A Gerência Do Pensamento Palmas, Tocantins

Planejamento é pensar antecipadamente em múltiplos cenários que ainda poderão acontecer. O Gerente de Projetos deve ser capaz de imaginar seu empreendimento concluído. Gerencie o seu pensamento, aprenda neste artigo.

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A Gerência Do Pensamento

A Gerência do Pensamento
Autor: Abraão Dahis

O pensamento e sua comunicação como importantes ferramentas para gerentes de projetos. “A imaginação é mais importante que o conhecimento” - Albert Einstein.

Sempre que vejo uma ilustração, foto ou réplica da obra-prima O Pensador, do francês Auguste Rodin, enxergo ali também, o nascimento do homem imaginando e descobrindo o poder de seu pensamento. A fantasia lhe surgindo e expandindo o seu potencial mental.
Um pensamento criativo, o pensar possibilidades e alternativas, a imaginação que lhe permite viajar mais rápido do que a velocidade da luz; penetrar todas as barreiras conhecidas, aço, granito ou concreto; transcender o tempo, tanto o passado quanto o futuro permitindo retroceder o relógio e o calendário por séculos ou avançar décadas; transportar a consciência e a percepção instantaneamente através dos continentes e culturas para ouvir sons, ver paisagens e respirar fragrâncias exóticas. Poder transpor-se do estado atual para o desejado, lidando com limitações e impedimentos. Planejar metas para se atingir objetivos!
Planejamento é pensar antecipadamente em múltiplos cenários que ainda poderão acontecer, adiantando assim, o futuro ao presente agregando experiências do passado. O pensar é um processo humano imprescindível ao gerenciamento de qualquer projeto e, por isso, a capacidade de gerenciar pensamentos torna-se fator diferencial entre gerentes de sucesso e outros.
Palavras chave: Pensamento, Gerência, Comunicação.

1. A conscientização da linguagem assertiva como forma de comunicação positiva.


Os erros dos médicos são sepultados, os dos advogados vão ou não para as cadeias, os dos dentistas são extraídos, os dos carpinteiros transformam-se em serragem, dos engenheiros em entulho, dos gerentes de projetos... e por aí vão todas as atividades humanas pois ninguém pode considerar-se ou ser considerado perfeito a ponto de nunca ter cometido um único erro. Errar é uma etapa essencial pois mostra o quanto podemos crescer no processo. Imagine um bebê que mal consegue pôr-se de pé e já torna a cair. O que seria dele se diante do primeiro erro, concluísse: “É, não deu certo. Não consigo. Não sirvo para andar”. A linguagem do pensamento portanto, é vital para se desenvolver o comportamento que originará a ação. E se esse bebê acreditasse mesmo na conclusão de que “não serve para andar”?

Toda a ação principia mesmo é por uma palavra pensada.”
Guimarães Rosa

Embora a linguagem seja um produto do sistema nervoso, ativando, direcionando e estimulando o cérebro, é também a maneira mais eficaz de ativar o sistema nervoso das outras pessoas, facilitando assim a comunicação entre elas.
Pensar é usar os sentidos internamente. Pensamos vendo imagens internas, ouvindo sons, falando conosco e tendo sensações em várias partes do corpo.
O Gerente de Projetos, sabendo como o cérebro e mente funcionam, como são processados os pensamentos humanos que, por sua vez, geram os sentimentos, estados emocionais e comportamentos, poderá desenvolver e aplicar estratégias a fim de potencializar ações positivas ou reduzir as influências de condutas e paradigmas limitantes entre os membros da equipe.

O Gerente de Projetos deve ser capaz de imaginar seu empreendimento concluído e com o sucesso esperado alcançado, tal qual o empreendedor imobiliário que visualiza mentalmente as estruturas surgindo, com aço, concreto, vidro, escadas rolantes e elevadores; o estudante que se vê no dia da formatura com toga e beca, um grau e um diploma em sua mão; o pai e a mãe na casa própria, recortando gravuras de revistas, móveis e roupas de bebê já imaginando como será sua familia e ainda, o professor em aula, que olha para seus alunos e os vê como adultos crescidos, maduros contribuintes bem sucedidos de uma sociedade saudável.

Mude seus pensamentos e você mudará seu mundo
Norman Vincent Peale

Vejamos alguns conhecidos “gerentes de projetos” e seus respectivos “fracassos”:
- Franklin Delano Roosevelt foi acometido de poliomielite que o deixou paralítico e sofreu várias derrotas eleitorais antes de ser eleito Presidente dos Estados Unidos da América;
- Albert Einstein era um estudante medíocre antes de sua “Teoria da Relatividade”;
- Leonardo da Vinci teve projetos que nunca foram realizados e nem mesmo funcionariam mas, apontaram soluções e possibilidades em campos nos quais nenhum homem sequer sabia que havia problemas;
- Woody Allen, ator, escritor, produtor e diretor premiado pela Academia, quando estava na universidade, teve seu trabalho cinematográfico rejeitado.
- Leon Uris, autor de Exodus, foi reprovado no colégio três vezes.
- Em 1940, um jovem inventor chamado Chester Carlson apresentou sua idéia para 20 empresas americanas. Eles a rejeitaram. Sete anos mais tarde, depois de outras tantas rejeições, ele conseguiu que uma pequena companhia chamada Haloid, se interessasse por sua idéia. Ela comprou os direitos de industrializar o processo eletrostático para reproduzir cópias e passou a chamar-se mais tarde, Xerox Corporation. Ambos, ela e Carlson ficaram muito ricos.
- Em 1959, a Universal Pictures dispensou Clint Eastwood e Burt Reynolds na mesma reunião com as seguintes declarações: Para Burt Reynolds: “...você não tem talento”. Para Clint Eastwood: “...você fala muito devagar”. Eles se tornaram grandes estrelas do cinema americano.
- Em 1962, quatro nervosos músicos fizeram uma apresentação para os executivos da Decca Recording Company e, enquanto eles reprovavam este grupo de rock chamado “The Beatles”, um dos executivos disse: “Nós não gostamos de suas músicas e, além do mais, grupos de guitarristas estão fora de moda.”
- Thomas Watson, fundador da IBM, reagiu assim diante de um jovem diretor assustado que acabara de dar um prejuízo de dez milhões de dólares num projeto de risco: O quê? Despedí-lo? Agora que acabei de investir dez milhões de dólares no seu treinamento?
- Como disse Eric Schmidt, presidente mundial da Google Inc. em entrevista à revista Época publicada em 30 de abril de 2007, “...Essa é nossa filosofia. Se um poduto não dá certo, mudamos e tentamos consertar os erros. Em outras empresas, se uma pessoa comete um erro, ela é demitida. Na Google, ela tenta de novo...”

O fato é que a maioria destas pessoas não tinha a palavra “fracasso” em seu vocabulário. Eles usavam sinônimos atenuantes ou resignificações inteligentes para estas situações.

Thomas Edison sempre respondia aos seus críticos: “Não foi mais um fracasso; na verdade, descobri mais uma maneira de como não inventar a lâmpada elétrica.” Thomas Edison deteve o recorde de mais de dois mil “fracassos” antes de alcançar seu sucesso.

Uma das mais importantes metodologias aplicadas ao gerenciamento de projetos é baseada nas orientações do PMI Project Management Institute, uma das principais organizações do setor, que propõe, a aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas originadas em nove áreas de conhecimento, (Escopo, Tempo, Custos, Qualidade, Recursos Humanos, Comunicações, Riscos, Aquisições e Integração), a fim de atender ao propósito para o qual os projetos estão sendo executados.

Como definição clássica, descrita por Ricardo Viana Vargas em seu livro “Plano de Gerenciamento de Projetos”, Editora Brasport, 2006, “um projeto é um empreendimento temporário com o objetivo de se criar um produto ou serviço único”. Porém, permitam-me atrever propor uma definição própria e diferenciada: Projeto seria então “todo e qualquer empreendimento único que alguém imagine, acredite e queira realizar em local e tempo determinados, utilizando-se de conhecimento apropriado e que, estabeleça o equilíbrio ecológico do sistema em que se encontra”.

Pensar que somos capazes é quase sê-lo; decidir sobre uma realização é muitas vezes a própria realização. Falar positivamente é direcionar as energias cósmicas em favor da meta.

Se você fica dizendo que as coisas vão ficar ruins, tem boa chance de se tornar um profeta
Isaac Bachevis Singer

Existe uma nova área de pesquisa que estuda a estrutura do pensamento, a linguagem e a comunicação que envolve tudo isto: A Programação Neurolinguística. Hoje, um profissional de Gerenciamento de Projetos, preocupado com o desenvolvimento de suas habilidades pessoais e profissionais, deve usar a Programação Neurolinguística como uma utilíssima ferramenta de apoio aos seus desafios diários de comunicação intra e interpessoal. O Gerente de Projeto deve utilizar-se destes conhecimentos disponíveis e, como líder, aplicá-los a sua equipe, clientes e fornecedores para que, todos os envolvidos no projeto, sem exceção, passem a vislumbrar cada etapa e sua respectiva participação, como degraus de uma escada rolante contínua que levará o projeto e a todos a um sucesso inquestionável.

Como estudioso das técnicas de Programação Neurolinguística, quero neste artigo, sem qualquer conotação presunçosa ou desrespeitosa, propor a utilização de mais um processo na metodologia PMBoK, que poderia ser o de número 45, o qual descrevo adiante.

2. Uma outra área de conhecimento a ser abordada pelo PMI?


A Programação Neurolinguística é a ciência que estuda a elaboração cerebral da linguagem. Ocupa-se com o estudo dos mecanismos do cérebro humano que suportam a compreensão, produção e conhecimento abstrato da linguística, seja ela falada, escrita ou assinalada.
Como trata-se do processo de formação do pensamento humano, torna-se, em minha opinião, matéria de extremo interesse, quando o gerente de projetos pensa em planejar e gerenciar recursos humanos, riscos, aquisições, comunicações, tempo e qualidade, basicamente as áreas hoje abordadas pelos processos de gerenciamento do PMI, todas, invariávelmente envolvendo relações humanas, linguagem e comportamentos que afetam diretamente os resultados de ações em projetos.

Acredito que através do que chamei de Processo PNL - Programação Neurolinguística, poderíamos dispor de mais uma ferramenta, talvez, sob a égia desta nova área de conhecimento, a Neurolinguística ou então, talvez mais apropriada, pertencendo ao grupo de processos das áreas de Integração ou Comunicação, a qual, com certeza, traduzirá em considerável contribuição na formulação de soluções, resolução de problemas, sistematização de “feedbacks”, identificação de metas, planejamento de caminhos para alcançá-las, entre outras.

Um estudo realizado pela Universidade de UCLA – USA, concluiu que o conteúdo verbal corresponde a 7% da comunicação. O modo como se fala ou seja, a linguagem corporal com 55% e o tom de voz com 38%, perfazem o restante de 93%.

3. Os conceitos da PNL

Richard Bandler e John Grinder nos anos 70, utilizaram suas observações sobre a estrutura da linguagem, associando a ciência da informação e da computação à lingüística, e deram origem à PNL Programação Neurolinguística. Estudaram o comportamento de pessoas que demonstravam eficiência de desempenho em comunicação e relacionamentos, e que alcançaram ótimos níveis de excelência em suas atividades. Essas observações, baseadas na modelagem de estratégias, resultaram na criação de técnicas que tornaram possível a qualquer pessoa alcançar os mesmos resultados.

A PNL estuda o funcionamento da mente humana, permitindo a descoberta de nossos “mapas mentais” e o efeito que isso tem em nossas vidas. A PNL descreve nossas formas de aprender, comunicar consigo mesmo e com os outros, adquirir novas habilidades e obter os resultados que desejamos, levando-nos a uma profunda reestruturação e ampliação da percepção do mundo.

O Processo PNL - Programação Neurolinguística é uma ferramenta a ser utilizada para se modelar comportamentos do Gerente de Projetos e ainda, para fazer com que os Stakeholders envolvidos criem foco adequado, dirigido sem distorções, ao sucesso do empreendimento.

A PNL é o moderno e eficaz modelo capaz de observar como nós, neurologicamente processamos informações e o efeito disto nos nossos sentimentos e conseqüentes comportamentos e ações. O que isso quer dizer, é que nossa experiência é traduzida de sentidos que se, adequadamente trabalhados podem, em vez de limitantes, tornarem-se potencializadores. As pessoas criam suas experiências internas e influenciam seu próprio comportamento externo.
Aprender a fazer com que experiências subjetivas que acontecem ao acaso, sejam dirigidas de modo que elas funcionem da maneira como queremos, e não como não queremos, é um dos objetivos. A PNL é então uma nova abordagem e uma forma de arte pessoal que nos oferece ferramentas para influenciar processos específicos pelos quais nós criamos nossa experiência subjetiva do mundo real.

4. Alguns pressupostos da Programação Neurolinguística:

Não se pode “não-comunicar” pois, não obter resposta já é uma resposta.
Nosso cérebro não processa o “não”, fazendo o restante da frase acontecer. Eis aqui um exemplo:
“Por favor, não pense em um urso cor de rosa!” Você mesmo! Conseguiu não pensar?
Ou você teve que pensar primeiro no urso cor de rosa, o construiu mentalmente para então, depois desfazer a imagem? É assim que nosso cérebro funciona. “...meu filho, não vá derramar o copo de leite da mesa!” Grita a mãe na cozinha. Pronto... pode ir buscar o pano de chão.

- Hardware/Software: Todas as pessoas tem o mesmo aparelho mental, embora com programas e habilidades diferentes. Estes programas podem ser modelados e transferidos para outras pessoas, superando suas limitações.
- Não se precisa saber o conteúdo do pensamento de outrem para facilitar mudanças de comportamento.
- A melhor maneira de mudar o outro é mudar a si mesmo.
- Se uma ação não obtém os resultados desejados, o indivíduo flexível varia seu comportamento até conseguir o que quer.
- Se não se consegue o que se deseja é por falta de acesso aos recursos internos necessários, pois não existem estados incapazes e nem estados sem recursos.
- A mesma ação nem sempre gera o mesmo resultado em um sistema complexo (Teoria do Caos). A flexibilidade necessária para adaptar-se e sobreviver, é proporcional à complexidade do sistema.
- Não se pode deixar de influenciar nem de ser influenciado, pois nenhuma parte pode ser isolada da outra. Tudo é sistêmico e tem influência recíproca.
- Conhecer o “mapa” do outro, ou seja, a forma como ele percebe a situação, possibilita melhorar a comunicação e o relacionamento entre ambos.

5. O Processo nº 45 – A Utilização Prática da PNL em Gerenciamento de Projetos

A fonte das emoções tem 4 estados a serem trabalhados. No final do processo, o resultado no Projeto terá sido influenciado por este estado emocional transformado do atual ao desejado:
A mudança ocorre atavés da alteração de um ou mais elementos da fonte. Esse conhecimento pode por exemplo, tirar uma pessoa do papel de vítima, tornando-a mais pró-ativa e com mais controle sobre seus comportamentos e ações. (foco)

O Processo PNL que proponho aqui, adaptado ao contexto do Guia PMBoK, consiste, como nos demais 44 processos, na utilização de entradas ao processamento das ferramentas, esperando saídas que possibilitem melhor gerenciamento do projeto.

As Entradas:

- Fatores Ambientais da Empresa
- Ativos de Processos Organizacionais
- Plano de Gerenciamento do Projeto
- Cronograma do Projeto
- Calendário de Recursos Disponíveis
- Estimativa de Custos
- Plano de Gerenciamento de Riscos
- Plano Geral de Aquisições
- Plano de Gerenciamento das Comunicações

As Ferramentas:

O Processo consiste na prática das técnicas abaixo, orientadas por um Master em PNL contratado como “profissional especializado”:
1- Calibração
2- Rapport
3- Backtracking
4- Associação e Desassociação
5- Posições Perceptuais (Eu/Outro/Observador)
6- Estado de Presença (Conexão ao corpo e ao ambiente)
7- Ancoragens
8- Sub-modalidades VAC – mudanças por recursos disponíveis
9- Alinhamento de Níveis Neurológicos
10- Gerador de Novos Comportamentos
11- Auxiliares Lingüísticos
12- POC - Porque? Onde? Como?
13- Meta ESPERTA
14- METAMODELO
15- SWOT – Grade de Metas e Ponto de Alavancagem
16- Padrão do Chocolate Godiva
17- O Modelo ROLE

As Saídas:

- Identificar o que é importante (Propósito, Valores, Critérios e Fatores Críticos de Sucesso), a razão de ser de um determinado sistema (pessoas e/ou organizações);
- Transformar as idéias abstratas em objetivos e metas congruentes e específicos de um determinado sistema (pessoas e/ou organizações);
- Mobilizar os recursos necessários para a realização dos objetivos e metas;
- Estabelecer e implementar políticas e estratégias coerentes e que levem o sistema em direção à conquista dos seus objetivos e metas;
- Realizar a Gestão de Resistências Internas (do Sistema) e Externas (do Ambiente);
- Monitorar o comportamento do sistema e do ambiente onde ele está inserido, com o auxílio de indicadores;
- Realizar os ajustes necessários nas políticas e estratégias para se manter o sistema avançando na direção desejada;
- Escopo: estabelecer a coerência das metas e objetivos propostos;
- Melhorar a auto-estima e auto-confiança de cada envolvido no projeto;
- Permitir auto-conhecimento a fim de gerar comportamentos equilibrados principalmente em momentos de crise;
- Identificar formas de pensamentos e assim melhorar a comunicação com os outros;
- Substituir crenças limitantes por outras potencializadoras.
- Propor soluções em situações de risco ao projeto, baseadas na visualização do pensamento ao “estado desejado”

6. O Processo nº 45 – Explicando cada ferramenta


As ferramentas utilizadas para se obter as saídas neste processo, necessitam de apoio e acompanhamento de profissional especializado com formação comprovada em Pratictioner, Master e Trainer em Programação Neurolinguística, a fim de guiar adequadamente tanto o Gerente de Projeto e sua equipe, como também os demais Stakeholders, pelas técnicas abaixo resumidamente explicadas:

a. Calibração
Estados diferentes são constituídos de padrões diferentes de fisiologia, comportamento e processos cognitivos. Muita informação é expressa através de linguagem não-verbal (cerca de 93%) e portanto, a sincronicidade de tom de voz e linguagem corporal entre os interlocutores deve ser calibrada para que a comunicação entre eles flua com a máxima facilidade.

b. Rapport

O “rapport” é a harmonia na comunicação que permite estabelecer com a outra pessoa uma “dança” na qual comportamentos verbais e não-verbais são espelhados com extrema discrição, elegância e sutileza. Para se obter o “rapport”, uma das pessoas faz o espelhamento comportamental do outro, criando uma “ponte” até ele, estabelecendo contato e maior nível de compreensão.
Quando se tiver estabelecido um bom “rapport”, poderá então, o Gerente de Projetos por exemplo, começar a mudar seu comportamento, fazendo com que, muito provavelmente, o outro, seu membro de equipe, o acompanhe, permitindo então conduzi-lo na direção pretendida.

c. Backtracking

O “Backtracking” é a habilidade de reafirmar pontos-chave usando as próprias palavras da pessoa com quem está sendo feita a comunicação, acompanhando-a inclusive com o mesmo tom de voz e linguagem corporal. Em reuniões, negociações ou apresentações de projetos, o “Backtracking” pode mostrar que se está atento ao que está sendo dito, checar um acordo, reduzir mal entendidos, entre outros benefícios.

d. Associação e Desassociação
Quando alguém recebe uma crítica ou percebe-se em uma situação desconfortável, ou ainda, está com um problema aparentemente sem solução, esta prática permite alterar o foco, mudar a perspectiva, criar uma nova posição fazendo com que a pessoa perceba outras formas para lidar com a mesma questão.

e. Posições Perceptuais (Eu/Outro/Observador)
Quando usamos somente um ponto de vista, desenvolvemos “pontos cegos” em nossos mapas da realidade e, para enxergarmos mais em nosso mundo precisamos “mudar de posição”. Isso significa ver realidades e situações “calçando seus próprios sapatos, os sapatos do outro e ainda, os sapatos de uma terceira pessoa observadora externa”
O objetivo das Posições Perceptuais é poder mover-se livremente entre as três posições para observar as diferenças como cada um vê a questão, sob perspectivas diferentes e realidades próprias. Esta visão dará ao Gerente de Projetos mais possibilidades para suas escolhas.
Observação: Esta técnica também poderá ser utilizada para harmonizar relacionamentos e resolução de conflitos entre membros da equipe de projeto.

f. Estado de Presença (Conexão ao corpo e ao ambiente)
Não existe possibilidade de alguém executar uma tarefa com perfeição sem “estar presente” ao sistema, ou seja, “estar presente” é ver, ouvir e sentir seu próprio corpo e o mundo a sua volta. É estar consciente do aqui e agora, sem estar com pensamentos no passado ou futuro, sem tristezas pelo que já passou ou ansiedade pelo que ainda poderá vir a acontecer.

g. Ancoragens

Um dos objetivos desta técnica é permitir que o Gerente de Projeto ou qualquer integrante de sua equipe, possa trazer sensações positivas já experimentadas anteriormente como recursos auxiliares que irão ajudar a resolver uma situação específica.
Uma âncora é qualquer estímulo que evoca um padrão de resposta consistente em uma pessoa. Pode ser qualquer estímulo recebido por qualquer um dos cinco sentidos ou combinação deles. A ancoragem é a tendência de qualquer elemento de uma experiência trazer de volta toda a experiência com suas respectivas sensações. Você pode ancorar a si próprio ou ajudar outra pessoa a ancorar-se.

h. Sub-modalidades VAC – mudanças por recursos disponíveis

As sub-modalidades trabalham pelo objetivo de auxiliar mudanças de comportamentos, capacidades e crenças, transformando sentimentos que geram limitações em fontes de recursos a serem usados no futuro.

i. Alinhamento de Níveis Neurológicos (Escada)
Há uma hierarquia natural de classificação (degraus) para as nossas estruturas mentais de aprendizagem, mudança, linguagem e sistemas perceptuais. A função de cada nível é organizar e controlar a informação do nível imediatamente abaixo. Portanto, uma mudança em um nível mais alto necessariamente acarretará mudanças nos níveis mais baixos. O nível mais baixo pode, mas não necessariamente, efetuar mudanças nos níveis acima.

j. Gerador de Novos Comportamentos
“Você se torna aquilo que pensa!”.
Este é o pressuposto da técnica que tem como objetivo criar uma “Ponte ao Futuro” e fazer com que o Gerente de Projetos e sua equipe, possam imaginar-se tendo alcançado plenamente seu objetivo, como se estivessem vendo um filme de si mesmos, ouvindo suas próprias vozes e levantando assim, as estratégias que utilizaram para alcançar, com pleno sucesso, as metas desejadas.

k. Auxiliares Lingüísticos
As palavras são poderosas, sugerem, pressupõem e insinuam significados. A linguagem dirige nossos pensamentos para direções específicas e, de alguma maneira, ela nos ajuda a criar nossa realidade, potencializando ou limitando nossas possibilidades. A habilidade de usar a linguagem com precisão é essencial para nos comunicarmos melhor. Devemos estar atentos a algumas palavras e expressões pois elas podem nos atrapalhar na concretização de objetivos

l. POC – Por que? Onde? Como?
As perguntas podem evocar estados emocionais e, o tom de voz e a linguagem corporal fazem parte dessas perguntas. Porque? – O que? – Como?, são perguntas que evocam foco em situações específicas, processos de pensamento, auxiliam na exploração de estratégias de ação e orientam para a solução.

m. Meta ESPERTA
Esta técnica tem por objetivo definir as metas de um Projeto, baseando-se na análise de temas altamente pertinentes, compostos pelas letras da palavra ESPERTA: E de Específica, (o que você vê, sente e ouve em relação a sua meta), S de Sistêmica, (valores pessoais coerentes com sua meta), P de Positiva, (meta assertiva), E de Evidência, (o que vou estar vendo quando atingi-la), R de Recursos, (coragem, motivação, dinheiro...), T de Tamanho, (meta alcançável) e A de Alternativas, (criar opções).

n. METAMODELO
A brincadeira “telefone sem fio” é um exemplo de comunicação “truncada”, onde uma criança conta algo à seguinte, que repassa também, e assim por diante, até a última, que, sempre termina por contar algo totalmente diferente do inicial. O Metamodelo é um conjunto de padrões de linguagem que conectam-na com a experiência sensorial, visando recuperar informações alteradas por omissões, distorções e generalizações da linguagem. A técnica de Metamodelo pode ser usada para colher informações, clarificar significados, identificar limitações em modelos sistêmicos e criar novas opções e escolhas.

o. SWOT Grade de Metas e Ponto de Alavancagem

SWOT é formada pelas iniciais das palavras em inglês, Strengths (fortalezas) - são os pontos fortes; Weaknesses (fraquesas) - são os pontos a melhorar; Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças). O objetivo é formar uma Grade de Metas baseada nestes quatro fatores e pelos resultados das possíveis combinações entre eles, encontrar o “Ponto de Alavancagem” que a princípio seria considerado como marco ideal para se trabalhar o foco necessário a se atingir a meta desejada. O Ponto de Alavancagem é aquele onde um pequeno esforço é capaz de produzir grandes resultados.

p. Padrão do Chocolate Godiva

Este padrão pode ser usado para melhorar a motivação de alguém para fazer algo que naquele momento, a pessoa não está querendo fazer, mas que decidiu de forma congruente, que precisa. Este exercício visa associar a imagem e sensações de algo que a pessoa goste muito (chocolate?), com a montagem em modelo de imagem sobreposta daquilo que não se quer fazer, criando motivação neste novo cenário.

q. O Modelo R.O.L.E.
O Modelo ROLE é uma maneira simples mas eficiente de organizar as informações sobre como alguém está pensando. As distinções indicadas pelo modelo ROLE devem ser identificadas em cada passo significativo na estratégia de pensamento que está sendo modelada. As letras ROLE representam os elementos Representações Internas, Orientação, Ligação e Efeito.

Listo abaixo as habilidades consideradas principais em um gerente de projetos e, acrescento no final, mais uma que passo agora a considerar totalmente pertinente.
? Liderança: Estabelecer direção, alinhar diretrizes, motivar equipe, inspirar colaboradores.
? Negociação: Discutir com outros para se chegar a um acordo ou termo comum diretamente ou com a assistência de uma arbitragem ou mediador e ainda, observar questões envolvidas nas negociações tais como: objetivo e/ou mudanças do escopo, custo e programação, termos e condições contratuais, designações e recursos.
? Resolução de problemas: Primeiramente deve-se definir o problema e para tal necessita-se distinguir sintonia e causa, em segundo lugar é preciso “tomar a decisão” através da análise, identificação de soluções, escolha e implementação da(s) mesma(s).
? Influência na organização: Básicamente é, de maneira clara e coloquial: “conseguir que as coisas sejam feitas”. É entender os mecanismos de poder e política, influenciar comportamentos, mudar o curso dos eventos, sobrepujar resistências e fazer com que as pessoas façam o que não faziam normalmente.
? Comunicação: Através da PNL Programação Neurolinguística o Gerente de Projetos deverá ser capaz de, utilizando as técnicas apresentadas, identificar os sistemas representacionais de pensamento, comportamentos, capacidades, crenças e valores de todos os stakeholders e, com isso, por meio da linguagem e mudanças de estado adequadas, fazer com que crenças limitantes tenham sua influência reduzida ou substituída e as ações positivas sejam potencializadas ao máximo, conduzindo todos à visualização das metas projetadas como realizadas com sucesso.

Não adianta falar inglês com alguém que pensa em chinês, pois a comunicação ideal é feita em um mesmo nível de compreensão e a PNL é o caminho que leva a este nivelamento”.
A.Dahis, arquiteto e pós-graduando em Gerenciamento de Projetos – SEGRAC/UFRJ

7. Conclusão

O modelo atual do Guia PMBoK - A Guide of the Project Management Body of Knowledge é, na minha opinião, burocrático. Imagino que ele foi elaborado por técnicos, engenheiros, matemáticos, economistas, administradores, contadores, e mais uma infinidade de especialistas em ciências exatas pois é um ferramental cartesiano, numérico e documental.

Apesar de minhas reservas com relação à praticidade diária na utilização de todos os 44 processos pertinentes, faço menção por meio deste, a uma visão mais humana, holística e comportamental, que acredito, quando interponho minha experiência de vida, poder tornar tais processos como um todo e alguns em particular, mais ajustados aos meus conceitos pessoais e profissionais de pensamentos, atitudes, capacidades, crenças, identidade e missão.

Nos dias de hoje faz-se necessária uma maior flexibilidade para que os profissionais gerentes de projetos, além de todos os processos disponíveis, possam também recorrer a esta importante ferramenta, dando-lhes maior assertividade e confiança em atingir as metas propostas.
A Programação Neurolinguística é está ao alcance de todos os seres humanos, independente de sua posição social, econômica ou filosófica, e deveria ser usada não só como mais uma ferramenta para auxiliar os Gerentes, mas para todos que buscam o sucesso pretendido em seus projetos de vida.

Essa flexibilidade deve ser tal, a ponto de alterar suas posturas como seres humanos, pois, como considerou Jean-Paul Sartre, filósofo francês, (1905-1980): “O homem é aquilo que imagina ser” e, Anton Pavlovich Chekhov, escritor russo, (1860-1904) nos completou dizendo: “O homem é aquilo que acredita ser”, qualquer um em geral e, o Gerente de Projetos em particular, pode transformar o que imagina e acredita, transformando também o que os outros imaginam e acreditam. Sonhos em realidade, projetos idealizados em obras concluídas.

A maior revolução de nossos tempos é a descoberta de que ao mudar as atitudes internas de suas mentes, os seres humanos podem mudar os aspectos externos de suas vidas.”
Willian James (1842-1910)
Psicólogo e filósofo americano

8. Referências bibliográficas

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XAVIER, CARLO MAGNO; VIVÁCQUA, FLAVIO RIBEIRO; MACEDO, OTUALP SARMENTO; XAVIER, LUIZ F. DA SILVA. (2005) – Metodologia de Gerenciamento de Projetos Methodware. Editora Brasport Ltda. Rio de Janeiro, Brasil.
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VARGAS, RICARDO VIANA. (2006) – Plano de Gerenciamento de Projetos. Editora Brasport Ltda. Rio de Janeiro, Brasil.

Abraao Dahis

É Empresário Senior com empresa própria desde 1986 e trabalha como Arquiteto e Gerente de Projetos, além de atuar como Coach, Colunista, Trainer e Palestrante especialista em Gestão de Projetos Pessoais e Profissionais.
É membro do CREA-RJ Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, do PMI Project Management Institute e do ICF International Coach Federation.

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