A experiência e a comunicação Marabá, Pará

A maior contribuição das neurociências na última década é a de que o hipocampo humano e de certos animais continua crescendo anatômica e funcionalmente. Em outras palavras, esta área do cérebro – relacionada à memória e à aprendizagem – tem a capacidade de gerar novos neurônios. Entenda mais no artigo abaixo.

Márcio Quadros Marques
(091) 3279-3005
Conj. Médice II - Rua Portel, 234
Belém, Pará
 
Bergson Marques - Coaching & Psicanalise
(91) 3721-6192 ou (91) 8253-2521
Travessa Quintino Bocaiúva, 2821, 2º andar, sala 202 - Centro
Castanhal, Pará
 
Amazônia360 Comunicação
(91) 3230-5144
Av. Braz de Aguiar, 491 Al. Rita Medrado 2B
Belém, Pará
 
O JORNAL DE ABAETETUBA
(91) 8215-9033
Rua Barão do Rio Branco, 1526
Abaetetuba, Pará
 
Amazônia Holidays Ltda.
091 32305144
Av. Braz de Aguiar, 491, Alameda Rita Medrado, 2B
Belém, Pará
 
Ivo Amaral Publicidade Ltda
(91) 3212-7363
tr Eutíquio,Pe, 2050, Batista Campos
Belém, Pará

Dados Divulgados por
Midia Solution
(091) 3279-3005
Conj. Médice II - Rua Portel, 234
Belém, Pará
 
Fax Comunicação Ltda
(91) 3241-1532
r Domingos Marreiros, 710, Umarizal
Belém, Pará

Dados Divulgados por
CONTADOR
(91) 9631-0006
contabilneth@gmail.com
Belém, Pará
 
Vanguarada Propaganda Ltda
(91) 3224-3009
tr Benjamin Constant, 1329, Nazaré
Belém, Pará

Dados Divulgados por
Dados Divulgados por

A experiência e a comunicação

PASSARINHO NA MUDA NÃO CANTA

Durante muitos anos a afirmação supracitada nada mais significou do que um ditado popular, produto de uma observação empírica. Mais tarde, vários cientistas verificaram que os canários deixavam de cantar no outono devido à morte dos neurônios responsáveis pelo canto. Durante o inverno, com a regeneração destas células, os pássaros voltavam a cantar na primavera.

Recentemente, pesquisadores (?!) americanos destruíram os neurônios canoros do tentilhão, pássaro da família dos fringilídeos, muito comum na Europa, e que – ao contrário do canário – canta o ano todo. Previsivelmente, o pássaro deixou de cantar. Três meses depois, entretanto, o tentilhão recuperou o seu canto, o que demonstra a capacidade de regeneração das suas células cerebrais responsáveis por esta função.

Céus! O hipocampo continua crescendo!

Segundo Ernest Rossi, um dos três mais famosos discípulos de Milton Erickson, a maior contribuição das neurociências na última década é a de que o hipocampo humano e de certos animais continua crescendo anatômica e funcionalmente. Em outras palavras, esta área do cérebro – relacionada à memória e à aprendizagem – tem a capacidade de gerar novos neurônios, além de promover maiores comunicações entre eles.

Esta descoberta revolucionária – graças a Deus – mudou o paradigma então vigente, que afirmava que na medida em que acumulávamos aniversários, nossas células nervosas progressivamente faleciam e suas terminações (dendritos) se deterioravam.

Destino não é mais karma.

Pesquisadores independentes também descobriram que certos genes – famílias de genes de ativação imediata – são ativados e desativados a cada segundo da nossa vida. Curioso é que até recentemente, consideravam-se os genes como unidades estáticas de uma herança física, transmitidas de uma geração para outra através da reprodução sexual.

Um subproduto extremamente importante da ativação destas famílias de genes é o nascimento de novos neurônios, bem como de um número maior e mais complexo de comunicações entre si. Desta forma, passamos a ativar diversas áreas do cérebro até então ociosas. Ficamos mais inteligentes e criativos.

Quer dizer que preciso esperar que a decifração completa do genoma me permita fazer terapias genéticas seguras e compatíveis com meu bolso para incrementar minha inteligência e criatividade?

Felizmente não, ansioso leitor. Embora haja muitos mundos a descobrir, sabemos hoje que há diversas formas de ativar (e desativar) os genes de ativação imediata.

Tudo o que representa novidade para o cérebro ativa os genes acima. Novidade nos cinco sentidos: visão, audição, tato, olfato e paladar. A ativação cessa assim que estes estímulos se tornam rotineiros. Outros ativadores são a excitação sexual, momentos de criatividade, prazer e paz, além de exercícios físicos e mentais.

Inversamente, o estresse persistente, a dor física, o sofrimento, a depressão são fatores que desativam os genes de ativação imediata.

Neuróbica

Lawrence Katz, renomado investigador da Universidade de Duke, observou que o acréscimo de doses extras de neurotrofinas (substâncias fundamentais na nutrição do cérebro) a um neurônio ativo quase dobrava o tamanho e a complexidade dos dendritos que se projetavam do mesmo.

Baseado em diversos estudos que demonstravam a geração de novos neurônios no hipocampo – e no desenvolvimento das suas ramificações – frente a estímulos inusitados, o doutor Katz criou uma síntese a qual chamou de neuróbica. Dito de outro modo, Katz elaborou uma série de “exercícios para o cérebro”, envolvendo os canais visual, auditivo, cinestésico, gustativo e olfativo em experiências incomuns na rotina diária.

Mais uma vez, como diria Mark Tawain, “os antigos surrupiaram todas as nossas melhores idéias”. Quer dizer, a observação empírica precede sempre à comprovação científica. Como é o caso de inúmeras pessoas que conservaram a lucidez até uma idade provecta, entre as quais lembramos Barbosa Lima Sobrinho, Alceu de Amoroso Lima, Sobral Pinto, Picasso e

∗∗ Fonte: Revista Viver Mente & Cérebro; Edição 154 – novembro de 2005.

Clique aqui para ler este artigo na Sua Mente