nós mesmos, a manterem um relacionamento funcional e equilibrado entre o presente, o passado e o futuro. Bodenhamer e Hall escreveram:

Como nós temos o “tempo” ou a eternidade implantada em nossas “mentes,” e o “tempo” pode viajar para outras zonas de “tempos,” muitas vezes achamos difícil viver plena e completamente no presente. Viver no presente psicológico de uma maneira saudável e equilibrada não significa evitar ou ignorar as outras zonas de tempo, mas integrar o “passado” e o “futuro” com o presente pois assim podemos, simultaneamente, viver plenamente no presente, enquanto usamos os recursos que podemos descobrir e criar do “passado” e do “futuro.” (pag.121)

REFERÊNCIAS:

Bodenhamer, B. G. e Hall, L.M. (1977) Time Lining: Patterns for adventuring in time. Wales, The Anglo-American Book Company.

James, W. (1982/1989) Psychology: the briefer course. New York, Harper and Row.

Rechtschaffen, S. (1996) Time Shifting: creating more time to enjoy life. New York: Doubleday.

Judith E. Pearson, Ph.D. é uma Licensed Professional Counselor e Trainer Certificado de PNL com prática na Virgínia do Norte.

Artigo publicado na Revista Anchor Point de abril de 1999

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