A experiência e a comunicação Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo

O presente artigo faz uma breve analise da comunicacao entre os profissionais como medicos, neurologistas, imunologistas...etc. Durante muito tempo, por exemplo, neurologistas só conversavam com neurologistas, imunologistas com imunologistas e assim por diante. Veja mais no artigo abaixo.

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A experiência e a comunicação

Entrevistada por Bill Moyers, a pesquisadora Candace Pert afirmou que no passado, cientistas de áreas diferentes não costumavam se comunicar sobre os seus trabalhos, a não ser quando eram casados. Durante muito tempo, por exemplo, neurologistas só conversavam com neurologistas, imunologistas com imunologistas e assim por diante.

Pelo interesse crescente sobre o estudo das interações mentecorpo e pelas publicações sobre o tema em progressão exponencial, parece que houve um boom de casamentos entre os diversos especialistas. Ou então, mesmo sem os sagrados laços do himeneu, houve um incremento do diálogo entre eles.

O grande marco desta troca de experiências surgiu nos anos 70, quando Robert Ader demonstrou que o sistema imunológico de ratos de laboratório “conversava” com o sistema nervoso deles. Numa pesquisa revolucionária, similar a de Pavlov em cães, Ader comprovou que os ratinhos também podiam ser condicionados. Espantoso, porque até então se jurava que o sistema imunológico era uma entidade autônoma e incapaz de “aprender”. Como Ader era psicólogo, convocou o imunologista Nicholas Cohen para lhe explicar o caminho das pedras. Na década seguinte Ader batizou a sua descoberta com o nome de Psiconeuroimunologia ou Psiconeuroendocrinoimunologia, uma feliz auto-descrição desses fenômenos.

David Felten, imunologista e professor de Neurobiologia e Anatomia da Faculdade de Medicina da Universidade de Rochester, e a PhD Suzanne Felten, sua mulher (estão vendo?), corroboraram os achados de Robert Ader e colaboradores. Em 1981, descobriram fibras nervosas que ligam o sistema nervoso ao imunológico, estabelecendo um tráfego de mão dupla de informações entre os dois sistemas, com perspectivas de investigação cada vez mais amplas. Curioso é que muitos destes fatos já eram conhecidos por neurologistas e imunologistas. Só que nenhum deles sabia o que o outro estava fazendo. Faltava o meio-de-campo.

Os monges e os cientistas

Há milênios os monges descobriram a meditação. Agora os cientistas estão descobrindo a meditação através dos monges. E os estudos do que ocorre no cérebro destes “profissionais” enquanto meditam constituem a diferença que faz a diferença. Em priscas eras, Herbert Benson, cardiologista da Universidade Harvard e pioneiro em pesquisas de técnicas orientais, descobriu mudanças interessantes em praticantes de ioga, meditação e relaxamento, caracterizadas pela redução de diversos parâmetros fisiológicos, e que chamou de resposta de relaxamento. A diminuição do ritmo cerebral (de beta para alfa) foi uma destas constatações, sendo estes resultados confirmados por outros investigadores. Não me lembro, amnésico leitor, se foi o próprio Benson a argumentar que o ideal seria trabalhar com meditadores “profissionais”, isto é, pessoas com longa experiência nesta disciplina. Pois não é que isso foi acontecer trinta e tantos anos depois?

O cientista monge

Em 1972, quando muitos de vocês eram apenas um pensamento gentil na cabeça dos seus genitores, o jovem Matthieu Ricard doutorava-se em biologia molecular no Instituto Pasteur, Paris. Adepto das coisas do espírito, Matthieu acabou dando com os costados no Himalaia e tornou-se monge budista, escritor e tradutor, o que lhe conferiu a graça de pertencer ao círculo mais íntimo do Dalai Lama.

O neuropsicólogo

Há cinco anos, Richard Davidson, pioneiro das investigações das emoções por meio de medições de ondas cerebrais e de procedimentos diagnósticos por imagens, visitou o chefe espiritual do budismo tibetano em seu exílio na Índia. Lá, juntamente com outros pesquisadores ocidentais, discutiram animadamente com o Dalai Lama os mais recentes resultados das neurociências, especialmente a correlação de certos estados emocionais e modificações cerebrais. Apoiado pelo Dalai Lama, Davidson examinou o seu primeiro voluntário – um abade de um mosteiro indiano com mais de 10 mil horas de prática em meditação. Caramba! O córtex frontal esquerdo do abade iluminou-se como uma árvore de Natal, demonstrando uma ativação intensa não encontrada nas 150 pessoas do grupo controle, sem experiência em meditar. Prosseguindo, Davidson encontrou o mesmo padrão em muitos outros monges, inclusive em Matthieu Ricard, com mais de 30 anos de prática.

Como já demonstrado esse padrão de excitação se relaciona a emoções “positivas”. Aliás, os monges desconhecem sentimentos indesejáveis como o ódio, a inveja, o ciúme entre outros.

Nas pessoas mais infelizes e pessimistas, o predomínio da ativação é no córtex frontal direito e – nos casos mais graves, elas sofrem de depressão.

Davidson então concluiu que estes sentimentos de paz interna, equilíbrio e otimismo poderiam ser aprendidos.

À notável descoberta de Richard Davidson seguiu-se o paradoxo “daquela marca de biscoitos”: Os monges eram otimistas porque meditavam ou meditavam porque eram otimistas? Eles entraram no mosteiro porque já tinham cérebros “felizes” ou tinham cérebros ”felizes” porque entraram no mosteiro?

Para responder tais críticas, os pesquisadores recrutaram voluntários de uma empresa de tecnologia, dividindo-os aleatoriamente em dois grupos. O primeiro, serviu de controle. A outra metade submeteu-se a um treinamento no ambiente de trabalho com Jon Kabat-Zinn, um expert em mindfulness meditation. Neste tipo de meditação, a pessoa apenas observa seus pensamentos sem julgá-los, imparcialmente.

O treino compreendeu o período de oito semanas, com três sessões semanais de 2,5 a 3 horas cada, complementadas por uma hora de meditação – formal ou informal – em casa, seis vezes por semana. Na oitava semana ambos os grupos receberam uma vacina anti-gripal para avaliar o comportamento do sistema imunológico.

Houve mudança da atividade cerebral da direita para a esquerda nos eletroencefalogramas do grupo que aprendeu a meditar, o que se refletiu em seu bem-estar e num estado mais “positivo”, como se esperava. Além disso, ocorreu um aumento da atividade do sistema imunológico. Nenhuma dessas diferenças foi notada no grupo controle.

Motivados pelas modernas técnicas de diagnóstico por imagem e medidas da atividade elétrica cerebral, outros cientistas obtiveram resultados comparáveis aos de Davidson, o que seria mais uma evidência de que o tipo e o número de horas de meditação são passíveis de aprendizagem e capazes de manter um estado de bem-estar na população leiga. Mas isto fica para outro artigo.

∗ Agradeço a Cláudio de Moura Castro, cujo artigo “Burro velho também aprende”, publicado no Jornal do Brasil no domingo de Carnaval de 1990 tanto contribuiu para a mudança do sistema de crenças do supra-assinado.

∗∗ Fonte: Revista Viver Mente & Cérebro; Edição 154 – novembro de 2005.

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