A Formação Do Leitorado Feminino Nossa Senhora do Socorro, Sergipe

O artigo fala da formação do leitorado feminino no século XIX. As leituras consideradas ideais para as mulheres burguesas da época eram os romances da vida interior. Saiba mais neste artigo.

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A Formação Do Leitorado Feminino

O século XIX foi marcado por transformações econômicas, sociais e culturais, desencadeadas no início do Segundo Império. Tais acontecimentos forçaram as camadas burguesas a se adaptarem aos novos costumes tipicamente europeus e padrões sociais estipulados para a época, como a privacidade e hábitos de leitura.

A privacidade, um dos novos costumes existentes, passou a ser confundida com o manter-se isolados. Dessa forma, a elite da época passava a maior parte do tempo em suas casas, principalmente as mulheres que, para preencher o tempo ocioso, foram aos poucos, se acostumando a outros hábitos como a realização de prendas domésticas e de leitura. Um modo ideal de se realizar a leitura era aquela associada ao recolhimento e ao silêncio. Essa forma de ler começa a aparecer como uma prática privada e solitária.

Os homens também faziam essas leituras na biblioteca ou num espaço reservado no quarto, uma leitura que convidava à reflexão. Eles debatiam sobre assuntos relacionados à política e economia, participando ativamente da esfera pública.

Habermas define a esfera pública como “um espaço de livre acesso, onde os cidadãos se encontram para debater e, racionalmente desenvolver argumentos sobre as questões da vida comum” (1984, p. 64). Tais debates e argumentações foram se inserindo, aos poucos, em cafés e salões da época, dando oportunidade também às mulheres de participarem de modo mais ativo na sociedade, expondo umas às outras suas opiniões sobre um dado romance em comum entre elas.

Assim, o que vai diferenciar as leituras femininas das masculinas são os conteúdos direcionados e específicos a cada um. Segundo Lyons (2002, p. 172):

Romances eram tidos como adequados para as mulheres por serem elas vistas como criaturas em que prevalecia a imaginação, com capacidade intelectual limitada, frívolas e emotivas (...) era a antítese da literatura prática e instrutiva, próprias para os homens [acréscimo nosso].

As leituras consideradas ideais para as mulheres burguesas da época eram os romances da vida interior, as revistas de moda e artigos sobre ornamentação do lar, cujo objetivo era o divertimento; para os homens, a leitura era voltada para sua instrução. Liam-se notícias sobre eventos públicos, economia e política, que os deixavam a par dos acontecimentos.

Assim, ler e escrever sempre foram associados ao poder e utilizados como forma de dominação. Ao longo dos séculos XVII e XVIII, a Igreja Católica dava um incentivo, ainda que mínimo, as mulheres a terem hábitos de leitura, mas apenas dos livros sagrados acessíveis, que visavam a educação familiar e a manutenção dos bons costumes. Porém, não permitia que estas escrevessem, pois a escrita era considerada uma forma de liberdade de expressão inadequada, principalmente no oitocentos brasileiro, que imperava o poder patriarcal. Apesar disso, é nessa época que a mulher passa a ter o romance como sua leitura predileta. Estes traziam como características consideradas femininas e naturais a sensibilidade, a irracionalidade e a emoção.

Conforme Lyons afirma, “a feminização do público leitor de romances parecia confirmar os preconceitos dominantes sobre o papel da mulher e sua inteligência” (1999a, p. 171). A temática amorosa era considerada o elemento essencial na construção da identidade da leitora do dezenove brasileiro. Além disso, alguns modelos de leitura incorporavam textos que mobilizavam as leitoras com suas regras e tabus, conduzindo-as a seguir os códigos de moral vigentes que não admitiam a prática indiscriminada da leitura pelo público feminino.

Percebemos, então, marcas do preconceito existente na sociedade do século XIX para com as mulheres, a partir da formação dessas leitoras. Sendo uma sociedade patriarcal, estas eram vistas como uma classe inferior, desprovidas de inteligência, preparadas com o propósito de casar e constituir família. A elas não cabia divulgar idéias ou pensar. Partindo desse ponto de vista, analisaremos as práticas de leitura das personagens Guiomar, Estevão e Luís Alves, no romance A mão e a luva, de Machado de Assis, focando as diferenças presentes nessas leituras, através das atitudes das personagens citadas.

No romance em tela, a personagem Guiomar era uma jovem de 17 anos, agregada e casadoira que lia muitos romances. Já Estêvão e Luís Alves eram amigos e advogados, que partilhavam de várias leituras, principalmente sobre retórica e ciências exatas.

Conforme é percebido nas cenas de leitura, Guiomar está sempre imersa num mundo de amores possíveis, que a conduzia para um plano além de sua realidade: “abriu novamente o livro, e continuou a leitura do ponto em que a deixara tão só consigo, tão embebida no livro que tinha diante, que não a despertou o rumor, aliás sumido, dos passos de Estêvão nas folhas secas do chão.” (ASSIS, 1973, p. 13).

Nesse trecho, Guiomar está imersa em sua leitura, um meio encontrado por ela para se sentir livre da opressão de ser agregada e de conviver com a possibilidade de não conseguir ascensão patrimonial por meio de um casamento, se vendo obrigada a trabalhar para viver dignamente:

... Guiomar manifestara então o desejo de ser professora.

(...)

- Não há, repetiu Guiomar. Não duvido, nem posso negar o amor que a senhora me tem; mas a cada qual cabe uma obrigação, que se deve cumprir. A minha é... é ganhar o pão.

Estas últimas palavras passaram-lhe pelos lábios como que à força. O rubor subiu-lhe às faces; dissera-se que a alma cobria o rosto de vergonha. (IDEM, op. cit, p.21, grifo nosso)

O trabalho no século XIX, principalmente o feminino, era vergonhoso para a sociedade oitocentista e patriarcal, na qual cabia ao homem sustentar e prover sua família. Trabalhar era signo de vergonha e humilhação. Por isso, o único trabalho que Guiomar poderia fazer era o de ser professora. As costureiras, por exemplo, eram mal vistas e encaradas como mulheres frívolas.

Já o personagem Estevão era advogado e lia constantemente jornais e livros, principalmente sobre retórica e ciências exatas, que o auxiliavam nos estudos, capacitando-o para o exercício de suas funções. Ainda assim, ele era considerado um leitor fraco, borboleteante, pois gostava de passear pelas páginas de vários livros ao mesmo tempo. Além disso, tinha influências de Byron, Goethe, Scott, Shakespeare. Sua leitura era extensiva e o conduzia pelas emoções, de modo que ele não racionalizava, tampouco tirava proveito do que lia:

O rapaz acertara de abrir uma página de Werther; leu meia dúzia de linhas, e o acesso voltou mais forte que nunca. (...) Suas preferências intelectuais dividiam-se, ou antes abrangiam a Política e a Literatura, e ainda assim, a Política só lhe acenava com o que podia haver literário nela. Tinha leitura de uma e outra coisa, mas leitura veloz e à flor das páginas. Estêvão não compreenderia nunca este axioma de lorde Macaulay - que mais aproveita digerir uma lauda que devorar um volume. Não digeria nada; e daí vinha o seu nenhum apego às ciências que estudara. (IDEM, op. cit., p. 05; 08, grifo nosso)

O livro que Estevão lia foi escrito por Goethe, intitulado Os sofrimentos do jovem Werther. O romance narra o dilema do jovem Werther e sua paixão por Charlotte, noiva de Alberto. Werther, se culpa pelo amor que sente pela jovem, muda-se para outra região, mas não consegue esquecê-la. Charlotte casa-se com Alberto, que passa a ter ciúmes de Werther, que continua nutrindo um amor platônico pela moça. Ao se encontrarem pela última vez, a moça o beija e logo depois o repele. Ainda assim, o jovem parte, acreditando que é amado, mas que esse amor é impossível. Para dar um fim nessa situação, Werther resolve cometer suicídio, disparando um tiro em sua própria cabeça.

A partir desse final trágico, percebemos que o romantismo é visto como algo prejudicial, uma doença ou até mesmo loucura, cuja a causa principal é o desespero nos apaixonados. No caso da personagem Estêvão, afetado pela paixão, o acesso ou o desespero causado pela paixão o deixava a mercê de suas emoções, que afloravam a cada trecho lido, causando-lhe dor e sofrimento. Desse modo, ele foge aos padrões da leitura masculina – é uma leitura feminina duplamente marginal – não há nesse feito uma preocupação em assimilar o que era lido tampouco essa leitura era corriqueira do leitorado masculino, que faziam leituras que os conduzia à reflexão e crítica. Inverso à Luis Alves, Estêvão era movido pela emoção, não pela razão:

- Pois quanto a mim, - disse Luís Alves ouvindo pela terceira vez, esquecia-me disso e ia curar-me em cima dos compêndios; Direito Romano e Filosofia, não conheço remédio melhor para tais achaques.

Estevão não ouvia as palavras do amigo; estava então assentado na cama, com os cotovelos fincados nas pernas, e a cabeça metida nas mãos, parecendo que chorava. (IDEM, op. cit., p.04, grifos nossos)

Ao homem era exigido ser racional. Isso é percebido pela decepção de Luís Alves, no fragmento acima citado, ao dizer que o amigo estava tendo achaques. A fragilidade de Estevão não condizia com os costumes sociais, i. e., ao homem não se era permitido demonstrar os sentimentos a outrem. Segundo a personagem, a leitura intensa sobre assuntos como Direito e Filosofia o afastariam das desilusões amorosas e o conduziria ao resgate da razão.

De acordo com o Dicionário Aurélio, “Direito Romano é uma área conhecimento que estuda as normas jurídicas vigentes num país. Essas normas ou leis foram, inicialmente, criadas em Roma entre o séc. VIII a.C. e o séc. VI d.C.” (1999, p. 303). Já o Romantismo foi um “movimento em que os escritores abandonaram as regras de composição e estilo dos autores clássicos, pelo individualismo, pelo lirismo e pelo predomínio da sensibilidade e da imaginação sobre a razão” (IDEM, op. cit., p.762, grifos nossos).

O fragmento acima aponta para um comportamento tipicamente feminino, no qual há o predomínio das emoções e das demonstrações de sentimentos. As mulheres, de acordo com as regras da época, tinham a obrigação social de se comportarem como seres submissos, incapazes de reagirem, recorrendo somente ao choro para desabafarem suas angústias.

As mulheres tinham leituras delicadas, geralmente romances e folhetins. Os homens também faziam essas leituras, mas geralmente em voz alta, como tutores de um determinado grupo de senhoras, significando que eles estavam aptos para transitar tanto nesses textos quanto em outros mais complexos. Eram leituras que demonstravam a fragilidade feminina e serviam para estreitar os laços familiares.

Para definir e diferenciar o dever de cada um na sociedade, os jornais do século XIX traziam temas divididos com relação ao sexo de seus leitores. Como um dos principais veículos de publicação dos folhetins, esses jornais contribuíram para que a mulher, então, fosse alvo do poder atribuído aos homens com relação à escolha de suas leituras. Segundo Boechart:

... o romance brasileiro se teria curvado, por um lado, às necessidades de divertimento e evasão de seu público eminentemente feminino e, por outro, a um necessário empenho didático, conservador e moralizante, a bem da família e da nação. (BOECHART, 2002, p. 268)

Devido a tantas transformações sociais, as necessidades de se divertirem e se evadirem era algo importante para as mulheres dessa época. Essa diversão era proveniente de suas leituras e afazeres domésticos. Essas leituras as conduziam para dentro das histórias encontradas nos romances folhetinescos e revistas de moda, auxiliando-as a se evadirem ou fugirem de seu mundo empírico, no qual elas não eram donas de si mesmas.

Os maridos ou os pais exerciam sobre elas um poder econômico e político. Não podendo trabalhar, as filhas ou esposas não representariam um eventual perigo em relação a ocupar cargos públicos, além de contribuir para a manutenção da hierarquia. Assim, a mulher bem conceituada tinha a obrigação de ficar em casa, vestir-se com discrição e luxo, ocupar-se das obrigações caseiras e não sair à rua desacompanhada. Desse modo era possível manter a moral e os bons costumes.

Os romancistas brasileiros descreviam suas personagens como instruídas, capazes de pensar e refletir, com o intuito de mascarar a ignorância e a opressão que as mulheres sofriam nessa época, além de terem a obrigação de educarem essas leitoras. Marisa Lajolo e Regina Zilberman, comentam sobre essa divisão:

Os romancistas legitimam formas e regras vigentes, mas, simultaneamente, arriscam-se a romper com certos padrões ao oferecer ao destinatário – sobretudo pertencente ao sexo feminino – um horizonte mais largo de experiência cultural e ética. Mesmo com tais ressalvas, no entanto, os escritores confirmam a ideologia patriarcal. (LAJOLO E ZIBERMAN, 2003, p. 256)

Considerando a construção da leitora através da história da leitura no Brasil, essas leituras direcionadas ao público feminino não poderiam exigir grandes reflexões, pois do contrário as desvirtuariam da sociedade na qual estavam inseridas com funções previamente estabelecidas de serem esposas e mães.

Conforme afirma Heller:

Como ser mulher significava ser mãe e conseqüentemente estar familiarizada com o universo infantil, a autoria bem-sucedida de livros escolares infantis era interpretada como uma decorrência natural ao sexo feminino. Os mesmos motivos desqualificavam-na como leitora. Confinada e distante do mundo do trabalho remunerado e de seus problemas, a mulher vivia num universo muito reduzido, do qual a leitura fazia parte, mas em porções pequenas. Folhetins, revistas e alguns romances eram tudo de que dispunham para ler. Por isso, ao lerem obras consideradas de maior complexidade, muitos autores imaginavam que elas teriam dúvidas, facilmente resolvíveis por seus maridos. (HELLER, 1995, p. 519)

Tem-se, então, uma explicação para o preconceito para com as leitoras do século XIX. Além de serem encaradas como fúteis e incapazes de refletir sobre o que liam, a sociedade do oitocentos brasileiro determinava que essas mulheres não deviam se relacionar com textos que as conduzissem à reflexão, ou seja, não lhes cabia criar, pensar ou difundir idéias. A identidade feminina, então, é formada a partir da história, de forma individual e coletiva. Desse modo, eram direcionadas ao público feminino, leituras delicadas e simples, consideradas de pouca importância.

Mesmo com todas estas restrições, a mulher vai, aos poucos, encontrando formas de se inserir nesse ambiente social e cruel por meio da leitura e da escrita. De acordo com Perrot, “a correspondência, a literatura e a imprensa foram os meios que permitiram às mulheres ganharem influência nos espaços privados dominados pelos homens” (2002, p. 59).

Por meio da leitura silenciosa, elas tinham a oportunidade de exercitar o raciocínio, pensar e analisar o contexto social e cultural em que viviam, pois a leitura leva o sujeito a pensar de forma crítica tanto o passado, quanto o presente e sua posição na sociedade na qual está inserido, dando respostas às provocações implícitas em suas leituras.

REFERÊNCIAS

ASSIS, Joaquim Maria Machado de. A mão e a luva. São Paulo: Ática, 1973. (Série bom livro)

DEL PRIORE, Mary (org). História das Mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2000.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio eletrônico. São Paulo: Nova fronteira e Lexikon informática Ltda, 1999.

HABERMAS, Jürgens. Mudança Estrutural da Esfera Pública. São Paulo: Tempo Brasileiro, 1984.

HELLER, B. “Tuteladas ou letradas? Imagens de mulheres em textos escolares e literários de 1800 a 1930”. In: Anais do 5°. Seminário Nacional Mulher e Literatura. Natal: UFRN, 1995, p. 519-525.

ISER, Wolfgang. O ato da leitura: uma teoria do efeito estético. São Paulo: 34, 1996.

LAJOLO, Marisa. “Ler e escrever no feminino”. In: ______. Como e por que ler o romance brasileiro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004, p. 46-62.

LAJOLO, Marisa e ZILBERMAN, Regina. “A leitora no banco dos réus”. In: ______. A Formação da leitura no Brasil. São Paulo: Ática, 2003, p. 235- 306.

LYONS, Martyn. “Os novos leitores no século XIX: Mulheres, crianças, operários”. In: CAVALLO, G. & CHARTIER, R. (org.) História da leitura no mundo ocidental. São Paulo: Ática, 1999, p. 165-7.

______ e LEAHY, Cyana. A palavra impressa. Histórias de leitura no século XIX. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 1999.

MORAIS, Maria Arisnete Câmara. Leituras de mulheres no século XIX. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.

PERROT, Michelle. Mulheres Públicas. São Paulo: Unesp, 1998.

______. Os excluídos da história: operários, mulheres e prisioneiros. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.

Nena Machado

Graduanda do Curso de Letras, na Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC - Bahia.Orientadora: Profa. Dra. Patrícia Kátia da Costa Pina - UESC Literatura Brasileira e Comparada

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