A Sexualidade Na Adolescência Rio Branco, Acre

A adolescência marca uma fase de importantes transformações no desenvolvimento humano. O desenvolvimento sexual do adolescente sofre as influências dele próprio, da família, de sua cultura e de seus companheiros. Analize mais sobre este tema, clique aqui.

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A Sexualidade Na Adolescência

A sexualidade po ser multideterminada e multidimensional deve ser estudada em seus aspectos biológicos, psicológicos, sociológicos e éticos. A conceitualização da sexualidade humana é especialmente difícil, desde que estes fatores, se estudados como um todo, sejam considerados do ponto de vista de sua interação, o qual contribui para a saúde sexual ou para o desequilíbrio sexual.

Os aspectos biológicos da sexualidade humana incluem os aspectos anatômicos e fisiológicos - os órgãos sexuais, os hormônios, os nervos e os centros cerebrais. Os aspectos biológicos também têm abordagem e conceito de instinto, partes de instinto reprodutivo, para o homem e para a perpetuação da espécie.

A sexualidade envolve não só a identidade de gênero, mas a auto-imagem ou o autoconceito. O autoconceito positivo sexual é caracterizado pela autoaceitação, autoconforto e autovalorização, como masculino e como feminino. Estas atitudes, em direção ao ego, são formadas pelas simples interações e pelas profundas interações afetivas. Os indivíduos com autoconceito positivo são mais flexíveis que os outros, apresentando perda de fachada e mais ganhos para dividir o ego, que aqueles com baixa auto-estima. A imagem corporal, a figura internalizada que um indivíduo tem da aparência física de seu corpo, está intimamente aliada com o autoconceito. As mudanças ou os distúrbios na imagem corporal podem negativamente, afetar o autoconceito sexual, principalmente na fase da adolescência.

A adolescência é a fase da vida em que o adolescente está sendo formado para desempenhar o seu papel sóciossexual na sociedade. O transpor dos anos consagrados à adolescência varia em diferentes culturas e com distintas definições, os quais objetivam explicar este fenômeno. A adolescência é um estágio biopsicossocial do desenvolvimento do ser humano, a qual corresponde à transição da infância à adultidade. Na verdade, trata-se de uma etapa da vida por que passou, passa ou passará todo ser humano.

Por vários anos a definição do termo adolescência seguia quase que exclusivamente, o curso dos aspectos biológicos. Nos dias atuais, procura-se conceituar a adolescência sob os aspectos de conotação cronológica, sociológica e psicológica. Cronologicamente, adolescência seria o período de vida humana que se inicia aos dez anos, e vai até mais ou menos aos vinte anos de idade, admitindo-se, evidentemente, consideráveis variações de ordem individual, sobretudo, de ordem cultural.

Sociologicamente, adolescência seria o período de transição em que o indivíduo passa de um estado de dependência de seu mundo maior para uma condição de autonomia e, sobretudo, em que o indivíduo começa a assumir determinadas funções e responsabilidades características do mundo adulto. Do ponto de vista psicológico, a adolescência seria o período crítico de definição da identidade do ego cujas repercussões podem ser de graves conseqüências para o indivíduo e para a sociedade.

Os termos adolescência, idade adolescente, período da adolescência ou fase teen de desenvolvimento são utilizados, diferentemente, para designar o período de transição de dependência sob a direção adulta e sob a proteção para autodependência e autodeterminação. A duração desse período varia de acordo com diferentes culturas.

A adolescência é em geral considerada por incluir os anos entre o início da puberdade e a suposição de responsabilidade de adulto, ou aproximadamente dos treze aos dezenove anos ou mais. Nesta idade, a maturidade sexual é obtida variando de indivíduo para indivíduo. Entre as meninas, as modificações puberais podem iniciar tão cedo quanto a idade dos dez anos, ou ser retardadas até os quinze anos ou mais. Os meninos tendem a desenvolver sua sexualidade mais tarde que as meninas. Portanto, a maturidade sexual entre os meninos comumente não acontece antes dos onze anos. Pode ser retardada até os dezessete anos.

O marco final da adolescência, na realidade, não existe, pois depende do meio ambiente, de características psíquicas, afetivas, sociais e econômicas, além dessas mudanças anátomo-fisiológicas. No entanto, percebemos que este é um período de variância no comportamento humano, iniciando-se com os primeiros sinais de desenvolvimento do sistema endócrino.

Quando se fala de adolescência, tem que se pensar em dois elementos básicos, quais sejam, considerar que existem distintas experiências adolescentes estas, embora com elementos comuns, dependem dos aspectos psicológicos e sociais de onde vive o adolescente; e, há necessidade de compreender que a adolescência tem diferentes fases e que estas tem características muito particulares.

Neste enfoque podemos afirmar que o início da adolescência define-se, biologicamente, no começo do processo de maturação sexual (puberdade), enquanto que a definição da finalização é sociológica: o adolescente passa a ser adulto no momento em que consegue sua independência do núcleo familiar, basicamente definido por um tipo de independência. Desta maneira, adolescência não é unicamente um processo biológico senão também social, que assume características diferentes em diversas classes e estruturas sociais. O adolescente é um ser humano contagiante, cheio de esperanças e fantasias, embora nunca tenha deixado de apresentar peculiaridades e problemas de natureza orgânica, psicológica e social.

Com as alterações aceleradas nas últimas décadas, especialmente as sociais, o adolescente passou a ser mais vulnerável no exercício da sexualidade e a sociedade, a reconhecer a necessidade de ampará-lo e apoiá-lo em suas transformações, em suas aspirações e em seu desejo de identificar-se como elemento integrante da sociedade. É o adulto de amanhã que irá assumir a responsabilidade de decidir os destinos do mundo. Portanto, podemos entender a adolescência como um conjunto de transformações biopsicossociais, que acontecem entre a infância e a maturidade. É nesta fase que o adolescente procura se encontrar consigo mesmo, em meio a uma transição da identidade infantil para a adulta, cujo encontro exerce papel fundamental na formação e na consolidação da estrutura básica da sua personalidade atrelado ao desempenho do papel social e sexual.

Entendemos, neste sentido, que a cada adolescente deveria ser dada a oportunidade para se desenvolver sadio, satisfeito e aceito socialmente, com ajuste mental, físico, emocional e social. O desenvolvimento do adolescente sadio deveria ser assunto de sérias preocupações, não só dos pais, mas também dos educadores e de outras pessoas que estão interessadas no presente bem-estar deste grupo, como também no progresso de nossa sociedade.

Temos consciência que os jovens representam a energia do presente e a esperança de um futuro melhor. Cumpre, entretanto, que os educadores e os pais ganhem tanto quanto entenderem de possíveis preocupações, várias características, necessidades, interesses e crescimento potencial de maturidade dos adolescentes. Por isso, ao educador cabe a tarefa de desencadear a reflexão e o debate sobre os papéis sexuais carregados de estereótipos com modelos rígidos de comportamentos. É preciso deixar claro que não se pretende fazer meras substituições entre as posições sociais que os homens e as mulheres ocupam, mas promover a igualdade de direitos e a equiparação de oportunidades sociais.

A revalorização dos papéis sóciossexuais e das normas de moralidade, nas últimas décadas na sociedade moderna, ocasionou a quebra de vários tabus, dentre os quais, o da mulher falar publicamente sobre o sexo como um dos temas específicos da sexualidade. Os tabus existentes são somados a normas sociais que não aceitam algumas manifestações da sexualidade humana, gerando sentimentos de culpa e preconceitos, principalmente na adolescente, que se refletem num ajuste sexual acompanhado de preocupações, ansiedades e/ou problemas.

Quanto a estas particularidades observadas na adolescência, acreditamos que esta fase de vida poderá transformar-se num somatório de crises, deixando os adolescentes expostos ao medo e à insegurança e deixar de usufruir sua sexualidade com liberdade, responsabilidade e segurança. Esses adolescentes se confrontam com alguns aspectos sociais, políticos, filosóficos, religiosos, econômicos e profissionais, tornando-se cada vez mais complexo este período de vida fundamental para a organização de sua personalidade. Entretanto, os adolescentes brasileiros estão sofrendo o impacto da desestruturação funcional familiar, social, política e econômica que o país passa, e que gera o abandono, o desemprego, a exposição às drogas, a prostituição e a perpetuação da violência em todo o seu contexto.

Se for vista por um prisma puramente somático, o exercício da sexualidade feito pela maioria destes adolescentes, têm aspectos altamente negativos para eles próprios e para a sociedade. O despertar para o exercício na genitalidade ocorre mais freqüentemente na adolescência, embora esteja mais próximo da satisfação de um instinto do que da construção de relacionamentos pessoais e afetivos duradouros. Os impulsos sexuais que se tornam particularmente vigorosos na adolescência, coincide com a produção elevada dos hormônios gonádicos.

A sexualidade como parte integrante da vida, manifestando-se desde o nascimento, para que se apresente oportuna na adolescência, é importante que seja compreendida e trabalhada desde cedo. Atitudes relacionadas com a sexualidade derivam principalmente de outras atitudes observadas em pais ou outros adultos próximos durante a infância.

O desenvolvimento sexual do adolescente sofre as influências dele próprio, da família, de sua cultura e subcultura e de seus companheiros; mas a pressão do grupo talvez seja, o fator mais poderoso para determinar seu comportamento. Freqüentemente, o sexo é usado como modismo, principalmente pelos meios de comunicação, através de comerciais, novelas, músicas, permanecendo a imagem de algo fácil e inconseqüente. Em muitos casos, os adolescentes tentam se orientar melhor, mas muitas informações são obtidas na rua com amigos de maneira destorcida e incompleta.

Quanto a isto, percebemos que esse fato é somado à falta de conhecimento sobre a sexualidade e/ou o constrangimento provocado pelo tema, fazendo com que os pais, principais educadores sexuais, não assumam esse papel. Vê-se, freqüentemente, o adolescente iniciando sua vida sexual no momento em que não está totalmente preparado, física nem psicologicamente, para tal. Melhor seria para o adolescente que esta liberdade existisse realmente e que fosse realizada uma orientação correta pelos pais, professores, educadores e profissionais da área da saúde.

Há ausência de profissionais da saúde que provêem trabalhos com adolescentes. Ao mesmo tempo, às vezes, a grande maioria dos provedores de serviços de saúde não se consideram suficientemente habilitados para atender, eficazmente, às necessidades deste grupo, no que diz respeito à sexualidade humana; porém, isto é função eminentemente familiar, educacional ou religiosa. Por estas e outras razões, estes fatos negativos se constituem embargo à atenção primária de saúde aos adolescentes.

Em face desse contexto, acreditamos que a crescente proporção de adolescentes que se estão fazendo sexualmente ativos, em idades mais jovens, em que as adolescentes engravidam antes do casamento e se contaminem com o vírus da imunodeficiência adquirida, o hiv, contribui para que as estatísticas estejam aumentando descontroladamente. Este fato está relacionado com as experiências sexuais pela metade, onde o rapaz delega a responsabilidade total à moça, desconsiderando a possibilidade de gravidez ou contágio venéreo e a importância de informação sobre os métodos contraceptivos, contribuindo para distorcer a imagem da sexualidade sadia.

A prevenção de uma adolescência conturbada é tarefa de todos enquanto participantes de um sistema social democrático. Mais estudos devem ser desenvolvidos, com o intuito de investigar as necessidades básicas de maior prioridade, de modo que sejam formuladas ações que lhes dêem condições de se desenvolver até a idade adulta e usufruírem de sua condição de ser livre, adequando-os às normas sociais de segurança e, conseqüentemente, adaptando-se às suas necessidades e modificações sem entrar em conflitos graves consigo mesmos, com o ambiente e com a sociedade.

Diante destes aspectos, ressaltamos a necessidade premente de implantação de programas em escolas, que se destinem à orientação dos adolescentes, para que estes conduzam sua sexualidade de maneira positiva. A participação de todos os profissionais que tenham compromisso com a saúde e com o bem-estar dos adolescentes é parte de um processo fundamental para a formação da personalidade do adolescente, a ser alcançado na atual conjectura nacional.

A adolescência não deve ser considerada segundo a idade cronológica unicamente, e sim, segundo as diferenças individuais e as experiências vivenciadas em seu meio familiar e social. Neste contexto, a família e a sociedade participam na prevenção de problemas, particularmente, aqueles relacionados com a precocidade de envolvimentos sexuais. Os programas educativos, aplicados após a fase de estruturação da personalidade do indivíduo, pouco modificam seu comportamento, se não for levado em conta a educação oferecida pela família. Daí a relevância de programas bem dirigidos e específicos.

Diante destes aspectos supracitados, acreditamos que o saber deve ser democratizado. Deve ser divulgado quando necessário àquilo que se teve oportunidade de aprender. Precisamos construir e proporcionar uma sociedade mais justa pautada nos direitos de igualdades sociais, pois são inúmeras as pessoas que sofrem os prejuízos da ignorância as quais contribuem para aprofundar as desigualdades, necessitando, porém de uma nova conjuntura, composta por outra sociabilidade. Uma conjuntura em que todos tenham acesso aos bens e serviços produzidos socialmente e em que prevaleça, principalmente, educação igual para meninos e meninas, possibilitando a formação de comportamentos semelhantes nas relações de gênero. Assim, refletir sobre as inter-relações entre gênero, sexualidade e adolescência, configura-se como uma forma de pensar um mundo mais igualitário, onde não seja necessário desvelar as opressões e lutas de gênero, ou qualquer outra diferenciação (raça, etnia, classe social), para que nossas vidas apresentem-se como possibilidades de não-dominação. Viabiliza-se, desta forma, a construção de um mundo mais tolerante com as diferenças pluriculturais, que definem os diferentes grupos, os quais, pertencentes a um determinado local, conformam a heterogeneidade contemporânea.

Referências

ARAÚJO, E.C. Adoção de práticas de sexo mais seguro de jovens do sexo masculino. (Tese) Doutorado em Enfermagem - Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Medicina, São Paulo (SP) 2001, 213f.

ARAÚJO, E.C. Aspectos biopsicossociais na sexualidade dos adolescentes: assistência de enfermagem. (Dissertação) Mestrado em Enfermagem - Universidade Federal da Paraíba. João Pessoa, 1996, 169.p.

 

Ednaldo Cavalcante de Araújo

Graduado em Enfermagem (1988), Licenciado em Enfermagem (1990), Especialista em Enfermagem Pediátrica (1990), Mestre em Enfermagem (1996), todos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Doutor em Enfermagem (2001) pela Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM) e Pós-Doutor (2008) pela Université de Sorbonne, Paris.

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